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Starbucks oferece empregos a rejeitados por Trump

Airbnb oferece alojamento gratuito aos que ficarem bloqueados nos aeroportos.

30 de janeiro de 2017 às 16:29

Em resposta ao decreto que dificulta a entrada nos EUA de cidadãos de sete países muçulmanos, incluindo a Síria, a Starbucks anunciou esta segunda-feira empregos para 10.000 refugiados e a Airbnb alojamento gratuito aos que ficarem bloqueados nos aeroportos.

Numa carta aos funcionários, o presidente da cadeia de cafés Starbucks, Howard Schultz, afirma-se "profundamente preocupado": "Vivemos tempos sem precedentes, tempos em que vemos a consciência do nosso país e a promessa do sonho americano serem postos em causa".

Schultz promete no texto contratar 10.000 refugiados nos próximos cinco anos, precisando que a oferta é dirigida a todos os que fogem da guerra, de perseguições e de discriminação e que envolve as lojas do grupo nos 75 países onde está presente.

Nos Estados Unidos, país de origem da empresa, a Starbucks vai começar por contratar os refugiados que tenham trabalhado com as Forças Armadas dos Estados Unidos, por exemplo como intérpretes.

Howard Schultz, próximo do Partido Democrata, afirmou ainda que a empresa está a contactar os funcionários que sejam afetados pelo decreto assinado na sexta-feira pelo Presidente, Donald Trump, e que impõe fortes restrições à entrada no país de cidadãos do Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão.

A Airbnb anunciou por seu lado que alojará gratuitamente as pessoas afetadas pelas novas medidas, tanto refugiados como outros viajantes, bloqueados nos aeroportos devido às novas "verificações reforçadas".

A medida foi anunciada no Twitter por Brian Chesky, presidente do conselho de administração da plataforma de aluguer de casas online.

"Contactem-me se precisarem de alojamento", escreveu.

A empresa prevê utilizar o sistema que é acionado quando ocorrem desastres naturais e, uma vez que 80% das ofertas se situam fora do território norte-americano, vai avaliar outras formas de dar resposta ao problema.

"Abrir fronteiras aproxima-nos. Fechá-las divide-nos", escreveu Chesky.

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