Maria Matos deverá passar a ser um teatro "com uma nova missão".
A Câmara de Lisboa aprovou esta sexta-feira, em reunião privada do executivo, as "linhas orientadoras relativas à programação" do Teatro Maria Matos, quando o assunto ainda está em discussão na Assembleia Municipal, na sequência de ter dado entrada uma petição.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis da maioria socialista e os votos contra do CDS-PP, BE e PCP, de acordo com informação transmitida à agência Lusa por fontes municipais.
O documento refere que "deverá ser lançado um procedimento público para seleção da programação artística do Teatro Maria Matos", sendo que "o candidato selecionado com base na qualidade do projeto artístico adquirirá o direito a tomar de arrendamento o edifício, assegurando o respetivo funcionamento nos termos do contrato, por um período de cinco anos".
A proposta aponta também que o Maria Matos deverá passar a ser um teatro "com uma nova missão", vocacionado para "espetáculos de grande público, predominantemente teatro".
A concessão do Teatro Maria Matos a uma entidade privada motivou uma petição assinada por 2.500 pessoas para a manutenção desta sala na esfera autárquica, que foi entregue em meados de janeiro na Assembleia Municipal de Lisboa, e ainda está a ser abordada na 7.ª comissão permanente.
Depois de já terem sido ouvidos os peticionários, a comissão tem uma reunião marcada para segunda-feira, estando também prevista a audição da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
Em declarações à agência Lusa, o vereador do BE afirmou que sugeriu ao executivo que o adiamento desta proposta, mas a proposta não foi acolhida.
"Insisti que havia uma petição na Assembleia Municipal a discutir esta temática e que devíamos aguardar pela decisão e resultado", adiantou, considerando que a votação foi "desrespeitar a lógica da discussão democrática".
Em declarações à agência Lusa, o vereador do PCP Carlos Moura defendeu que "fazer a concessão a companhias que têm do teatro uma visão meramente comercial, não é o caminho" que deveria ser seguido pela autarquia.
Além disso, o comunista apontou que estas linhas orientadoras "são muito genéricas e não clarificam nada".
Por outro lado, o PSD considera "muito bem que possa haver concessão dos teatros para fora da Câmara".
Na reunião de sexta-feira, a Câmara Municipal da capital aprovou também a transferência da gestão do Teatro Luís de Camões para a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), com os votos favoráveis do PS e BE, o voto contra do PCP e a abstenção dos vereadores do PSD e CDS-PP.
Sobre este teatro, o BE entendeu que "já que a rede de teatros está toda na EGEAC, não faz sentido que haja um teatro fora da rede".
Já o PSD apontou que, apesar de "não ter nada contra", não possuía informação suficiente para votar favoravelmente.
Já o PCP justificou o voto contra, alegando que "a EGEAC tem vindo a ser uma porta rotativa na qual entram os teatros e depois a gestão passa para entidades privadas, como aconteceu no caso do Capitólio".
"Tememos que este venha a ser o caminho para o Maria Matos", defendeu o eleito Carlos Moura.
A vereadora da Cultura anunciou no final do ano um novo projeto de gestão dos teatros da autarquia, que, segundo a autarca, tem por objetivo resgatar lugares associados à cultura e diversificar a oferta cultural da cidade.
O plano abrange 11 teatros, dois dos quais -- São Luiz e Maria Matos -- estão sob gestão da EGEAC, e vai permitir o "resgate de mais dois teatros para a cidade [Bairro Alto e Luís de Camões] e a diversificação de públicos".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.