A Comissão Arbitral Paritária (CAP) deu razão ao Sporting, no caso que envolve o jovem internacional português.
A Comissão Arbitral Paritária (CAP) deu hoje razão ao Sporting no processo do futebolista Bruma, considerando que o contrato entre o clube o internacional sub-20 português é válido.
Reunida hoje à tarde na sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), no Porto, a CAP anunciou que foram "julgados totalmente improcedentes os pedidos do requerente", ou seja, Bruma, que reclamava a invalidade do vínculo com o Sporting até final da época 2013/14.
Bruma, de 18 anos, e os seus representantes consideravam que o vínculo ao Sporting tinha terminado no final da época 2012/13, versão contrariada pelos "leões", que defendiam a validade do contrato para a época em curso.
Em causa estão dois contratos assinados pelo jogador, um primeiro contrato-promessa assinado em 2010 e com a duração de três anos - limite imposto pela FIFA no caso de jogadores menores - e um segundo rubricado em 2011, igualmente por três épocas, e que os representantes de Bruma dizem não ter validade.
O jogador chegou a iniciar conversações para renovação de contrato com o anterior presidente do Sporting, Godinho Lopes, no pressuposto de que Bruma estava vinculado até 2014, mas o prolongamento não se consumou.
Eleito presidente em março, Bruno de Carvalho terá exigido em junho que Bruma se desligasse do empresário israelita Pini Zahavi, o que sucedeu, e o jogador passou a ser representando por Cátio Baldé, tendo ainda como conselheiro o advogado Bebiano Gomes.
Bruma foi entretanto para o Mundial de sub-20, na Turquia, onde deu nas vistas, e regressou a Portugal na companhia de Bebiano Gomes, que à chegada colocou em causa a validade do contrato, considerando que o extremo do Sporting era um jogador livre.
Falhadas as tentativas de reunião com Bruno de Carvalho, Bebiano Gomes fez chegar ao Sporting, a 11 de julho, uma notificação a informar que o jogador considerava o seu contrato inválido e avançou com um pedido de nulidade do mesmo para a CAP, que entretanto julgou improcedente um pedido dos "leões" de impugnação da justa causa alegada na rescisão unilateral do contrato.
Bruma, alegadamente alvo do interesse de alguns grandes clubes europeus, não se apresentou no início dos trabalhos da equipa às ordens de Leonardo Jardim e todas as tentativas de aproximação não resultaram, insistindo os representantes do jogador em conduzir o processo pela via legal, agora favorável aos "leões".
O jogador, que de então para cá tem treinado sozinho e sem competir, ficando de fora das últimas convocatórias da seleção de sub-21, poderá agora ter de regressar ao Sporting, por decisão dos seis elementos da CAP, três designados pela Liga e outros três pelo Sindicato dos Jogadores.
Nascido na Guiné-Bissau, em 20 de novembro de 1994, Armindo Tué Na Bangna, conhecido por Bruma, chegou ao Sporting em 2007, tendo passado por todos os escalões de formação desde os iniciados (sub-14).
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