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Polícia regional da Catalunha recebe instruções para selar locais de voto

Autoridades deven também impedir que se vote nas ruas em redor dessas escolas num raio de 100 metros.

26 de setembro de 2017 às 18:14

A Procuradoria-geral da Catalunha deu instruções à polícia regional da região para selar antes de sábado as escolas designadas como assembleias de voto do referendo de domingo considerado ilegal por Madrid e impedir que se vote num raio de 100 metros.

Num requerimento enviado esta terça-feira ao chefe do Mossos d'Esquadra, citado pela agência espanhola EFE, é pedido para à polícia regional que garanta que não se possa aceder aos locais nas escolas onde se prevê a colocação de urnas e que se evite a constituição de mesas eleitorais mediante um "amplo dispositivo" policial.

No mesmo documento é referido que a polícia deve também impedir que se vote nas ruas em redor dessas escolas num raio de 100 metros.

Estas instruções colocam ainda mais pressão sobre os Mossos d'Esquadra, que estão a ser "coordenados" desde sábado por um oficial da polícia vindo de Madrid, contra a vontade do Governo catalão, que critcou a medida.

A ação dos Mossos d'Esquadra, Polícia Nacional, Guardia Civil e Guardia Urbana de Barcelona está a ser dirigida por um oficial, nomeado no sábado pela Procuradoria-geral da Catalunha, com o objetivo de impedir o referendo de 01 de outubro.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início do corrente mês, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro.

Apesar das decisões dos tribunais e da pressão de Madrid, o presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, mantém que o referendo de autodeterminação se irá realizar.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região em Espanha, enquanto Madrid se apoia na Constituição do país para insistir que a decisão sobre uma eventual divisão do país tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

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