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Portas termina em lágrimas: "E pronto. Finito"

Presidente do CDS-PP fecha ciclo de 16 anos anos de liderança.

12 de março de 2016 às 11:23

Assunção Cristas seria uma boa presidente para o CDS-PP?

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Assunção Cristas seria uma boa presidente para o CDS-PP?

De lágrimas nos olhos e após quase uma hora de discurso, Paulo Portas rematou: "E pronto... Finito."

 

Num discurso em que deixou recados internos para o partido, mensagens para o Governo e um pedido ao governador do Banco de Portugal de que saia de cena, o ex-vice-primeiro-ministro garantiu ainda que Assunção Cristas, que lhe sucederá no cargo, será "um par de mãos seguras para tratar bem de Portugal".

 

E antes mesmo que alguém lhe perguntasse o que vai fazer no futuro - se a Presidência da República é ou não uma meta no caminho que traçará daqui para a frente - Paulo Portas deixou já uma resposta e um tabu: "Não se preocupem com a pergunta o que é que ele vai fazer daqui a dez anos. No mundo em que vivemos, qualquer especulação superior a seis meses é no mínimo um atrevimento."

Portas chora na despedida

Um dos momentos mais emocionados do discurso foi também aquele em que reservou um agradecimento à família: "Aos meus pais e à minha família que foram certamente os mais prejudicados por uma opção que eu não me arrependo de ter feito."

 

Antes de sair de cena, Portas pediu ainda aos órgãos de soberania para que, "dentro do que a Constituição dispõe e a lei impõe evitarem a tendência para a judicialização da relação entre Portugal e Angola".

Portas quer "transição ordenada"

O líder cessante do CDS-PP, Paulo Portas, referiu-se à "transição ordenada" para Assunção Cristas e defendeu que existe uma "pax centrista que é invejável", recomendando que não percam demasiado tempo a discutir lugares.

"Foi uma agradável surpresa: uma transição ordenada, sim, mas sem quebra de espontaneidade. Uma sucessão natural, sim, mas com exemplos magníficos de renúncia em nome do todo e de sentido de equipa pelo bem comum", afirmou Paulo Portas, numa referência a Nuno Melo, que não se candidatou à liderança, à qual Assunção Cristas se apresenta como única candidata.

Na sua despedida da liderança, perante o 26.º Congresso, em Gondomar, Paulo Portas, 53 anos, afirmou: "Respira-se uma espécie de 'pax' centrista, que é invejável, garanto-vos". Num clima de "unidade sem unicidade", afirmou, usando as palavras de Adelino Amaro da Costa, Paulo Portas assegurou que abandona a liderança para ser um militante de base.

"A partir de amanhã eu serei apenas um de vós e esse sentido de pertença é uma grande honra", declarou logo no início da sua intervenção perante o Congresso, reunido no Pavilhão Multiusos de Gondomar.

A intervenção de Portas foi antecedida por um filme de agradecimento, com imagens de momentos significativos do percurso de Portas desde que foi eleito presidente dos centristas no Congresso de Braga, em 1998.

Lobo d'Ávila sem querer "lugares", Hélder Amaral espera "partido útil"

O porta-voz do CDS-PP, Filipe Lobo d'Ávila, afirmou não estar no 26.º Congresso democrata-cristão, em Gondomar, para "pedir ou exigir lugares" de dirigente e desejou "compromissos concretos" para com o eleitorado, tal como o colega deputado Hélder Amaral.

Lobo d'Ávila sem querer "lugares", Hélder Amaral espera "partido útil"

Lobo d'Ávila, apoiante da primeira hora da sucessão do líder, Paulo Portas, pelo eurodeputado Nuno Melo [que não chegou a avançar na corrida à liderança], é o primeiro subscritor de uma das dez moções da reunião magna centrista, defendendo, por exemplo, que a sigla o 'PP' (Partido Popular, que ganhou com Manuel Monteiro), bem como a limitação da quota do líder na escolha dos candidatos a deputados, restringindo-a a cabeças de lista em cada distrito e metade dos candidatos eleitos em legislativas anteriores.

Outro parlamentar democrata-cristão, Hélder Amaral, também revelou "emoção e pena", à semelhança de Lobo d'Ávila, após o discurso de despedida de Portas, a quem "o partido deve um 'obrigado' muito grande", seguro de que "o país perceberá - o tempo é bom conselheiro - que teve um político como dificilmente se encontrará outro".

Relativamente ao futuro desempenho de Assunção Cristas, Amaral antevê uma "liderança forte, capaz de continuar o caminho", numa "sucessão muito serena", que revela "maturidade" de "um partido que percebeu, apesar das divergências, que é importante estar em volta do projeto e da equipa que Cristas vai apresentar".

O antigo deputado centrista Sílvio Cervan, com uma "vida profissional" que o "toma muito" vai limitar-se a um "contributo que se esgota no fim de semana" do 26.º Congresso.

Feio e Almeida pedem partido "pragmático"

O vice-presidente do CDS-PP Diogo Feio e o vice-líder da bancada parlamentar centrista João Almeida defenderam hoje um "Partido de Propostas", mais "pragmático", "autêntico e verdadeiro", com políticas "da base para o topo", no 26.º Congresso, em Gondomar.

Defendendo a moção "Uma esperança para um novo ciclo", Diogo Feio declarou que a sigla "PP" (Partido Popular) deve passar a significar "Partido das Propostas, propostas de reforma", nomeadamente nas áreas da Educação e da Economia e não limitou o sonho: "Portugal nunca teve, na sequência de eleições uma primeira-ministra, quem sabe se essa primeira será do CDS?", perguntou, referindo-se à candidata à sucessão de Paulo Portas na presidência, Assunção Cristas.

"Devemos aprender com o que aconteceu em Portugal, Irlanda, Espanha, onde quem ganhou não conseguiu formar uma maioria, para formar uma maioria europeísta, moderada e reformista. Temos de aprender essa lição e mudar a postura numa vida política cada vez mais de geometria variável", afirmou.

Com o texto "Fazer melhor, um CDS com ambição", João Almeida afirmou que "não é a esquerda que define os temas de que o CDS pode falar", como a precariedade laboral, cultura ou o ambiente.

"Precisamos de ser pragmáticos. Podemos manter a nossa matriz democrata-cristã, conservadora, liberal, mas ser, acima de tudo, pragmáticos. As pessoas não votam naqueles que dizem o mesmo que outros, no passado, disseram sobre as mesmas coisas", defendeu o deputado centrista e ex-secretário de Estado da Administração Interna - um partido "mais autêntico, mais verdadeiro".

Nunca rejeitando e, pelo contrário, reafirmando "tudo o que é património do CDS, em termos ideológicos, de tradição de "serviço público" e "capital humano", o partido, segundo João Almeida, "partindo de património tão grande, tem de saber investir e rentabilizar".

"No que de mim depender, Assunção Cristas será uma líder com sucesso"

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo disse este sábado estar disponível para assegurar "maior unidade" no partido e ajudar a que Assunção Cristas seja "uma líder de sucesso", num momento de "fim de ciclo"

"No que de mim depender, Assunção Cristas será uma líder com sucesso"

"No que de mim depender, [Assunção Cristas] será uma líder com sucesso. Será a primeira mulher presidente do CDS e tem o partido à volta de si, no momento que é de transição e de fim de ciclo de um líder muito carismático que foi Paulo Portas", afirmou Nuno Melo depois do discurso de despedida de Paulo Portas no 26.º Congresso do CDS-PP.

Para Nuno Melo, para quem o discurso de Portas foi "apreendido com emoção" pelos congressistas, o facto de Cristas "ter o partido consigo é o melhor dos pressupostos para o sucesso e, para além do mais, conta com talento próprio, dela".

E acrescentou: "Não me candidatando e apoiando a Assunção, porque acho que está em melhores condições, asseguro maior unidade ao CDS e maior eficácia em tempos que não vão ser fáceis".

Diogo Feio põe Portas na mesma "galeria" de Cavaco e Sá Carneiro

O vice-presidente do CDS-PP Diogo Feio colocou o presidente do partido, Paulo Portas, na "galeria" dos "maiores líderes do centro-direita em Portugal na história da democracia", junto a Cavaco Silva e Sá Carneiro.

"A quantidade de vezes que disseram que o CDS ia desaparecer... e nós aqui, com Paulo Portas, aguentámos, resistimos...", congratulou-se.

"É um político que marca muito. Acho que é dos maiores lideres do centro-direita em Portugal na história da democracia. Houve figuras que marcaram, Cavaco Silva, duas vezes primeiro ministro e Presidente da República, Sá Carneiro está na memória de todos. Paulo Portas está nessa galeria", disse.

Questionado se vai integrar os quadros dirigentes escolhidos pela futura presidente, Diogo Feio optou por declarar que "isso a seu tempo se saberá".

Cristas quer partido aberto a todos

A candidata a presidente do CDS-PP desejou um partido "aberto", "a falar para todas as pessoas, sem exceção", para crescer, com renovação interna, ao chegar ao 26.º congresso democrata-cristão, em Gondomar.

"O objetivo do CDS é crescer o mais que puder, falar para todas as pessoas, sem exceção, de todas as idades", afirmou, defendendo que o facto de ser a única militante a tentar suceder ao histórico Paulo Portas e haver assim alguma unanimidade "é o que é", "positiva" e "um sinal" de que o partido está empenhado "em falar abertamente e com muita convicção para todo o país".

Relativamente à existência de um total de 10 moções apresentadas na reunião magna dos centristas, a deputada e ex-ministra do Mar e da Agricultura classificou-a como "sinal de dinamismo e vivacidade do CDS", prevendo um "debate muito animado" sobre os diversos documentos, "contributos", os quais complementam a sua própria moção.

"A renovação vai ficar evidente neste congresso e dessa renovação sairá certamente mais condição para nos afirmarmos eleitoralmente. O CDS mostrará que está aberto, que é capaz de se renovar nos órgãos e está empenhado em abrir-se a todos aqueles que, seja para militar, seja para estar connosco e refletir e participar, se podem juntar daqui para a frente", disse.

Críticas renovadas à "geringonça" de Costa

As críticas ao primeiro-ministro socialista e à "geringonça" da esquerda parlamentar que apoia o Governo foram renovadas no 26.º Congresso do CDS-PP, que decorre em tom de "nostalgia" pela sucessão do presidente, e com direito a "abraço" espanhol. 

O líder parlamentar democrata-cristão, Nuno Magalhães, protagonizou o ataque a "quem governa e perdeu, e bem e por muito, as eleições [legislativas]", com a "quebra de todas as tradições e costumes constitucionais e parlamentares", face a "quem ganhou nas urnas, mas perdeu na secretaria".

"Agora somos oposição de um Governo de coligação negativa. A única coisa que os une parece ser a avidez do poder pelo poder", lamentou, referindo-se a PS, BE, PCP e PEV, acrescentando que "o programa de Governo passou a ser uma manta de retalhos, um mínimo denominador comum" e o próprio Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, "passou a ser quem beneficiou de uma maioria oportunista e de conjuntura".

Para o deputado centrista, o CDS-PP "denuncia um Governo que apresenta um esboço de Orçamento do Estado desmentido interna e externamente e já negoceia medidas de mais austeridade e um novo orçamento retificativo", antecipando-se um "regresso à página do Portugal-país-problema".

Interessados em suceder a Portas podem candidatar-se até às 01h00

O 26.º Congresso do CDS, que arrancou este sábado em Gondomar (Porto), irá decorrer em contínuo, sem pausas para almoço ou jantar, e os "eventuais interessados" podem candidatar-se à sucessão de Paulo Portas até às 01h00 de domingo.

"Aos eventuais interessados, terão de apresentar as suas candidaturas até à uma da manhã. A partir da uma da manhã os serviços precisam de ter essas candidaturas para preparar o boletim de voto, organizar mesas (...)", avisou o presidente da Mesa do Congresso, Luís Queiró, no arranque dos trabalhos.

Depois de umas primeiras palavras para o presidente do partido, Paulo Portas, e contabilizando "mais de mil militantes" na sala, o responsável apelou à pontualidade e ao respeito pelos tempos de palavra, num congresso que, ao contrário do habitual, "vai decorrer em contínuo", ou seja, "não interrompe nem para almoço nem para jantar".

Para sossegar os congressistas, Queiró avisou que a "comissão de organização providenciou um serviço de 'catering' e de refeições ligeiras".

Magalhães e Mota Soares querem partido a "falar para o exterior"

Os vice-presidentes do CDS-PP Nuno Magalhães e Mota Soares defenderam que o partido deve ter a capacidade de "falar para o exterior" e afirmar as suas ideias próprias, com a nova liderança de Assunção Cristas.

No mesmo sentido, o 'vice' da bancada parlamentar e antigo candidato à liderança do partido Telmo Correia sublinhou que "o normal do CDS é fazer o seu caminho individualizado e autónomo", do PSD e afirmou confiar na "liderança afirmativa" de Assunção Cristas para liderar o partido nessa autonomia.

Para Nuno Magalhães, "o CDS deu uma prova de grande maturidade" ao unir-se em torno da candidatura de Assunção Cristas, que deverá ser a única candidata, embora exista a possibilidade formal de quem tenha apresentado uma moção de estratégia global apresentar-se, como candidato, até ao Congresso.

Questionado sobre o papel futuro de Paulo Portas, Magalhães respondeu que o partido vai poder contar com "o talento, com o brilhantismo, com a amizade e com o sentido de Estado" com líder cessante.

Luís Pedro Mota Soares, vice-presidente ex-ministro da Segurança Social, afirmou que "não é um desafio novo no CDS mudar de um grande presidente para outro grande presidente", sublinhando que a novidade neste Congresso é passar para uma mulher presidente. Mota Soares convergiu também na análise que "o CDS tem de se impor por si, pelas suas ideias, pelas suas soluções".

Lobo D'Ávila quer partido definido

Lobo D'Ávila disse ainda que a moção "Juntos pelo futuro" não representa terceiros "não apresenta candidatura à liderança e não é um exercício de rebeldia. É um exercício de liberdade sem imposições mas também sem restrições de qualquer ordem".

"Contra a indiferença pelas escolhas que o partido tem que fazer, apresentamos o nosso contributo que alguns qualificaram de provocatório. Mas se apresentar ideias é ser provocatório então, sim, esta moção é provocatória", afirmou.

Dirigindo-se aos congressistas, disse: "que fique claro que não queremos provocar ninguém em particular, queremos provocar todo o partido a pensar o que quer ser e que caminho quer e vai seguir".

Na apresentação da moção 3Ms, Filipe Anacoreta Correia, líder da tendência Alternativa e Responsabilidade (AR), fez questão de deixar um elogio ao líder cessante Paulo Portas, de quem foi muitas vezes crítico.

"Paulo, foste um líder de dimensão histórica e deixaste uma marca indelével no CDS que por isso continuará a ser teu", afirmou.

Anacoreta Correia diz que CDS não tem parade de crescer

Considerando que os portugueses esperam do partido uma mudança, Anacoreta Correia comparou o CDS a "uma floresta que não tem parado de crescer".

"Isso faz muito pouco barulho mas é mesmo do que o país precisa, Assunção", disse, dirigindo-se à única candidata à liderança, dizendo que os portugueses esperam do CDS previsibilidade e consistência.

"Assunção, este é o dia em que esperamos ver a presidência do partido no feminino e pela primeira vez no espetro partidário por alguém que nasceu depois do 25 de Abril (...). Vejo muitos a sonharem com a tua liderança à frente do nosso país", disse.

João Gonçalves Pereira, vereador na Câmara Municipal de Lisboa, apresentou a moção encabeçada por Telmo Correia "Mais CDS" e deixou um desafio sobre as próximas autárquicas, para as quais já se falou numa candidatura de Assunção Cristas a Lisboa.

"No caso de em Lisboa não haver coligação, o CDS terá uma grande candidatura e provavelmente uma grande candidata", disse, olhando para a mesa onde se senta a ainda vice-presidente democrata-cristã.

Nuno Melo espera que Paulo Portas "continue por perto"

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo disse que será no partido "o que o Congresso quiser" e manifestou confiança na capacidade de Assunção Cristas para substituir Paulo Portas, esperando que o líder cessante "continue por perto".

"Paulo Portas é um ativo fundamental, essencial do CDS, espero que continue por perto porque Paulo Portas é um dos nossos. Qual era o partido que tendo Portas nos seus ativos gostava que se evaporasse? Ninguém. Paulo Portas é o melhor do CDS", afirmou Nuno Melo, à entrada para o 26.º Congresso do CDS-PP, que se realiza este fim de semana em Gondomar (Porto).

Questionado se não teme que Paulo Portas possa ser uma sombra para o partido, respondeu negativamente: "Só vive com sombras quem tem medo e nós não temos medo nenhum".

Sobre o seu papel neste Congresso, depois de se ter retirado da corrida à liderança, Nuno Melo disse que espera ser "um fator de unidade", ao fim de uma mudança de ciclo de 16 anos de liderança de Paulo Portas.

João Almeida quer partido preparado para governar com o PSD

O vice-presidente do CDS João Almeida afirmou este sábado que a sucessão na liderança "não põe em causa" o futuro do partido o qual, disse, deve preparar-se para "estar disponível" para governar novamente com o PSD.

"O que hoje discutimos, a sucessão na liderança, não põe de maneira nenhuma em causa o futuro do partido, pelo contrário, permitirá abrir um novo ciclo, um ciclo em que o CDS possa crescer", afirmou João Almeida, acrescentando que "o ciclo que hoje se começa a abrir no CDS será um ciclo de maior pragmatismo".

O centrista, que falava à chegada do 26.º Congresso do CDS-PP no qual irá apresentar uma moção com Adolfo Mesquita Nunes por uma "abertura e diversidade" no partido, defendeu ainda que o CDS-PP se tornou "mais resistente" a oscilações, sendo até "capaz de ser criativo, inventivo e mais moderno, como o PSD se calhar gostava de ser".

Também sobre a relação do CDS com o PSD, João Almeida assinalou que o partido liderado por Pedro Passos Coelho "tem de ser um parceiro de governo confiável como foi nos últimos quatro anos e de ser naturalmente o parceiro que poderá, no futuro, estar com o CDS a governar Portugal".

João Rebelo volta à direção e lamenta "treinador de bancada" Monteiro

O deputado do CDS-PP João Rebelo confirmou que vai voltar à direção do partido e lastimou que um ex-líder, Manuel Monteiro, se comporte como um "treinador de bancada".

Referindo-se ao regresso à posição de dirigente nacional após dez anos de afastamento daquelas lides, "se assim os militantes entenderem", embora remetendo mais esclarecimentos para os discursos da candidata a presidente do partido Assunção Cristas, a qual terá em mente uma "nova organização e funcionamento do gabinete de estudos, comissão política nacional e comissão executiva".

O membro da bancada parlamentar centrista há seis legislaturas consecutivas e antigo secretário-geral do partido vaticinou um "congresso muito forte", com "participação confirmada de mais de 1.500 congressistas de todo o país e das ilhas" e, questionado sobre declarações do antigo presidente Manuel Monteiro, que anteviu o CDS-PP como uma "cópia menor" do PSD, instou-o a aparecer.

Segundo o deputado do CDS-PP, neste congresso do partido "vai ser tudo feito com muita tranquilidade e dedicação, um exemplo muito diferente do que se passou em alguns congressos, com um ambiente muito sinistro, quando ele [Monteiro] era presidente".

Reunião magna iniciou-se às 11h30 em Gondomar

O 26.º Congresso do CDS-PP começou este sábado em Gondomar, no distrito do Porto, às 11h30, cerca de uma hora depois do previsto.

O presidente da Mesa do Congresso, Luis Queiró, declarou aberta a reunião magna do CDS-PP, que reúne cerca de 1.500 congressistas no pavilhão multiusos de Gondomar.

Tendo inscrito num fundo azul "Em direção ao Futuro", Manuel Queiró disse enquanto esperava pelo líder, Paulo Portas: "Já estou a ver câmaras de televisão, logo já estou a ver o doutor Paulo Portas".

O congresso aplaudiu então, de pé, a chegada do presidente do partido e seguiu-se a apresentação de um pequeno vídeo com imagens de congressos anteriores. O primeiro dia de trabalhos deverá ficar marcado pelo discurso de despedida de Paulo Portas, que não se recandidata à liderança do partido a que presidiu durante 16 anos.

Paulo Portas tornou-se líder do CDS-PP em 1998, no Congresso de Braga, tendo estado afastado da direção centrista por apenas dois anos, entre 2005 e 2007, durante a liderança de José Ribeiro e Castro. A intervenção do ainda presidente dos democratas-cristãos está marcada para cerca das 12h40. Assunção Cristas, que deverá suceder a Paulo Portas, irá intervir à tarde no primeiro dia de trabalhos.

Neste arranque do Congresso, ainda no período da manhã, haverá intervenções do secretário-geral do CDS-PP, António Carlos Monteiro, do coordenador autárquico, Domingos Doutel, do líder parlamentar, Nuno Magalhães, e de Nuno Melo, que se retirou da corrida à liderança do CDS-PP, e que irá apresentar o relatório dos deputados ao Parlamento Europeu.

A até agora única candidata à liderança Assunção Cristas discursa ao Congresso à tarde, a partir das 15h00, no período reservado à apresentação das moções de estratégia global -- dez no total - para dar a conhecer o seu documento de 31 páginas, com o título "Ambição e Responsabilidade".

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