page view

Assunção Cristas não quer ser exemplo

Candidata à liderança do CDS-PP deseja sociedade mais equilibrada.

08 de março de 2016 às 16:40

A candidata à liderança do CDS-PP, Assunção Cristas, disse esta terça-feira não querer ser exemplo para ninguém, mas admitiu querer sentir que a sua presença na política pode contribuir para uma sociedade mais equilibrada e rica.

"Não quero ser exemplo para ninguém, mas quero sentir que por estar aqui no parlamento ou no partido ou no Governo(...) mostre que é possível e que o país ganha muito quando estamos de braços abertos para criar as condições para que as mulheres que se realizam de formas muito diferentes também possam estar na política", afirmou Assunção Cristas, numa intervenção numa sessão promovida pelo CDS-PP no parlamento sobre "Liderança no Feminino", para assinalar o Dia Internacional da Mulher.

Num registo informal e pessoal, Assunção Crista relatou alguns episódios da sua própria experiência, recordando as palavras que a filha mais velha, então com oito anos, lhe disse em 2009 quando estou para a Assembleia da República.

"Na altura disse: 'ó mãe, só deviam ir para deputados as mulheres sem filhos ou os homens'", recordou, confessando que a filha se insurgia muito porque a mãe chegava tarde a casa.

"Explicava-lhe que o mundo da política é muito dominado por regras feitas por homens e que (...) talvez [isso] mude paulatinamente quando mais mulheres se tornarem líderes", contou.

Liderança das mulheres

Desde essa altura, continuou Assunção Cristas, "as coisas mudaram muito para o lado das mulheres", embora ainda não o suficiente.

"As lideranças aparecendo só por si ajudarão a que a forma como nós trabalhamos, a forma como nos organizamos, a forma como os nossos horários se desenvolvem vão tendo outro comportamento", preconizou, admitindo que só quando ingressou na política é que percebeu que o facto de ser mulher era uma coisa relevante.

"Quando estive na academia e fui advogada nunca percebi que ser mulher era uma coisa relevante", disse, atribuindo esta diferença ao facto de na política ainda existirem poucas mulheres.

Defendendo "absolutamente" a paridade, Assunção Cristas, que entre 2011 e 2015 foi também ministra do Governo de coligação PSD/CDS-PP, insistiu que as coisas só mudarão e se tornarão mais equilibradas quando existirem mais mulheres na política.

Quanto à sua candidatura à liderança do CDS-PP, a também deputada disse que os seus dois filhos foram muito mais entusiastas do que a filha mais velha à decisão da mãe.

"A minha filha mais velha ainda tem algumas reticências sobre as mulheres no espaço político porque queria ter a mãe só para ela", gracejou Assunção Cristas, que ao todo tem quatro filhos, tendo a mais nova nascido quando era ministra.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8