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Estoril-Sol: Receitas de jogo caem 11% para 91 milhões

O grupo Estoril-Sol perdeu 11,2 milhões de euros de receitas de jogo entre Janeiro e Junho de 2012, conseguindo 91,2 milhões de euros no primeiro semestre, uma descida de 11 por cento face ao período homólogo.

28 de agosto de 2012 às 17:58

Nas contas enviadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo liderado por Stanley Ho pede uma "drástica revisão" do modelo contratual e tributário vigente entre o Estado e as concessionárias de casinos, para que estas possam continuar a sua actividade.

De acordo com o documento, o "estado crítico" dos casinos decorre da "desenfreada concorrência ilegal do jogo online" e exige um "urgente reequilíbrio económico-financeiro" das atuais concessões.

Entre 2008 e o primeiro semestre de 2012, as receitas acumuladas dos casinos portugueses caíram 95,2 milhões de euros e atingiram no primeiro semestre deste ano o valor mais baixo dos últimos treze semestres (140,8 milhões de euros).

As receitas de jogo representaram 96,6 por cento do total das vendas e prestações de serviço do grupo Estoril-Sol no primeiro semestre, seguindo-se as receitas de restauração e animação.

Os Casinos do Estoril e de Lisboa obtiveram 71,2 milhões de euros de receitas, o que representa cerca de metade da quota de mercado.

Os gastos operacionais do grupo Estoril-Sol, que tem oito empresas subsidiárias, atingiram os 92,8 milhões de euros, menos 13,1 milhões de euros do que no semestre homólogo.

A descida verificou-se em todos os gastos, sobretudo na redução do imposto especial de jogo devido à quebra de receitas, na diminuição dos gastos com pessoal (38 trabalhadores despedidos em Julho) e no corte de despesas com fornecimentos e serviços externos.

O resultado líquido consolidado do grupo foi de 218.691 euros, o que compara com um resultado de 2,8 milhões de euros registado no primeiro semestre de 2011.

O resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) foi de 18,4 milhões de euros, correspondendo a 19,4 por cento de margem sobre os proveitos, indicador que reflecte uma melhoria de 2,1 por cento face ao registado no período homólogo.

O endividamento financeiro consolidado, que em 2006 totalizava 248,4 milhões de euros passou para 133,9 milhões de euros no semestre em análise.

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