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Estudo da CIP omite custos de 1.700 milhões de euros

O estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para a localização do futuro aeroporto em Alcochete omite um aumento de custos em 1.700 milhões de euros face ao previsto pelo Governo em relação à travessia do Tejo e à linha do comboio de alta velocidade, revelaram fontes da Rave e diversos especialistas em transportes.
10 de Novembro de 2007 às 16:25
De acordo com a edição deste sábado do ‘Expresso’, na apresentação do estudo, José Manuel Viegas, um dos autores, informou que a escolha por Alcochete permitiria uma poupança de cerca de três milhões de euros relativamente à construção do novo aeroporto na Ota. Destes três mil milhões, 800 milhões decorriam da travessia do Tejo, mil milhões no traçado do TGV e outro mil milhões na construção do aeroporto.
“Independentemente de onde se localize o aeroporto, as acessibilidades - ponte, túnel e ferrovia - propostas pela CIP são mais caras em cerca de 1700 milhões de euros do que o projecto da Rave”, contestou Carlos Fernandes, administrador da Rave, empresa de alta velocidade ferroviária.
Por sua vez, o projectista da Globalvia, João Santos Silva, sublinhou que “a travessia Beato-Montijo pode ter uma implantação mais complexa que a Chelas-Barreiro e exige um conjunto de acessibilidades complementares”.
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