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EUA defendem que Rússia deve suportar custo de reconstrução da Ucrânia

Antony Blinken expôs posição americana durante um discurso na abertura da Conferência Internacional sobre a Recuperação da Ucrânia.

21 de junho de 2023 às 13:38

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, defendeu esta quarta-feira que a Rússia deve suportar o custo da reconstrução da Ucrânia, numa conferência de doadores em Londres, ao anunciar mais financiamento dos EUA. 

"Sejamos claros: a Rússia está a causar a destruição da Ucrânia e acabará por suportar o custo da reconstrução da Ucrânia", argumentou, durante um discurso na abertura da Conferência Internacional sobre a Recuperação da Ucrânia (URC 2023), decorre na capital britânica entre esta quarta-feira e quinta-feira.

A comunidade internacional ainda não chegou a uma solução coletiva sobre o que fazer aos ativos financeiros russos congelados devido às sanções impostas após a invasão russa da Ucrânia. 

Esta quarta-feira, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu apresentar uma proposta antes das férias de verão.

Esta quarta-feira, Blinken anunciou mais um novo pacote financeiro superior a 1,3 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) de ajuda adicional para a Ucrânia para a renovação da rede de energia, modernizar os postos fronteiriços, caminhos-de-ferro, portos e outras infraestruturas que ligam o país à Europa, digitalização dos sistemas aduaneiros e apoios às empresas com seguros que reduzam os riscos para os investidores.

Esta nova ajuda, vincou, que esta quarta-feira anuncio vem juntar-se aos mais de 20 mil milhões de dólares (18,3 mil milhões de euros) que os Estados Unidos forneceram para o desenvolvimento económico das empresas ucranianas e dos serviços públicos e 2,1 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) em ajuda humanitária. 

"Os governos estão a fazer muito. As instituições financeiras internacionais estão a fazer muito. Ambos temos um papel extremamente importante a desempenhar na recuperação da Ucrânia. Mas isso não é suficiente", avisou.

Blinken frisou que "só o sector privado pode mobilizar o nível de investimento necessário para satisfazer as enormes necessidades do país" e que "ao mesmo tempo que investimos na recuperação imediata e a longo prazo da Ucrânia, temos também de construir um exército ucraniano suficientemente forte".

"Todas estas reformas e esforços de recuperação dependem do facto de a Ucrânia ter a capacidade de dissuadir e defender-se contra futuros ataques da Rússia", enfatizou.

A URC 2023 conta com mais de mil participantes inscritos de pelo menos 60 países, dos quais cerca de 40 a nível ministerial, bem como líderes de organizações internacionais, representantes da sociedade civil e dirigentes empresariais.

Só em 2023, o Banco Mundial estimou que a Ucrânia vai precisar de 14 mil milhões de dólares (12,6 mil milhões de euros) para a reconstrução crítica e prioritária, bem como investimentos de recuperação.

Na Cimeira URC 2022, realizada em Lugano, na Suíça, o Governo ucraniano apresentou um "Plano de Recuperação Nacional da Ucrânia" para 10 anos, no valor de 750 mil milhões de dólares.

Em maio passado, os líderes do G7 comprometeram-se a que os ativos soberanos fiquem imobilizados até que a Rússia pague os danos que causou à Ucrânia.

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