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Meco: Famílias de jovens que morreram avançam com ações cíveis

Ações de responsabilidade civil contra João Gouveia e a Universidade Lusófona.

14 de dezembro de 2015 às 19:45

O advogado das famílias dos seis jovens que morreram há dois anos na praia do Meco, em Sesimbra, anunciou esta segunda-feira que pretende avançar com seis ações de responsabilidade civil contra o sobrevivente da tragédia e a Universidade Lusófona.

"Vamos avançar com seis ações de responsabilidade civil - uma por cada um dos alunos que morreram - contra o João Gouveia e contra a universidade. Nessas ações, uma das diligências de prova essenciais, que vamos pedir, é a tomada de declarações de João Gouveia, enquanto réu no processo cível", disse à Lusa Vítor Parente Ribeiro.

"Uma vez que não temos resposta da parte criminal, até final deste ano devemos avançar com a ação cível", justificou o advogado, que aguarda pelo recurso interposto para o Tribunal da Relação de Évora (TRE) da decisão do Tribunal de Setúbal de arquivar o processo, após a fase de instrução.

Contactada pela Lusa, fonte do TRE disse que o processo só deu entrada naquele tribunal no passado mês de setembro, depois das férias judiciais, e que o mesmo já foi distribuído, mas que "ainda não há nenhuma previsão da data de decisão, porque se trata de um processo fora do âmbito dos processos urgentes".

No passado mês de março, o Tribunal de Setúbal, depois da instrução, decidiu arquivar o caso relacionado com a morte dos seis jovens universitários, a 15 de dezembro de 2013, na praia do Meco, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

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