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Franceses já votam para as presidenciais

Emmanuel Macron (centro) e Marine Le Pen (extrema-direita) são favoritos nas sondagens.

23 de abril de 2017 às 07:24

As mesas eleitorais abriram este domingo em França, às 08h00 (07h00 em Lisboa), para a primeira volta das eleições presidenciais, em que mais de 45 milhões de eleitores escolhem os dois candidatos que passam à segunda volta.

Há 11 candidatos, mas Emmanuel Macron (centro), Marine Le Pen (extrema-direita), François Fillon (direita) e Jean-Luc Mélenchon (esquerda) são os favoritos para passar à segunda votação, a 07 de maio.

As sondagens mais recentes publicadas sobre as presidenciais francesas, divulgadas na sexta-feira, colocam Emmanuel Macron (centro) à frente de Marine Le Pen (extrema-direita), com 24% e 22% respetivamente, e Jean-Luc Mélenchon (esquerda) e François Fillon (direita) empatados com 19%.

Emmanuel Macron lançou-se na corrida presidencial francesa projetando a imagem de um político novo e descomprometido, "nem de direita nem de esquerda", e tornou-se no favorito para derrotar a candidata da extrema-direita.

Macron, 39 anos, nunca foi eleito e demitiu-se do cargo de ministro da Economia (2014-2016) do governo do Presidente François Hollande para apresentar a candidatura.

Noutras sondagens é a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, a aparecer no topo da lista. O partido de Le Pen, a Frente Nacional, foi o mais votado nas europeias de 2014 e nas regionais de 2015, com 25% e 28%.

Por outro lado, as sondagens também indicam de forma consistente que Le Pen, de 48 anos, até pode ganhar a primeira volta, mas perde na segunda.

Na sondagem do instituto Ipsos para a rádio France Info, a seguir aos quatro primeiros (Macron, Le Pen, Mélenchon e Fillon) surge o socialista Benoît Hamon, com 7,5% das intenções de voto. Os outros seis candidatos -- Philippe Poutou, Nicolas Dupont-Aignan, Nathalie Arthaud, Jean Lassalle, François Asselineau e Jacques Cheminade - obtiveram percentagens abaixo dos cinco pontos.

As presidenciais francesas - vistas atualmente como um indicador do populismo na Europa e no Mundo - ficam também marcadas pelo terrorismo islâmico. Em França vive a a maior comunidade muçulmana na UE.

Após dois anos de ataques terroristas (que causaram a morte de mais de duas centenas de pessoas), na quinta-feira um polícia em Paris foi morto a tiro num atentado reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

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