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Galp tem "um bom parceiro" para prospeção no Alentejo

Presidente da empresa confiante que o Governo dará 'luz verde' à proposta.
Lusa 2 de Novembro de 2014 às 08:01
Ferreira de Oliveira, líder da Galp Energia, avançou com a previsão
Ferreira de Oliveira, líder da Galp Energia, avançou com a previsão FOTO: Inácio Rosa/Lusa

O presidente executivo Galp afirma que a empresa tem "um bom parceiro" para avançar com a prospeção de petróleo na costa alentejana entre 2015 e 2016 e que está confiante que o Governo dará 'luz verde' à proposta.

Em entrevista à Lusa, Ferreira de Oliveira adiantou que "muitas empresas" recolheram informação sobre o projeto de prospeção em águas profundas no Alentejo e que uma avançou com uma oferta, que está agora nas mãos do Governo.

"Tivemos uma oferta que nos pareceu um bom parceiro, que vem não só contribuir para que o projeto, em termos económicos, possa avançar, mas também pode trazer tecnologia e conhecimento que nos complementa e reforça", declarou.

Manuel Ferreira de Oliveira recusou-se a divulgar o nome da empresa, remetendo o anúncio para quando "for deferido": "Só poderemos anunciar quem é e em que condições quando o que submetemos ao Governo for deferido e, quando for, comunicaremos ao mercado".

"Se não tropeçarmos em alguma surpresa, que estas coisas às vezes acontecem, deveríamos estar em condições de participar na perfuração do primeiro poço no 'ultra deep offshore' português [águas ultra profundas] entre 2015 e 2016", avançou.

Taxa média de sucesso é de 20%

O presidente executivo da Galp precisou que a tecnologia necessária deveria começar a ser mobilizada já em 2015 para arrancar efetivamente em 2016.

Em entrevista à Lusa, o gestor explicou que a taxa média de sucesso exploratório no mundo é de cerca de 20%, realçando que na costa alentejana é "substancialmente inferior a 20%".


"Isto é, erramos muito mais do que acertamos", adiantou.

Daí que quando a brasileira Petrobras anunciou o encerramento das atividades em Portugal, no final de 2013, a Galp tenha começado a procurar novos parceiros para dividir a participação de 100% na concessão e o risco exploratório.

"Em projetos desta natureza, preferimos fazer cinco projetos, em que temos 20% em cada um, do que um em que temos 100%. Temos que ser humildes nesta matéria", concluiu.

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