Presidente da República vai visitar zonas afetadas.
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu esta segunda-feira ação urgente face aos incêndios, prometendo falar ao país após a estabilização dos fogos que se registam por todo o continente.
Esta posição consta de uma mensagem divulgada no portal da Presidência da República na Internet, intitulada "Presidente da República reafirma urgência de agir", na qual se lê que "o chefe de Estado espera a rápida estabilização dos fogos e o balanço da tragédia, e falará depois ao país".
Segundo a mesma nota, Marcelo Rebelo de Sousa "irá visitar, ao longo dos dias seguintes, as principais áreas ardidas, cancelando a agenda programada esta semana e ponderando, se for caso disso, adiar também a visita aos Açores na próxima".
O Presidente da República refere que "está a acompanhar a situação dos incêndios" que se registam desde domingo por todo o continente e já causaram, pelo menos, 31 mortos e "recorda as palavras que proferiu no sábado, em Pedrógão Grande, véspera desta nova tragédia, apelando a uma mudança de ponto de vista, traduzida em atos e não em palavras".
Segundo o chefe de Estado, "o que acabou de suceder só dá razão acrescida à sua intervenção de sábado passado".
No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou expectativa em relação às "consequências que o Governo irá retirar" dos incêndios de junho na região centro do país, que causaram 64 mortes, e pediu uma "rigorosa avaliação dos contornos jurídicos" relativa à responsabilidade civil da Administração Pública.
No final dessa mensagem lida em Pedrógão Grande, o Presidente da República pediu que haja a coragem de se aproveitar "uma tragédia coletiva" para mudar de vida, com urgência: "Não há tempo a perder, ou melhor, já perdemos todos tempo de mais".
Esta segunda-feira, perto da uma da madrugada, na sequência dos fogos que deflagraram no domingo, o Presidente da República esteve ao telefone em direto na SIC-Notícias durante cerca de sete minutos e disse esperar que se retirem conclusões do que aconteceu agora e nos incêndios de junho.
"Haverá certamente oportunidade, e mais, dever, dever moral e dever cívico, de fazer uma análise sobre aquilo que se está a passar, no tempo oportuno", afirmou.
Marcelo Rebelo de Sousa considerou que é preciso analisar "aquilo que foi todo este ano", e acrescentou: "Que se analise para além dos fatores estruturais, que se analise o que pode ter explicado esta realidade para a qual muitos de nós não temos ainda uma resposta imediata".
Os mais de 500 incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 31 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.
Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.
O Governo tem marcada para sábado uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para analisar e tomar medidas com base no relatório entregue no parlamento por uma comissão técnica independente sobre os incêndios de junho.
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