A criança de 21 meses estava a combater uma leucemia mielóide aguda.
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No dia 19 de Junho, Daniel Farbace acabou por falecer, depois de contrair uma gripe, no seguimento da batalha que travou contra uma leucemia mielóide aguda. O bebé tinha apenas 21 meses.
A mãe, Ali Farbace, de 35 anos, publicou uma fotografia onde se mostra a dar um beijo na testa do filho, momentos antes do adeus final. "Este beijo foi uma forma de celebrar a vida do Daniel", diz Ali.
Ali e o marido, Dan, não tiveram de passar pelo duro momento de decidir se desligavam, ou não, a máquina que mantinha o pequeno Daniel vivo. "Se tivessemos tido em mãos essa decisão, nunca nos perdoaríamos", afirma Ali. "Acho que ele nos salvou disso e tomou a sua própria decisão", lamenta.
"Quando alguém me diz ‘desculpa pela tua perda’, eu não gosto", confessa a mãe de 35 anos. "Ele nunca perdeu em nada e nós acreditamos que ele se sacrificou por nós", admite.
"Eu queria que ele tivesse qualidade de vida, mas tudo estava contra ele. Não era justo", continua.
Ali e o marido, Dan, já depois da morte do filho, passaram nove dias ao lado do corpo de Daniel. Quiseram permanecer com ele até ao dia do funeral, para se despedirem. Estiverem desde dia 19 até dia 26 de junho no Hospital de Demelza, em Sittingborne Kent, em Inglaterra.
No nono dia, Ali e Dan trouxeram o corpo de Daniel para casa, para fazerem o funeral.
"Cantámos e conversámos com ele, tínhamos muito tempo e não queríamos deixá-lo sozinho", conta Ali, que ficou com o filho após a sua morte.
"Era tão bom vê-lo sem tubos (…) os nossos amigos também vieram visitá-lo e todos conseguimos dizer-lhe adeus", confessa.
Quando nasceu a 29 de setembro de 2015, às 26 semanas, Daniel teve de ser ressuscitado e esteve ligado a um ventilador por 16 dias. Ele sobreviveu, foi para casa, mas teve de voltar para o hospital, em abril do ano seguinte, quando os pais se aperceberam de algumas marcas na pele da criança.
Inicialmente, os médicos ponderaram se seria apenas uma erupção cutânea. Contudo, os sinais foram se desenvolvendo e os médicos começaram a investigar a possibilidade de Daniel ter leucemia ou neuroblastoma.
A família foi informada, no dia 19 de Abril, que Daniel tinha uma leucemia mielóide aguda. "Deram-nos uma hipótese de 72% de que ele sobreviveria", revela Ali.
A leucemia mielóide aguda é um tipo de leucemia que começa nas células que se deveriam transformar normalmente em glóbulos brancos, mas que acabam por formar outros tipos de células. Estas células imaturas, também chamadas blastos, continuam a reproduzir-se e a acumular-se. A designação de "aguda" refere-se à rapidez com que se desenvolve este tipo de leucemia.
Após quatro sessões de quimioterapia, Daniel parecia apresentar melhoras. Inclusive, foi-lhe permitido ir a casa festejar o seu primeiro aniversário.
Contudo, sete meses depois, a leucemia voltou, desta vez trazendo um nódulo no cérebro. Após numerosos tratamentos para combater a leucemia aguda que se havia espalhado no sangue de Daniel, o bebé acabou por contrair gripe.
No caso de Daniel, foi o vírus fatal que fê-lo desistir da luta que já travava há vários meses.
"Nós partilhámos esta fotografia para mostrar o último momento do Daniel", confessa. "Esta imagem relembra-se quando os guerreiros eram postos para descansar – e Daniel foi isto mesmo, um lutador", conta o pai, Dan.
A família quer dar a conhecer a história de Daniel, porque querem aumentar a consciencialização das pessoas sobre a doação de sangue e medula óssea.
"Daniel tinha de esperar 12 horas por casa transfusão (…) ele teria morrido há muito tempo se não fossem os doadores", revelam os pais da criança.
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