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MORREU CHRISTOPHER REEVE

Christopher Reeve, actor norte-americano mais conhecido pelo papel de 'Super-Homem' e que estava paralisado há nove anos devido a uma queda de cavalo, morreu num hospital em Nova Iorque, na sequência de um ataque cardíaco, anunciou o seu publicista esta segunda-feira. Tinha 52 anos de idade.

11 de outubro de 2004 às 10:54

Reeve sofreu um ataque cardíaco, sábado, durante uma sessão de tramamento a uma infecção e entrou em coma, acabando por falecer no hospital, domingo, sem antes ter recuperado a consciência.

A viúva Dana Reeve agradeceu o apoio dado a Chrsitopher por milhões de fãs em todo o Mundo ao longo dos últimos e difíceis anos de vida do actor. Reeve era um amante do hipismo e proprietário de vários cavalos. Em 1995, Christopher Reeve caiu do cavalo durante um evento equestre na Virginia e as lesões cervicais que então sofreu deixaram-no tetraplégico.

Christopher Reeve dedicou os últimos anos de vida a combater a sua insuficiência física e criou a Fundação da Paralisia Christopher Reeve, em 1999, para estimular a pesquisa em torno da recuperação de lesões na cervical. A família solicitou já que quaisquer donativos em honra da memória do actor sejam feitos a esta fundação.

Nascido a 25 de Setembro de 1952, em Nova Iorque, cidade de onde nunca se mudou, Christopher Reeve frequentou a Escola Juliard e licenciou-se na Universidade Cornell de Ithaca. Filho de um professor de inglês e de uma jornalista, Reeve estreou-se nos palcos em 1976, em "A Matter of Gravity", onde contracenou com Katharine Hepburn.

Apesar de uma primeira fase de carreira quase apenas dedicada ao teatro e das séries televisivas em que participou, como "Love of Life", Christopher Reeve havia de ficar na História do cinema em resultado de um papel para o qual foi escolhido num 'casting' com mais 200 candidatos e por causa da sua figura de galã. Falamos, é claro, do papel principal no épico "Super-Homem" de 1978.

ACIDENTE DEU FORÇA À TEORIA DA MALDIÇÃO

O acidente que deixou Christopher Reeve numa cadeira de rodas veio reforçar a teoria de que o Super-Homem está amaldiçoado! A história da suposta maldição começou quando o primeiro actor que lhe deu corpo no pequeno ecrã – George Reeves – morreu. A série esteve no ar entre 1953 e 1957, e quando foi cancelada Reeves caiu em depressão profunda, acabando por falecer em circunstâncias misteriosas. Suicídio para uns, homicídio para outros, a verdade nunca chegou a ser apurada. Margot Kidder (a Lois Lane de Christopher Reeve) teve um esgotamento nervoso depois do último filme da série ‘Superman’ e Richard Pryor, que entrou em ‘Superman III’ morreu vitimado pela esclerose múltipla.

UM EXEMPLO DE GRANDE CORAGEM

Durante os nove dolorosos anos em que esteve confinado a uma cadeira de rodas, Christopher Reeve foi um exemplo para muita gente. O actor, que nem sequer conseguia respirar sem a ajuda de uma máquina, percorreu os Estados Unidos de lés a lés para dar coragem a quem precisava e para pressionar os governantes. Usou toda a sua influência para angariar dinheiro para a pesquisa científica e conseguiu sensibilizar os norte-americanos para o drama de quem não se pode mexer. Finalmente, em 2002 – e porque não podia esperar mais por um mecenas salvador – decidiu fundar ele próprio, juntamente com a mulher, o Centro de Pesquisa da Paralisia Christopher and Dana Reeve. Trata-se de uma instituição que acolhe pessoas atingidas por vários graus de paralisia e que ajuda os pacientes a terem uma vida tão independente quanto possível. No Centro funciona também a maior biblioteca sobre paralisia existente em solo americano.

À PROCURA DE ACTOR

Foi em 1987 que Christopher Reeve vestiu pela última vez o fato do maior herói da História da BD. Desde então, muito se tem escrito sobre as novas aventuras do Super-Homem, mas falta o principal: o actor. Falou-se de Keanu Reeves, Tom Cruise, Nicolas Cage e Jim Caviezel para o papel, mas a acreditar no jornal ‘Daily Star’ o novo Super-Homem chama-se Henry Cavill, vai defrontar Johnny Depp (na pele de Lex Luthor) e apaixonar-se por Beyoncé Kowles (como Lois Lane).

A especulação em volta do novo Super-Homem tem dado azo à invenção das histórias mais mirabolantes. Uma das mais loucas que circulou na internet dava como certo que os estúdios da MGM, que vão produzir o filme, queriam transformar o super-herói num ícone ‘gay’. Afinal, o que é que se pode esperar de alguém que anda a salvar o Mundo em ‘collants’?

O fanatismo dos americanos pelo Super-Homem é indesmentível. Em Março de 1966, o encenador Harold Prince estreou, no palco do Alvin Theatre, uma versão da história do homem de aço em musical! Mas parece que

o herói não tem jeito para cantar e dançar. O espectáculo fechou as portas menos de quatro meses depois da estreia, a 17 de Julho do mesmo ano.

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