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MP pede 25 anos de cadeia para assassino de idosos

O Ministério Público (MP) pediu esta terça-feira, em Vila do Conde, a pena máxima (25 anos de cadeia) para Camilo Moreira, em julgamento pela alegada prática de cinco homicídios qualificados de idosos, um deles tentado. A leitura do acórdão foi agendada para o dia 6 de Maio, às 12h00.

15 de abril de 2008 às 14:27

Ao arguido são ainda imputados nove crimes de coacção sexual, um deles na forma tentada, e a prática de 12 roubos, um dos quais tentado.

A procuradora responsável pelo caso, Carla Pimenta, durante as  alegações finais, afirmou estar provada a prática de 25 dos 27 crimes “hediondos e perversos” atribuídos a Camilo Moreira, considerando o arguido imputável, apesar de os técnicos dizerem que sofre de uma psicopatia moderada, pois tem consciência dos crimes cometidos num período em que se encontrava em liberdade condicional.

A representante do MP lembrou que o homem, de 45 anos, já tem antecedentes criminais desde os 16 anos, recordando a existência de abundante prova pericial.

“Só pode ser condenado a 25 anos de cadeia”, afirmou Carla Pimenta, para quem a “ânsia de dinheiro e de se excitar sexualmente” foram os motivos que levaram o suspeito a concretizar os crimes.

Camilo Moreira, apesar de ter admitido a autoria dos crimes em depoimentos prestados à Polícia Judiciária (PJ) e a juízes de instrução criminal, em Tribunal negou a maioria dos crimes, admitindo apenas o assassinato à machadada de um casal de idosos em Canidelo, Vila do Conde, a 23 de Janeiro de 2005, explicou a procuradora.

O arguido, perante o colectivo presidido pela juíza Elsa Paixão, justificou a sua confissão à PJ alegando que tinham sido coagido a admitir os crimes. Acusação esta que os inspectores negaram.

Outra das tentativas de Camilo Moreira para minimizar a sua culpabilidade foi co-responsabilizar outro ex-presidiário, com quem vivia e que alegadamente era seu amante. Atitude que a procuradora do MP considerou como uma “vingança”, não lhe atribuindo credibilidade.

O advogado de uma das vítimas, Guerra da Mota, pediu igualmente a pena máxima para o 'assassino das aldeias’, que apelidou de “besta humana”.

A causídica responsável pela defesa de Camilo Moreira, Teresa Ramos, admitiu a condenação por dois homicídios, mas salientou que a prova produzida quanto aos restantes “não é suficiente” para obter uma condenação.

A defensora considerou ainda como circunstância atenuante o facto de o arguido ter crescido num meio complicado e 'hostil'.

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