Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
8

"Não é nada amigável"

José Abraão, dirigente sindical da FESAP, sobre o programa de rescisões amigáveis na Administração Pública.
28 de Agosto de 2013 às 00:16

Correio da Manhã – Como encara o programa de rescisões amigáveis no Estado?

José Abraão – O secretário de Estado revelou-nos que o objetivo é reduzir entre 5 a 15 mil funcionários públicos por esta via. A questão que fica é até que ponto – para cumprir esta meta – as rescisões não degeneram para algo nada amigável.

Não será então interessante para os funcionários analisar a proposta do Governo?

Os trabalhadores do Estado são pessoas qualificadas que sabem analisar as propostas. Mas queremos avisar que o Governo vende isto como se fosse uma galinha de ovos de ouro quando não o é. A política do Executivo é: se rescindirem agora ainda levam qualquer coisinha, lá para a frente pode ser pior. É a estratégia do medo.

Os serviços da Função Pública têm capacidade para trabalhar com menos pessoal?

Há serviços que já não têm pessoas e ainda querem reduzir gente. Por exemplo no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e no Instituto da Segurança Social foram identificados 6300 técnicos para receberem informação por carta sobre a rescisão. Faz sentido?

Acredita no sucesso do programa?

Não. As pessoas só querem trabalhar.

José Abraão FESAP rescisões amigáveis Administração Pública
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)