Premiados esforços de ativistas contra o trabalho infantil.
O Prémio Nobel da Paz esta sexta-feira atribuído à paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, e ao indiano Kailash Satyarthi, premeia os esforços destes ativistas contra o trabalho infantil, que afeta quase 170 milhões de crianças em todo o mundo.
De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho, apresentado em junho por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, o número de crianças forçadas a trabalhar desceu de 215 milhões para 168 milhões entre 2008 e 2012.
Dos 168 milhões, cerca de 85 milhões realizam trabalhos perigosos. A região da Ásia e do Pacífico continua a registrar o número mais alto de crianças a trabalhar (quase 78 milhões ou 9,3% da população infantil) e a África Subsaariana continua a ser a região com a mais alta incidência de trabalho infantil em relação ao total de crianças (59 milhões, mais de 21% da população infantil).
Diminuição do trabalho infantil
Na América Latina e Caribe existem 13 milhões (8,8%) de crianças em situação de trabalho infantil e, nas regiões do Médio Oriente e do Norte de África, há 9,2 milhões de crianças nesta situação (8,4%).
A agricultura continua a ser, de longe, o setor com o maior número de crianças em situação de trabalho infantil (98 milhões, 59%), mas o número de crianças em serviços (54 milhões) e indústria (12 milhões) não é insignificante, dado que a maioria se encontra na economia informal.
Desde 2000 registou-se uma diminuição de 40% do trabalho infantil entre as raparigas e entre os rapazes houve uma queda de 25%.
A OIT considera que para acelerar a queda dos números do trabalho infantil deve-se intervir na proteção social.
O organismo sublinhou no comunicado que "algumas boas práticas", como os programas de transferência de rendimento para as famílias, como o Bolsa Família (no Brasil) e programas de apoio familiar na Mongólia e África do Sul, levam as crianças a frequentar a escola.
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