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Deslocados no mundo são 38 milhões

Relatório publicado por uma organização norueguesa.

06 de maio de 2015 às 10:21

As violências e conflitos, sobretudo na Síria e na Ucrânia, levaram 38 milhões de pessoas a abandonar as suas casas e deslocar-se no próprio país, indica um relatório esta quarta-feira publicado por uma organização norueguesa.

De acordo com o estudo da organização não-governamental Observatório das Situações de Deslocação Interna (IDMC, sigla em inglês), este é um número recorde, equivalente às populações totais de Nova Iorque, Londres e Pequim.

"Estes são os piores números de deslocações forçadas numa geração, mostrando o nosso completo fracasso na proteção de civis inocentes", declarou Jan Egeland, secretário-geral do Conselho para os Refugiados Norueguês (NRC), do qual depende o IDMC.

Quase um terço do valor total - 11 milhões de pessoas - deslocou-se no ano passado, com uma média de 30 mil pessoas a fugir das suas residências todos os dias, acrescentou.

Pessoas deslocadas internamente (IDP, sigla em inglês) são aquelas que continuam nos países natais, por oposição aos refugiados, que atravessam fronteiras.

De acordo com o IDMC, atualmente o número de IDP é mais do dobro do número de refugiados em todo o mundo. O relatório não indica um número exato de refugiados.

As estatísticas das Nações Unidas referem a existência de cerca de 16,7 milhões de refugiados em todo o mundo, no final de 2013.

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