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Obama: "Não poderia imaginar a minha vida sem o exemplo de Mandela"

O presidente norte-americano reagiu à morte de Nelson Mandela dizendo que não podia imaginar a sua vida sem o exemplo dado pelo ex-presidente sul-africano. Veja as reações das grandes figuras mundiais à morte de 'Madiba'. (Atualizada  às 19h02)

05 de dezembro de 2013 às 21:55

REAÇÕES NACIONAIS

(19h02) Paulo Portas: Ex-líder sul-africano "virou a página do apartheid"

O ex-líder sul-africano Nelson Mandela teve um comportamento "único e ímpar" quando saiu da prisão, que permitiu virar "a página do apartheid", disse hoje o vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas.

Em declarações à agência Lusa em Lisboa, Paulo Portas começou por destacar "o perfil humano" daquele que viria a ser o primeiro Presidente negro da África do Sul, depois de ter tido "a grandeza do perdão".

Paulo Portas assinalou que "só uma pessoa com enorme grandeza" teria sido capaz de, após 27 anos privado de liberdade, manter o "espírito de compromisso" e "tolerância", sem manifestar "nenhum sinal nem de ódio, nem de ressentimento, nem de vingança".

O ministro recordou que "muita gente dizia" que o fim do regime segregacionista do apartheid faria o país resvalar para "uma guerra civil" e impediria que chegasse à democracia.

"A verdade é que a contenção, o sentido de compromisso, a diplomacia, a inteligência, a sensibilidade de Nelson Mandela foram muito importantes para que a África do Sul fosse, depois do apartheid, uma grande nação africana, um grande país emergente", frisou.

Sobre o eventual risco de instabilidade política, na sequência da morte de Mandela, Paulo Portas sublinhou que o legado do ex-Presidente não é só "muito forte no passado", também "pesa muito sobre o futuro".

A África do Sul "só tem a ganhar" se "continuar a caminhar como uma nação que tem diversidade, mas que, no essencial, tem unidade", sustentou.

O país de Mandela, destacou, é hoje "uma economia emergente, com uma sólida presença em África" e "respeitada e respeitável no mundo", governada por um partido maioritário, mas com "oposição institucional alternativa". Em resumo, "a página do apartheid foi virada", disse.

O ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - que nessa qualidade visitou a África do Sul em março de 2012 - assinalou ainda que "os muitos portugueses que vivem na África do Sul têm sido bem tratados pelos governos da África do Sul", onde estão "perfeitamente integrados na economia, na cultura, nas instituições sul-africanas".

(15h03) PCP e BE lembram voto contra resolução da ONU pelo governo de Cavaco Silva

O PCP e o BE lembraram, esta sexta-feira, no parlamento que Portugal, então governado por Cavaco Silva, votou contra em 1987 uma resolução das Nações Unidas para a libertação de Nelson Mandela.

A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade um voto subscrito por todos os grupos parlamentares e pela presidente, Assunção Esteves, ao qual o Governo se associou, com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, em que expressa "profundo pesar" ao povo e autoridades sul-africanas pela "perda de um estadista universal" e envia condolências à família, em particular, à viúva, Graça Machel.

No período reservado às intervenções dos partidos, o deputado comunista António Filipe defendeu que "a reconciliação pela qual Mandela tanto lutou não pode ser ocultação da história, porque a história tem que ser conhecida precisamente para que não se repita".

"Em 1987 quando a Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou uma resolução exigindo a libertação incondicional de Nelson Mandela, essa resolução teve 3 votos contra, apenas três votos contra, esses votos contra foram dos Estados Unidos, de Ronald Regan, do Reino Unidos, de Margaret Thatcher, e de Portugal, de Cavaco Silva", afirmou.

No mesmo sentido, a deputada do BE Helena Pinto afirmou que "em 1987 Portugal esteve do lado errado, votou contra a libertação incondicional de Nelson Mandela".

A deputada bloquista sublinhou, tal como António Filipe havia feito, que o antigo presidente da África do Sul e líder histórico do ANC foi condenado a prisão perpétua, tendo estado preso 27 anos, "considerado terrorista, porque, pela liberdade e pela dignidade do seu povo, nunca hesitou, nem mesmo quando foi preciso pegar em armas". Os deputados do PCP e do BE foram aplaudidos por uma parte substancial dos deputados da bancada do PS.

O deputado do PSD António Rodrigues recordou como Nelson Mandela, num espírito de "candura, de uma forma quase discreta" atuou após o fim do 'apartheid', considerando que "encarna em si o exemplo de um verdadeiro cidadão do mundo"."Fez país, fez um Estado e fez Humanidade", declarou.

O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, afirmou que Mandela deu "um rosto" à "liberdade, ao combate ao racismo e combate ao 'apartheid', pela democracia e a tolerância" e recordou, como, relativamente à questão de Timor, Nelson Mandela "mais uma vez esteve do lado certo da história". "Foi um herói cívico universal, que em si sintetiza o melhor da dignidade humana e da liberdade", disse.

O vice-presidente da bancada do CDS-PP João Almeida sublinhou que "nenhuma homenagem estará à altura do exemplo que foi de liberdade, de esperança e convicção, consequente, libertador e inspirador".

"A sua libertação foi libertando povos, a sua serenidade foi libertando extremismos", afirmou, defendendo que Mandela foi "invicto" e "muito superior" aqueles que o prenderam e que, por isso, "o homem que agora parte, jamais morrerá".

A deputada do partido "Os Verdes" Heloísa Apolónia considerou que a "grandeza" de Mandela "alarga necessariamente os votos de condolências ao mundo inteiro" e foi aplaudida por todas as bancadas".

"É talvez a definição em pessoa de um ser humano virtuoso, detentor de valores humanistas muito claros. Mandela e o ANC foram peças chave ara matar o regime do 'apartheid', não da história, mas da vida das pessoas", afirmou, lembrando o seu espírito de combate mas também o seu "espírito agregador".

(14h09) Assunção Esteves lembra "culpa coletiva" da comunidade internacional

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, lembrou esta sexta-feira a "culpa coletiva" pelo "silêncio ou quase silêncio", "inércia ou quase inércia", da comunidade internacional nos 27 anos que Nelson Mandela esteve preso pela luta contra o 'apartheid'.

"Uma referência que eu gostaria de deixar tem que ver com o longo tempo de espera na prisão, com o silêncio ou quase silêncio, com a inércia ou quase inércia, de uma comunidade internacional que foi capaz de conviver tanto tempo com o absurdo da injustiça e da iniquidade", afirmou Assunção

"Essa culpa coletiva que todos, de um modo ou de outro, arrastamos, obriga-nos em honra da memória de Mandela a olhar para outros lugares onde a injustiça mora", declarou a presidente do parlamento.

A presidente da Assembleia da República falava antes da aprovação por unanimidade de um voto de pesar pela morte de Nelson Mandela e antes do período de intervenções dos partidos, usado por PCP e BE para recordar que, em 1987, Portugal votou, ao lado dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, contra uma resolução da Assembleia-geral das Nações Unidas exigindo a libertação do líder da luta contra o 'apartheid'.

"Este é um dia de tristeza para o espírito humano. É muito difícil, perante a gigantesca realidade de Mandela, a suficiência de palavras. Mandela simboliza a capacidade imensa que um homem só tem para transformar o mundo, uma grandeza sem limites. Como se um homem só fosse, e na verdade é, capaz de ser um exército", defendeu.

Para Assunção Esteves, uma das mensagens que Mandela deixa ao mundo é a de que a "injustiça não perdura" porque "é contra a razão".

(12h45) Ramalho Eanes enaltece contributo para a união da África do Sul

O ex-presidente da República, António Ramalho Eanes, lamentou esta sexta-feira a morte de Nelson Mandela, considerando que o seu contributo para a "união" de toda a população da África do Sul o tornou num "ícone sagrado" para o Mundo.

"Foi realmente ele, contra tudo e contra todos, que, com a sua inteligência e virtuosa ação, conseguiu unir toda a população da África do Sul – negros, brancos, mestiços e indianos – a ponto de se tornar um ícone sagrado para o mundo", afirmou Ramalho Eanes numa nota enviada à Lusa.

Uma ação "ímpar" e "virtuosa" conseguida graças aos "talentos de espírito e ao bom caráter" do antigo Presidente sul-africano, mas sobretudo "o seu longo, frutuoso e martirizado percurso de perfectibilização pessoal e de responsabilização social", disse.

"Nesse percurso, papel relevante tiveram a cultura ocidental que recebeu na universidade e a doutrina cristã. Nelas colheu aquilo que seria o fermento, a força utópica da sua reflexão filosófica e da sua ação: 'a dignidade humana é a mesma em todo o lado e para todos'", acrescentou.

Ramalho Eanes lembrou o encontro com Nelson Mandela e a mulher Graça Machel, em 2009, quando se deslocou à África do Sul em representação do Presidente da República de Portugal para a posse do presidente Zuma.

"Fiquei com a imagem de um sábio tranquilo, satisfeito com o que fizera pela África do Sul e confiante de que o processo de perfectibilização, social e política, que protagonizou, continuará e que os sul-africanos irão aprender a respeitar-se mutuamente e trabalhar em conjunto para construir um futuro comum melhor".

(12h43) BE lembra "homem ímpar" e lamenta que Portugal não tenha sido sempre firme contra "apartheid"

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, lembrou esta sexta-feira o "homem ímpar" que foi Nelson Mandela, falecido na quinta-feira, e lamentou que Portugal não tenha sido sempre firme na luta contra o "apartheid".

"O seu exemplo vai continuar a iluminar o longo caminho da igualdade e da emancipação dos povos na África do Sul e em todo o Mundo. Nelson Mandela é uma figura maior da nossa modernidade, dos direitos humanos e da democracia. Pagou um preço muito alto pelas suas convicções", declarou a bloquista, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Catarina Martins lembrou que Portugal, com Cavaco Silva a primeiro-ministro, "não acompanhou" internacionalmente "resoluções importantes e ficou isolado" sobre a matéria.

"Não é novidade que o nosso País não teve sempre a posição que devia ter tido, firme, contra o 'apartheid'. Não é novidade também que o Governo português tomou decisões erradas nas Nações Unidas sobre resoluções que dizem respeito ao 'apartheid' e à prisão de Nelson Mandela. Não nos devemos orgulhar desses momentos da nossa história", sublinhou a parlamentar e coordenadora bloquista.

(12h30) Confederação das Associações de Famílias lembra "ideais humanistas"

A presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF), Teresa Costa Macedo, lembrou esta sexta-feira os "ideais humanistas" preconizados por Nelson Mandela em relação à família como "núcleo formador dos Homens".

"Nelson Mandela marcou o seu tempo e a Humanidade só tem de lhe agradecer por isso", afirmou Teresa Costa Macedo em comunicado, considerando que o líder sul-africano se distinguiu pela sua personalidade, coragem, ética e "pelo seu exemplo".

Lembrou um encontro que manteve com Nelson Mandela, em que este lhe transmitiu "a sua convicção profunda da importância da família como núcleo formador dos Homens".

Teresa Costa Macedo recordou uma frase dita por Mandela nesse encontro: "Os ideais humanistas têm de ser ensinados em cada geração e é no seio da família que esse ensinamento primeiro se faz".

"Nelson Mandela não morreu, revive a partir de hoje em todos os nossos corações como referência ao que de melhor nós podemos ser", frisou.

(12h28) Construtor de concórdia e lutador pela paz para os bispos portugueses

Os bispos portugueses lembraram, esta sexta-feira, Nelson Mandela como um construtor de concórdia e unidade do seu povo e como uma figura que encoraja a lutar pela justiça e pela paz.

"Nelson Mandela foi um construtor de concórdia e unidade do seu povo, estabelecendo pontes de diálogo e colaboração entre brancos e negros, colonizadores e colonizados", disse, num comentário escrito enviado à agência Lusa, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão.

Os bispos portugueses classificam ainda o primeiro Presidente negro da África do Sul como uma "voz profética que fez estremecer e cair os muros da segregação racial, das injustiças entre pessoas".

"Uma figura exemplar que encarnou os valores da dignidade de toda a pessoa humana, livre de escravidões e segregações, valores pelos quais lutou com valentia", refere ainda o comentário da Conferência Episcopal à morte do antigo Presidente sul-africano.

Para os bispos, apesar da morte de Mandela, fica "o brilho de uma vida exemplar que encarnou os valores da liberdade, da concórdia e da paz".

(12h18) Representante da República na Madeira recorda "exemplo único"

O representante da República para a Região Autónoma da Madeira disse, esta sexta-feira, que o ex-Presidente da República da África do Sul Nelson Mandela foi um exemplo de "coragem, tolerância e fraternidade".

"Defensor acérrimo dos direitos humanos, Nelson Mandela foi sempre apontado como exemplo único de coragem, de tolerância e de fraternidade", escreveu Ireneu Barreto numa mensagem de condolências divulgada à imprensa.

O juiz conselheiro "enaltece o papel preponderante" do ex-Presidente da República sul-africano na luta contra o 'apartheid' e na edificação da união de todo o seu povo como Nação".

"Como representante da República Portuguesa na Região Autónoma da Madeira e como madeirense, desejo expressar as minhas sentidas condolências, extensíveis à sua mulher Graça Machel e restante família, ao povo da África do Sul e a todos aqueles que sentem este país como sua pátria", afirmou. A maioria dos cerca de 400 mil portugueses que vivem na África do Sul são de origem madeirense.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o Mundo.

(10h33) Assunção Esteves evoca “um dos homens mais extraordinários da história”

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, lembrou Nelson Mandela como "um dos homens mais extraordinários da história", afirmando que será nesse "ambiente de memória", de um "dia triste", que os deputados trabalharão hoje.

"Vamos hoje trabalhar num dia triste, em que morreu Nelson Mandela, um dos homens mais extraordinários da história, Nelson Mandela, sobre quem os grupos pretendem apresentar um voto", afirmou Assunção Esteves na abertura dos trabalhos parlamentares.

"É nesse ambiente de memória e de projeto que Mandela nos merece que hoje vamos trabalhar", acrescentou a presidente do Parlamento.

(9h07) Ana Gomes lamenta morte de homem que lutou pelos direitos humanos

A eurodeputada Ana Gomes lamentou esta sexta-feira a morte de Nelson Mandela, considerando que "era um homem invulgar, um extraordinário lutador contra a opressão dos direitos humanos e do seu povo.

"A morte de Nelson Mandela já era esperada, mas causa um grande abalo", disse a eurodeputada em declarações à agência Lusa, lembrando que Nelson Mandela, que morreu quinta-feira aos 95 anos, era um "homem extraordinário" que lutou pelos direitos humanos, pelos direitos do seu povo.

"Estamos perante um homem invulgar (...). Foi apelidado de terrorista, passou 27 anos na cadeia, foi organizador da luta armada contra uma das formas mais humilhantes de opressão, que era o regime do apartheid, e que soube sempre manter a força das suas convicções na justiça e nos direitos humanos", disse.

Ana Gomes salientou ainda que Nelson Mandela sempre trabalhou pela reconciliação no seu país, permitindo uma transição pacífica do apartheid para a democracia.

Ana Gomes lembrou um episódio ocorrido em 1989 quando trabalhava na missão da ONU em Genebra. "Eu era uma jovem secretária da embaixada na nossa missão em Genebra e tínhamos uma missão que era uma resolução sobre crianças no apartheid apresentada pelo grupo africano e, vergonhosamente, tivemos instruções para votar contra com o Estados Unidos e a Grã-Bretanha, numa posição contrária a essa resolução", disse.

Ana Gomes disse ainda que a votação "foi uma vergonha", acrescentando que havia muita "gente em Portugal que achava que os interesses nacionais estavam do lado do apartheid".

(08h16) António Costa lembra "um lutador incansável" dos direitos humanos

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, recordou esta sexta-feira Nelson Mandela, que morreu quinta-feira, aos 95 anos, na sua residência em Joanesburgo, como um "lutador incansável" dos direitos humanos e "referência global da liberdade".

"Pai da África do Sul democrática, lutador incansável dos Direitos Humanos e referência global da liberdade, Madiba foi um exemplo de que não há obstáculos nem barreiras suficientes perante a boa vontade humana de ambicionar a dignidade", refere o autarca numa nota enviada à Lusa.

António Costa lembrou ainda que "as dificuldades, os grilhões e o ódio promovidos ao longo de várias décadas, no período do 'apartheid', não conseguiram abalar a mais genuína vontade de Nelson Mandela transformar o seu sonho em realidade: o de uma África do Sul não discriminatória".

O autarca endereçou as condolências à embaixadora da África do Sul, bem como à família de Nelson Mandela e ao povo sul-africano.

Para António Costa, Mandela é "um ícone da democracia no Mundo", pois "demonstrou como é possível concretizar as mudanças necessárias, promovendo o desenvolvimento sem discriminar nem excluir".

"Perdemos a sua insubstituível presença, mas não perdemos o seu exemplo. A forma mais leal de prestarmos tributo a quem tanto nos deu e tanto nos ensinou, é continuar a dar seguimento às suas lutas, por que as causas que Mandela travou ao longo da sua vida continuam atuais e há desafios, como os da dignidade e do progresso, que permanecem e para os quais temos o dever de continuar a batalhar. Devemos isso a Madiba", defendeu.

(00h34) António José Seguro lamenta morte de "um homem raro"

O secretário-geral do Partido Socialista português, António José Seguro, expressou o seu "profundo pesar" pela morte de Nelson Mandela, que recorda como "um homem raro".

"É com profundo pesar e com muita tristeza que recebo a notícia do falecimento de Nelson Mandela. Um exemplo para todos nós, um homem que demonstrou que tudo é impossível até que seja feito", referiu António José Seguro à saída de uma reunião com empresários, em Leiria.

O secretário-geral do Partido Socialista português sublinhou que "os que choram Nelson Mandela não são apenas os sul-africanos que ele uniu, que pacificou".

"Somos todos, um povo inteiro, que acredita nos ideais da Justiça, da paz e da dignidade humana, que choram um homem que lutou uma vida inteira", acrescentou o socialista.

António José Seguro lembrou ainda os anos que Nelson Mandela esteve preso e que "lutou pacificamente por um ideal, que no fundo é o essencial da vida humana". Ou seja, "a dignidade de cada mulher e homem, independentemente da sua cor, das suas opções ou das suas origens".

O secretário-geral do PS revelou que já enviou as condolências para a embaixada da África do Sul. "Quero fazê-lo a todo o povo, à sua mulher, Graça Machel, e ao presidente, Jacob Zuma", referiu.

Para António José Seguro, o Homem Nelson Mandela "vai perdurar", porque "o seu exemplo de vida, de luta pacífica pelos seus valores, estão na nossa memória e continuarão".

Fonte do PS disse à Lusa que a bandeira do partido já está a meia haste na sede nacional dos socialistas, no Largo do Rato, em Lisboa.

(00h06) PSD: "Morreu um homem bom, que acreditava na liberdade"

O PSD lamentou a morte do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela considerando que "morreu um homem bom, que acreditava na liberdade" e que "deixa ao mundo um legado de paz e crença na humanidade".

"O PSD - Partido Social Democrata expressa o seu enorme pesar pelo desaparecimento, aos 95 anos de idade, de Nelson Mandela, um dos grandes líderes da nossa era", lê-se num comunicado do secretário-geral deste partido, José Matos Rosa.

O PSD descreve Nelson Mandela como um "incansável lutador pela liberdade e direitos do homem" e "um homem de uma enorme bondade, reconhecido com o Nobel da Paz em 1993, pela sua capacidade conciliadora e compaixão", que "deixa ao mundo um legado de paz e crença na humanidade".

"Neste momento de enorme perda para a humanidade, recordemos as palavras de Nelson Mandela, às quais nenhum democrata poderá alguma vez ficar indiferente: 'A nossa luta pela liberdade foi um esforço coletivo. Está nas nossas mãos criar um mundo melhor para todos o que nele habitam'", refere o comunicado divulgado pelo PSD.

(00h00) Machete: Desaparece exemplo que deve permanecer na memória

Com a morte de Nelson Mandela desaparece "uma grande figura" que deu um exemplo que deve permanecer na memória das pessoas, considerou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, esta quinta-feira.

Embora esperada, a morte de Nelson Mandela "causou uma grande emoção porque desaparece uma grande figura do nosso tempo, um homem que lutou pelo seu ideal ao longo de toda a sua vida, foi fiel aquilo que pensava, sacrificou-se por isso", disse Rui Machete numa declaração à Agência Lusa.

O antigo Presidente sul-africano, sacrificando a sua liberdade, foi capaz de manter um espírito aberto e de proteger a liberdade dos outros e ser tolerante, disse o ministro.

"Conseguiu fazer uma coisa que as pessoas não imaginavam que fosse possível: sem violência, sem luta nas ruas, alterar radicalmente a situação na África do Sul, eliminando o 'apartheid', restituindo às pessoas a sua liberdade, com tolerância, permitindo que a democracia funcionasse, que era uma coisa que se achava impensável", afirmou Rui Machete.

O ministro lembrou ainda a grande comunidade portuguesa que vive na África do Sul para dizer que também essa comunidade sente neste momento a perda "de um grande líder", que também a eles lhes proporcionou condições de vida muito mais seguras. Esses portugueses, acrescentou Rui Machete, devem de estar desolados mas gratos e esperando que o exemplo de Nelson Mandela "frutifique e continue a inspirar a vida pública na África do Sul".

É que, disse ainda Rui Machete, Nelson Mandela é um exemplo para a África do Sul mas também para toda a África e para o mundo.

(23h45) Cristiano Ronaldo recorda o exemplo de "Madiba"

O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo recordou o legado e "exemplo" de Nelson Mandela, antigo presidente da África do Sul que morreu esta quinta-feira, aos 95 anos.

"Obrigado 'Madiba' pelo teu legado e pelo teu exemplo. Vais estar sempre connosco", pode ler-se na mensagem divulgada na página oficial do "capitão" da seleção portuguesa de futebol no Facebook, que está acompanhada de uma visita de Cristiano Ronaldo a Mandela, por ocasião do Mundial2010, disputado na África do Sul.

Em 09 de junho de 2010, o líder histórico sul-africano recebeu, na sua residência em Joanesburgo, Cristiano Ronaldo, o então selecionador português de futebol, Carlos Queiroz, e o diretor desportivo da Federação Portuguesa de Futebol, Carlos Godinho, que ofereceram a Mandela uma camisola estampada com o número '91', a sua idade na altura.

Na rede social Twitter, a ex-basquetebolista portuguesa Ticha Penicheiro também lamentou a morte de Mandela.

"Apenas há alguns meses atrás eu fui testemunha, em primeira mão, de do extraordinário trabalho que fez, quando visitei a sua fundação na África do Sul", escreveu Ticha Penicheiro.

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(23h40) BE lembra "exemplo de combate" de quem fez escolhas que "mudaram o mundo"

O Bloco de Esquerda recordou Nelson Mandela como um "grande exemplo de combate convicto pela dignidade de todas as pessoas", sublinhando que o antigo Presidente sul-africano foi alguém que "fez escolhas" que "mudaram o mundo".

"Vale a pena sublinhar o grande exemplo de combate convicto pela dignidade de todas as pessoas. Mandela nunca se absteve diante de uma história que o condenava a ficar esmagado, nunca foi neutro, implicou-se, tomou partido", afirmou à Lusa o dirigente bloquista José Manuel Pureza.

O antigo Presidente da África do Sul e líder histórico do ANC "sabia que ia pagar um preço altíssimo" por essas escolhas, apontou Pureza, "e deu a vida por essas convicções, esses valores, essa política".

"Fez escolhas e essas escolhas mudaram o mundo. Mudaram o mundo de racismo de 'apartheid', de respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas. Ajudou a erguer a bandeira dos direitos humanos", afirmou.

"Queremos lembrar nesta altura que isso lhe valeu a condenação à prisão perpétua e ser considerado como perigoso terrorista internacional, se calhar, por muitos que hoje lhe tecem hinos e louvores", declarou.

Para o Bloco de Esquerda, "essa luta contra todas as barreiras e estigmas é um exemplo que deve valer para todos os homens e todas as mulheres".

(23h35) PCP realça desaparecimento de "elevado exemplo de coragem e dignidade"

O PCP expressou o seu profundo pesar pela morte de Nelson Mandela e sublinhou que o seu desaparecimento é "uma enorme tristeza" para todos aqueles que consideravam a sua vida um "elevado exemplo de coragem e dignidade".

"Numa primeira reação, expressar o profundo pesar do PCP pelo falecimento de Nelson Mandela e manifestar solidariedade para com o povo sul-africano e com as forças progressistas pela perda do dirigente histórico da luta contra o 'apartheid' e pela democracia e progresso social", disse à agência Lusa Pedro Guerreiro, membro do secretariado do Comité Central do PCP e responsável pela secção internacional.

"O falecimento de Nelson Mandela é uma enorme tristeza para todos aqueles que no mundo consideram a sua vida um elevado exemplo de coragem e dignidade e de total entrega à causa da liberdade, justiça e progresso social", acrescentou.

O PCP já informou que o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, fará uma declaração sobre a morte do Prémio Nobel da Paz, às 11:00, na Assembleia da República.

(23h21) Sporting apresenta condolências à família e ao povo do sócio de mérito

O Sporting apresentou hoje as suas condolências à família de Nelson Mandela e ao povo da África do Sul, pela morte do antigo presidente sul-africano, sócio de mérito do clube lisboeta.

"O Sporting Clube de Portugal apresenta à família de Nelson Mandela e a todo o povo sul-africano as suas condolências e manifesta o seu profundo pesar. Nelson Mandela é uma das figuras da humanidade que permanecerá entre nós para todo o sempre", pode ler-se na mensagem divulgada no sítio oficial do clube na Internet.

O clube anuncia ainda que vai colocar a bandeira a meia haste em memória de Nelson Mandela, sócio de mérito número 31.118, cuja morte, aos 95 anos, foi hoje anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

O Sporting recorda que o antigo líder histórico sul-africano era sócio de mérito do clube desde 28 de julho de 1997, quando recebeu, em Pretória, uma delegação liderada pelo então presidente leonino José Roquette, na "primeira vez que Mandela recebeu dirigentes desportivos". "Nelson Mandela foi um eterno exemplo de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória", sublinha o Sporting.

(23h20) Presidente do Banco Mundial recorda "compromisso para paz e reconciliação"

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, recordou o "compromisso para a paz e para a reconciliação" do ex-Presidente da África do Sul Nelson Mandela, que morreu hoje em Joanesburgo, aos 95 anos.

"O mundo perdeu um homem que ofereceu um arco-íris de possibilidades a um país segregado entre negros e brancos. Mas os seus presentes para a humanidade continuam connosco", disse Kim, num comunicado do Banco Mundial emitido pouco depois da morte de Mandela.

Kim mostrou-se "inspirado pelo seu compromisso com a reconciliação" e pela capacidade para mostrar que "a mudança fundamental é possível e deve ser perseguida quando está em jogo a liberdade e o bem-estar das pessoas".

(23h15) Cavaco Silva recorda "figura maior da África do Sul e da História mundial"

O Presidente da República português, Cavaco Silva, enviou hoje uma mensagem de condolências ao seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma, pela morte de Nelson Mandela, que recorda como figura maior da África do Sul e da História mundial.

"Foi com profunda consternação que tomei conhecimento da notícia do falecimento de Nelson Mandela, figura maior da África do Sul e da História mundial. Quero, em meu nome pessoal e em nome do Povo Português, apresentar a Vossa Excelência, ao Povo sul-africano e à Família enlutada, os sentimentos do nosso mais profundo pesar", refere Cavaco Silva, na mensagem divulgada no site da presidência da Repúplica.

O chefe de Estado português destaca "o extraordinário legado de universalidade que perdurará por gerações" deixado pelo Prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, bem como "o seu exemplo de coragem política, a sua estatura moral e a confiança que depositava na capacidade de reconciliação constituem verdadeiras lições de humanidade".

"A dedicação de Nelson Mandela aos valores da democracia, da liberdade e da igualdade -- nas suas palavras, 'um ideal por que espero viver e que espero alcançar, mas, se necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer' –  invadiu os corações de todos quantos o admiram, na África do Sul ou em outro lugar, incutindo esperança, mesmo diante dos desafios mais difíceis", recorda o Presidente da República.

Cavaco Silva salienta, na mensagem enviada a Jacob Zuma, que "a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Nelson Mandela e a sua eleição massiva para a mais elevada Magistratura da África do Sul simbolizaram o merecido reconhecimento de um político de causas e uma vitória para os Direitos Humanos no mundo".

"Neste momento difícil, os Portugueses juntam-se a todos quantos recordam, com respeito e admiração, a figura de Nelson Mandela", refere o chefe de Estado português.

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(22h44) Passos Coelho lamenta morte de antigo chefe de Estado sul-africano

O primeiro-ministro lamentou hoje a morte do antigo chefe de Estado da África do Sul Nelson Mandela, considerando que "será uma referência inspiradora para as gerações futuras", numa mensagem enviada ao atual presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Numa mensagem enviada a Jacob Zuma, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, declara ter recebido a notícia da morte de Nelson Mandela "com profundo pesar".

"Nesta hora de recolhimento, permita-me que evoque o impressionante legado que Nelson Mandela deixou como homem e como estadista, marcando indelevelmente o nosso tempo e que será uma referência inspiradora para as gerações futuras", escreve o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

"Recordaremos para sempre o decisivo contributo de Nelson Mandela para o fim pacífico do 'apartheid', para uma das mais notáveis e bem-sucedidas transições políticas da história contemporânea e para o lançamento das fundações da nova, democrática e multiétnica África do Sul", acrescenta.

Em nome do Governo de Portugal, Pedro Passos Coelho apresenta as "mais sinceras condolências" a todo o povo sul-africano, à viúva de Nelson Mandela, Graça Machel, e a toda a sua família.

"Permita-me sublinhar que Portugal encontrou a cada passo em Nelson Mandela um amigo cuja perda será sentida por todos os Portugueses, estejam eles na África do Sul, no nosso País ou espalhados pelo globo", afirma.

Pedro Passos Coelho recorda Nelson Mandela como "símbolo do ativismo, do diálogo e da tolerância", alguém com "um percurso de vida extraordinário que foi o reflexo da sua própria excecionalidade".

"Com as suas reconhecidas qualidades pessoais, e guiado por sólidos princípios e valores humanos, o 'Madiba' foi líder da resistência não violenta ao regime de segregação racial, prisioneiro político, pai da moderna nação sul-africana, prémio Nobel da Paz e Presidente da República", refere.

O atual Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou hoje a morte, aos 95 anos, do líder da luta contra o apartheid na África do Sul.

(22h30) Durão Barroso: "Mandela mudou o curso da história"

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, destacou as mudanças promovidas por Nelson Mandela, numa primeira reação à morte do antigo presidente da África do Sul.

"Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o Mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a sua população da África do Sul", pode ler-se na mensagem divulgada na rede social Twitter.

REAÇÕES INTERNACIONAIS

(15h14) Autor moçambicano de livro sobre Madiba recorda "pessoa marcante e única"

Nelson Mandela era uma "pessoa marcante e única, cujo legado será uma luz para várias gerações vindouras", disse à Lusa Abílio Soeiro, autor do livro ‘Obrigado, Madiba’, que fala do convívio entre o escritor e o líder histórico.

(13h25) Banco Africano de Desenvolvimento pela continuidade da democratização

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka, apelou esta sexta-feira, em Paris, à continuidade do trabalho de Nelson Mandela na "democratização do continente africano".

"Devemos-lhe o completar da democratização do continente africano, o trabalho para que África se encontre como nova emergência onde a pobreza recua, onde a igualdade está ao alcance de todos", declarou o responsável.

"O mais importante que devemos à sua memória, sobretudo nós, africanos, é completar o trabalho que ele começou, porque muitos aqui entre nós eram jovens, ou não eram nascidos, quando ele já estava preso", acrescentou.

Donald Kaberuka acrescentou que foi durante os anos 60 que "a luta começou a dar frutos", culminando em 1990 com a libertação de Mandela, que viria a ser presidente da África do Sul,

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) falou aos jornalistas num pequeno-almoço destinado à imprensa, no quadro da Cimeira do Eliseu para a Paz e Segurança em África, que começa esta tarde e decorre até sábado, em Paris.

(13h17) Presidente moçambicano diz que morreu "símbolo-mor" da luta pela dignidade

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, manifestou esta sexta-feira "consternação e dor" pela morte de Nelson Mandela, considerando-o "um símbolo-mor da luta contra o 'apartheid' e pela dignidade do povo sul-africano".

Numa declaração à imprensa, o chefe de Estado moçambicano manifestou consternação e dor com a morte de Nelson Mandela, qualificando-o como "um símbolo-mor da luta contra o [regime de segregação racial] 'apartheid' e pela dignidade do povo sul-africano.

"A nossa esperança de que a sua saúde pudesse melhorar desvaneceu-se, para dar lugar à dor e ao luto pela perda irreparável de um génio que o povo sul-africano gerou e que o nosso continente e o resto do mundo reclamam como seu herói também", afirmou o Presidente moçambicano.

Com a morte de Nelson Mandela, frisou Armando Guebuza, "apagou-se a voz livre e libertadora, a voz de uma figura emblemática cujos ideais registaram seguidores em todo o mudo".

Para Armando Guebuza, o histórico líder anti-'apartheid' deixa o ideal de uma sociedade mais justa, uma vez que a sua visão catapultou a África do Sul para a harmonia racial e social.

(13h12) Líderes africanos lamentam morte de "mensageiro da paz"

O rei de Marrocos e os Presidentes do Senegal e do Quénia lamentaram, esta sexta-feira, a morte de Nelson Mandela, antigo Presidente da África do Sul, aos 95 anos, na quinta-feira.

O rei Mohamed VI de Marrocos qualificou Mandela como um "mensageiro da paz", que era "venerado pelo seu povo e respeitado unanimemente em todo o mundo pela permanente luta contra a segregação e desigualdades sociais".

"Mandela soube, com sabedoria e perspicácia, elevar os valores universais da liberdade, justiça, paz e tolerância", disse o monarca, que elogiou a posição "intangível do falecido na preservação da soberania nacional e da integridade territorial" de outros países africanos.

Mohamed VI lembrou ainda que Mandela "durante o seu mandato" respeitou a "legitimidade do Saara de Marrocos e nunca quis reconhecer e partir o país africano".

A África do Sul reconheceu a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) em 2004, cinco anos depois de terminada a presidência de Mandela, apesar dos intermináveis esforços diplomáticos empreendidos por Rabat para evitar esse reconhecimento por parte de um dos Estados mais influentes de África.

Também o Presidente do Senegal, Macky Sall, rendeu homenagem àquele que considerou de "um gigante que revelou o melhor do ser humano".

(13h10) Presidente e PM de transição da Guiné-Bissau lamentam morte

O presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, prestou esta sexta-feira condolências pela morte do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela, que classificou como um ídolo.

Numa declaração aos jornalistas, Nhamadjo referiu que Mandela "foi um ídolo e fonte de inspiração para muitos de nós".

"Todos nós gostaríamos de o ter por mais tempo, porque serviu de inspiração e deixou ensinamentos que serão muito uteis ao longo dos anos", acrescentou.

Segundo Serifo Nhamadjo, a morte de Mandela "foi uma grande perda para África, para o Mundo e para todos os amantes da paz". "Com espírito de perdão e tolerância, ele deixou um legado muito importante", concluiu.

O primeiro-ministro de transição, Rui de Barros, anunciou hoje que o executivo já enviou condolências à família de Mandela e "ao povo da África do Sul".

(13h03) Muhammad Ali diz que "Madiba" agora "é livre para sempre"

O antigo campeão do mundo de boxe de pesados Muhammad Ali prestou, esta sexta-feira, homenagem ao falecido Nelson Mandela, também ele pugilista em tempos, considerando que o ex-presidente sul-africano agora é "livre para sempre".

"Estou profundamente entristecido com a morte do senhor Mandela", disse Ali, de 71 anos, num comunicado citado pela cadeia de televisão NBC News.

Ali, considerado um símbolo da luta contra o racismo, pelo seu espírito rebelde e pela sua recusa em participar na guerra do Vietname (que lhe custou a perda do título mundial e uma ausência forçada dos ringues), é um admirador assumido de Mandela e esteve presente na primeira visita deste às Nações Unidas em 1990, ainda antes de assumir a presidência sul-africana.

"O que recordarei do senhor Mandela é que foi um homem cujo coração, alma e espírito não poderiam ser contidos por injustiças económicas e raciais, barras de metal, ódio ou vingança. Ensinou-nos o que é perdoar a larga escala", acrescentou Ali.

Para o ex-pugilista, que sofre da doença de Parkinson, o espírito de Mandela "nasceu livre". "Hoje o seu espírito voa pelos céus. Agora é livre para sempre", acrescentou.

Nelson Mandela foi pugilista, na categoria de pesados, e na sua autobiografia ‘Longa Caminhada para a Liberdade’ descreve o seu gosto pelo boxe e as razões pelas quais era praticante.

(12h47) Instituto sul-africano para as Relações entre as Raças: Morte não vai afetar relacões entre diferentes raças

O Instituto sul-africano para as Relações entre as Raças considerou, esta sexta-feira, que a morte do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela não vai afetar o relacionamento entre as diferentes comunidades na África do Sul.

"A morte de Nelson Mandela não vai desestabilizar as relações raciais no país, contrariamente a alguns receios já manifestados", afirmou Lerato Moloi, responsável pela área de investigação do instituto de estudos sociológicos, que analisa desde 1929 as relações entre comunidades sul-africanas.

Segundo a investigadora, os sul-africanos mantêm hoje "relações apaziguadas", apesar de Nelson Mandela ter estado afastado da vida política nos últimos anos.

A mesma fonte referiu que, pelo contrário, a morte do primeiro presidente negro da África do Sul pode reforçar o sentimento de coesão nacional e racial que "existe já em vários setores da sociedade sul-africana, nas escolas, nos bairros, nas universidades e nos locais de trabalho".

(12h45) Liga dos Direitos Humanos diz que morreu exemplo ímpar para os políticos guineenses

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) lamentou esta sexta-feira, em comunicado, a morte do antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que considerou como um exemplo ímpar para os políticos guineenses.

"É um exemplo ímpar de reconciliação e de perdão que pode servir de inspiração e de sinal de esperança para o povo guineense e a sua classe política, em particular, que está a atravessar um momento extremamente difícil", refere a LGDH.

Agora, "a melhor homenagem que o mundo lhe pode prestar é honrar os seus valores e aspirações, lutando sempre pela igualdade, pela justiça, pela união entre os povos, pelo combate a pobreza", acrescenta.

No comunicado, a liga cita uma frase de Mandela: "Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia".

A LGDH aponta Mandela como um exemplo para os políticos guineenses, numa altura em que se prepararam eleições gerais, agendadas para 16 de março, após o golpe de estado militar de 12 de abril de 2012.

(12h33) Presidente de São Tomé e Príncipe: Diálogo e tolerância foram instrumentos de união de Mandela

O Presidente de São Tomé e Príncipe prestou hoje homenagem ao herói da luta anti-‘apartheid’ Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, para quem "diálogo e tolerância" foram "instrumentos decisivos de união".

Em comunicado, Manuel Pinto da Costa afirmou que "Mandela ensinou a todos que o diálogo e a tolerância são instrumentos decisivos de união, em qualquer circunstância e sejam quais forem as diferenças".

"Mandela foi um homem sábio que sabiamente conduziu o processo de transição pacífico para a democracia e a reconciliação nacional sul-africana, página de ouro na história pela libertação do continente africano", sublinhou.

Manuel Pinto da Costa lembrou que Mandela foi "um combatente pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos", cuja "dedicação aos valores e causas que abraçou e os seus ideais fundados da dignidade da pessoa humana tocaram o coração de todos".

"África e o Mundo estão de luto ao perder um dos seus filhos mais ilustres e São Tomé e Príncipe associa-se a esse luto, numa singela homenagem do povo são-tomense simbolizando, dessa forma, o seu respeito e admiração por um irmão que partiu mas nunca será esquecido", acrescentou.

Pinto da Costa disse ter sido "com grande consternação" que tomou conhecimento da morte de Nelson Mandela.

(12h01) Homenagem do papa pela "construção de uma nova África do Sul"

O papa prestou esta sexta-feira homenagem ao ícone anti-"apartheid" Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, por ter "construído uma nova África do Sul", esperando que o exemplo inspire o país a lutar pela "justiça e bem comum".

Num telegrama enviado ao Presidente sul-africano, Jacob Zuma, Francisco elogiou o "empenho inabalável mostrado por Nelson Mandela na defesa da dignidade humana para todos os cidadãos da nação e na construção de uma nova África do Sul com base na não-violência, na reconciliação e na verdade".

"Rezo para que o exemplo [de Mandela] inspire gerações de sul-africanos a colocar a justiça e o bem comum à frente das ambições políticas", disse o papa argentino.

"Foi com tristeza que tomei conhecimento da morte... e enviei condolências e orações a toda a família Mandela, aos membros do governo e a todo o povo da África do Sul", acrescentou. "Peço a Deus que console e dê força a todos os que choram a morte" de Mandela, sublinhou o papa.

(10h50) Presidente do Irão elogia “longa caminhada rumo à liberdade gloriosa”

O presidente do Irão, Hassan Rohani, enviou esta sexta-feira as condolências à família de Nelson Mandela, considerando que "deu sentido e espírito à longa caminhada rumo à liberdade gloriosa".

"Fui informado do partido do antigo presidente do país amigo, África do Sul, sua eminência Nelson Mandela, para grande pena e profundo pesar", lê-se na missiva divulgada pela agência IRNA.

"Nelson Mandela sem dúvida que acreditava na liberdade e na igualdade entre os seres humanos, não só no seu país, mas em todo o globo e nunca hesitou nesta firme crença", acrescentou o líder iraniano.

(10h38) Commonwealth: “Um ícone que deixou uma marca indelével”

O presidente em exercício da Commonwealth, Mahinda Rajapaksa, do Sri Lanka, considerou esta sexta-feira que o líder histórico sul-africano Nelson Mandela foi "um ícone que deixou uma marca indelével", numa carta enviada ao Presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

"Depois de sacrificar uma grande parte da sua ilustre vida na prisão para acabar com a horrenda prática do 'apartheid', trouxe nova vida, dignidade e liberdade ao povo sul-africano e a toda a África, que conta com a maior representação regional na Commonwealth", lê-se no documento citado pela AFP.

(10h23) UNESCO: “Um gigante entre os homens”

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, considerou esta sexta-feira que o antigo presidente sul-africano Nelson Mandela era "um gigante entre os homens" que tornou o mundo um sítio melhor.

"Não só mudou a história da África do Sul, mudou o mundo e fê-lo um sítio melhor. Deu-nos uma lição sobre o poder da paz e da reconciliação, sobre a importância do perdão e o respeito pela dignidade de cada ser humano", disse Irina Bokova numa declaração citada pela AFP sobre Nelson Mandela.

"A UNESCO está orgulhosa e sente-se honrada por ter podido contar com Nelson Mandela entre os membros da sua família", disse a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

A melhor homenagem que pode ser prestada a Mandela, concluiu, é "levar a sua mensagem de esperança e continuar a defender os valores pelos quais lutou sem descanso".

O antigo presidente sul-africano recebeu em 1991 da UNESCO o prémio Félix Houphouët-Boigny pela busca da paz e mais tarde foi nomeada embaixador da boa vontade da organização, que tem a sua sede em Paris.

(10h10) Mari Alkatiri: Um amor de ser humano, um arquitecto da paz

O secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e ex-primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, lembrou esta sexta-feira o líder histórico sul-africano Nelson Mandela como um "amor de ser humano" e um "arquiteto da paz".

"Já no século XV quando os navegadores portugueses contornavam o Cabo na costa sul-africano se falava de um gigante batizado de Adamastor. Na verdade, só cinco séculos depois, nasceu o verdadeiro Gigante, um amor de ser humano, filho de africanos, pai de uma África onde só existe uma raça no mundo dos racionais, a raça humana", refere Mari Alkatiri numa declaração sobre o ex-Presidente sul-africano, que morreu na quinta-feira.

Na declaração, Mari Alkatiri lembra Nelson Mandela como um "ser humano fora de série" e uma "enciclopédia verdadeira de como saber perdoar, um arquiteto da paz, um mestre da reconciliação entre pessoas e povos, um saber permanente de modéstia" e o "líder do pensamento do século XX e XXI".

"Mas este gigante deixou o mundo, no momento em que este mundo mais precisava de Homens como ele. Vamos todos homenageá-lo, não só porque ele merece, mas, acima de tudo, porque o mundo ainda não soube acarinhar devidamente um Homem da envergadura de Madiba".

(09h34) Gorbachov: Perestroika ajudou a pôr fim ao ‘apartheid’

O último dirigente da antiga União Soviética, Mikhail Gorbachov, elogiou esta sexta-feira a figura de Nelson Mandela, que "conhecia muito bem" e afirmou que o antigo líder sul-africano lhe disse que a "perestroika" na URSS ajudou muito a luta contra o apartheid.

"Era um homem extraordinário, inteligente e um estadista de talento. Disse-me muitas vezes que a perestroika na União Soviética fez muito para ajudar o seu país a livrar-se do apartheid", disse Gorbachov, em declarações à agência Interfax.

O ex-líder soviético, ideológo das reformas que terminaram em 1991 com o desmantelamento da União Soviética, recordou que Mandela "teve uma vida muito dura", e que a terceira fase da sua existência "foi vivida em condições muito duras".

Mandela "fez muito pela Humanidade e será recordado não só pelas pessoas do seu país, mas também por todos os povos do mundo", acrescentou Gorbachov.

(08h05) Putin lamenta morte de um dos maiores políticos da modernidade

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse esta sexta-feira que Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, foi "um dos maiores políticos dos tempos modernos", realçando que o ex-presidente sul-africano foi um homem que nunca traiu as suas convicções.

"Mandela, tendo passado pelas provações mais difíceis, estava comprometido até ao fim dos seus dias com os ideais de humanismo e justiça", disse Vladimir Putin, citado num comunicado divulgado pelo Kremlin.

O Presidente russo "enviou as suas condolências após a morte de Nelson Mandela, líder da África do Sul durante longos anos e um dos homens políticos eminentes da nossa época", indicou a presidência, na nota citada pela AFP.

(08h01) Rainha Isabel II "profundamente triste"

A rainha de Inglaterra, Isabel II, disse esta sexta-feira estar "profundamente triste" com a morte de Nelson Mandela, acrescentando que o antigo líder sul-africano "trabalhou de forma incansável para o bem do seu país".

Um comunicado divulgado hoje pelo Palácio de Buckingham afirma que a rainha lembra o "calor" dos encontros que teve com o ex-líder sul-africano e envia as suas condolências à família.

"A rainha ficou profundamente triste ao saber da morte de Nelson Mandela na noite passada. Ele trabalhou incansavelmente para o bem do seu país e o seu legado é a paz que hoje vemos na África do Sul", diz o comunicado.

"Sua Majestade recorda com muito carinho os seus encontros com o Sr. Mandela e envia as suas sinceras condolências à sua família e ao povo da África do Sul neste momento triste", indica a nota.

Por seu turno, o príncipe Carlos, herdeiro do trono britânico, disse que Mandela é um símbolo de coragem e de reconciliação e também foi um homem "com grande (sentido de) humor e entusiasmo pela vida".

"Com a sua partida ficará um enorme vazio, não só na vida da sua família, mas na de todos os sul-africanos e na de muitos outros que foi alterada por causa de sua luta pela paz, justiça e liberdade", diz a mensagem do Príncipe de Gales.

(08h00) Imprensa sul-africana presta homenagem ao "profeta da paz"

A imprensa sul-africana presta, esta sexta-feira, homenagem ao antigo Presidente da África do Sul Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, aos 95 anos, e cujo rosto aparece hoje em cartazes colocados nos postes de eletricidade e autocarros.

"De Pequim a Bloemfontein (África do Sul), do Cairo ao Cuito Cuanavale (Angola) e de Londres a Lagos, Nelson Mandela foi admirado como estadista, profeta da paz, homem íntegro e farol de esperança", escreve o diário ‘City Press’ no obituário do antigo líder, que qualifica também de "colosso político" do nosso tempo.

"O mundo chora", diz o ‘The Star’ na manchete, junto a uma foto do rosto de Madiba – nome do clã de Mandela na língua xhosa, como é conhecido na África do Sul. "A África do Sul chora o pai da nação", assinala, por sua vez, o diário ‘The Citizen’.

A própria cara de Mandela está também presente nas ruas de Joanesburgo, impressa nos cartazes que anunciam, colocados nos postes de eletricidade e paragens de autocarros, a morte do pai da democracia sul-africana.

Enquanto isso, todas as rádios generalistas, privadas e públicas, transmitem sem cessar fragmentos dos seus discursos mais emblemáticos e informação sobre a vida de Madiba.

(07h39) Renamo destaca exemplo de "humanismo e amor ao próximo"

O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse esta sexta-feira à Lusa que o partido recebeu a notícia da morte de Nelson Mandela com "dor e consternação", apontando a herança de "humanismo e amor ao próximo" do ex-Presidente sul-africano.

"Não nos vamos concentrar na morte, mas na obra. É o ícone do amor ao próximo, à paz e à reconciliação. Deu um exemplo de humanismo quando convidou para o seu Governo pessoas que eram parte do sistema que o oprimiu", disse o porta-voz do principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Os líderes africanos, ressalvou o porta-voz da Renamo, devem ter em Mandela uma lição de desapego ao poder, permitindo a emergência de novas ideias no rumo pelo progresso dos seus países.

"Estava desprendido do egocentrismo e do poder a tal ponto que quase saiu sorrateiramente da vida pública", acrescentou o porta-voz da Renamo.

(07h30) Râguebi da Nova Zelândia lamenta morte do "campeão" do desporto

O diretor executivo da Federação Neozelandesa de Râguebi (NZRU), Steve Tew, homenageou esta sexta-feira Nelson Mandela, afirmando que o desporto perdeu "um campeão" com a morte do antigo Presidente da África do Sul.

"O râguebi da Nova Zelândia tem um enorme respeito pelo Sr. Mandela e pela sua incrível contribuição para o seu país e povo. Hoje partilhamos a tristeza da sua nação", disse Steve Tew.

Na final do Mundial de 1995 de râguebi, Mandela apareceu com uma camisola da seleção de râguebi sul-africana que tem como emblema o ‘springbok’ (antílope). O momento é creditado como inspirador para a vitória dos sul-africanos contra os neozelandeses 'All Blacks'.

O simbolismo do líder negro a apertar a mão do capitão branco dos ‘Springbok’ François Pienaar, ambos envergando a camisola verde da equipa, cujo emblema era associado à política do ‘apartheid’, marcou a emergência da "nação arco-íris".

"Nós perdemos um campeão para o nosso jogo, um líder cuja inspiração garantiu que o Mundial de 1995 fosse um momento marcante para o nosso desporto e cuja influência teve um grande alcance", disse Tew.

(07H25) Jornal de Angola diz que morte deixa “vazio que é urgente preencher”

O ‘Jornal de Angola’ dá, esta sexta-feira, destaque à morte de Nelson Mandela, com notícia e foto a ocupar metade da primeira página sob o título "Morreu Mandela", considerando que "a sua morte deixa um vazio que é urgente preencher".

Naquela que é a primeira reação em Angola à morte, o ‘Jornal de Angola' refere que Nelson Mandela é apresentado como "o símbolo da luta dos africanos pela dignidade e da liberdade".

"O antigo Presidente da República da África do Sul Nelson Mandela morreu ontem à noite, em Joanesburgo, depois de um longo período de luta contra a morte. Às 22h45 de ontem, hora de Angola, o Presidente Jacob Zuma anunciava ao mundo a morte daquele que foi um grande lutador pela liberdade", salienta o ‘Jornal de Angola’.

"Depois de ser libertado dos cárceres do regime de 'apartheid', também por ação da luta do Povo Angolano, Mandela fez tudo para construir na África do Sul um país fraterno e livre, onde todas as raças em ‘arco-íris’ apagavam os anos da segregação racial e de um regime que impôs à maioria negra crimes hediondos que vão ficar para sempre registados na memória da Humanidade, para que nunca mais se repitam", escreve o ‘Jornal de Angola’.

(06h27) Filhas mais novas souberam da morte na estreia de filme em Londres

As duas filhas mais novas do ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, souberam da morte do pai na estreia do filme ‘Mandela: Longo Caminho para a Liberdade’, em Londres, informou esta sexta-feira a fundação do líder sul-africano.

Zindzi e Zenani tinham acabado de estar com o príncipe William e a sua mulher Kate, a duquesa de Cambridge, Catherine Middleton.

No entanto, as filhas de Mandela pediram que a estreia de ‘Mandela: Longo Caminho para a Liberdade’ continuasse. O príncipe William fez uma curta declaração após cumprir dois minutos de silêncio no final do filme.

"Acabámos de ser recordados de quão extraordinário e inspirador era Nelson Mandela e os meus pensamentos e orações estão com ele e com a sua família”, disse o príncipe, ao lado da mulher, Catherine.

Segundo a AFP, esta será a primeira vez que um membro da família real dá uma resposta não redigida a uma grande concentração de jornalistas.

(05h43) Dalai Lama lamenta perda de "querido amigo"

O Dalai Lama declarou, esta sexta-feira, ter perdido um "querido amigo", que descreve como "um homem de coragem, princípios e inquestionável integridade", numa carta endereçada à família de Nelson Mandela.

"A maior homenagem que podemos prestar é fazer tudo o que pudermos para contribuir para honrar a unidade da humanidade e trabalhar pela paz e pela reconciliação, como ele fez", disse o líder espiritual tibetano no exílio, num comunicado publicado no seu portal na Internet.

(05h58) Imprensa internacional destaca percurso do líder anti-apartheid

A morte de Nelson Mandela é, esta sexta-feira, destaque na imprensa internacional, que nas várias edições online publica os momentos mais marcantes da luta do herói anti-apartheid, inspiração para a nação sul-africana e para o Mundo.

Em Espanha, o diário ‘El País’ destaca a morte do primeiro Presidente negro sul-africano sob o título "Mandela, o homem que derrotou o racismo".

Outros títulos como "Madiba, queremos-te para sempre", ou "Um líder além da lenda" remetem para o desaparecimento do africano que "serviu de guia aos países como o Chile, que encaravam os dilemas da transição para a democracia".

(05h10) Índia lamenta morte de "verdadeiro gandhiano"

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, lamentou esta sexta-feira a morte de Nelson Mandela, descrevendo-o como um "verdadeiro gandhiano" e destacando a sua figura como fonte de "inspiração eterna para as gerações futuras".

"Morreu um gigante entre os homens. É uma perda para a Índia tanto como para a África do Sul. É um verdadeiro 'gandhiano'", disse Singh, na rede social Twitter.

Por seu lado, o Presidente do país asiático, Pranab Mukherjee, expressou o seu profundo pesar pela morte de Mandela, que definiu como um "ícone de inspiração para a humanidade".

(05h01) Ignacio Ramonet diz que a sua figura é apenas comparável à de Gandhi

O jornalista Ignacio Ramonet considerou, na quinta-feira, que Nelson Mandela foi um líder cuja singularidade política "apenas se pode comparar à de Gandhi".

"Representa um líder político que conquista algo impensável, como é a queda do 'apartheid', que obteve com uma força espiritual que marca mais do que a sua vitória política", disse o diretor do ‘Le Monde Diplomatique’ à agência Efe.

Nelson Mandela, continuou Ignacio Ramonet, impressiona o Mundo, não porque conseguiu uma independência, em certa medida, ou o derrube de um regime detestável e odioso, "mas sim pela sua própria força moral, ao ter passado 27 anos preso e ao ter-se imposto sobre os seus adversários".

Para Ramonet, o líder sul-africano conquistou a sua vitória "com algo tão simples, que é a base do cristianismo", ou seja, o princípio de não odiar "os inimigos", "oferecendo a outra face a quem te agride".

"Creio que, por isso, é esse aspeto universal do amor, do não ao ódio, do não à vingança, que faz de Mandela um ser espiritualmente muito superior a nós", disse Ramonet, que se encontra no México, para apresentar a sua obra "Hugo Chávez – Minha primeira vida", na Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

Esta noite, antes da última atividade do dia no evento – um espetáculo do ator Diego Luna e do escritor israelita Etgar Keret –, a diretora da Feira, Marisol Schulz, recordou uma frase do histórico líder da África do Sul.

(04h18) Aung San Suu Kyi destaca figura que ensinou que podemos mudar o Mundo

A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, prestou esta sexta-feira tributo a Nelson Mandela, um "grande ser humano" que inspirou outros e que "nos fez perceber que podemos mudar o mundo".

"Gostaria de expressar o meu profundo pesar pelo falecimento de um homem que 'fincou o pé' pelos direitos humanos e pela igualdade neste Mundo", afirmou a ativista, também Nobel da Paz, apontando que Nelson Mandela, que morreu esta quinta-feira, fez também "compreender que ninguém pode ser castigado pela cor da sua pele ou pelas circunstâncias em que nasceu".

Em paralelo, "fez-nos também perceber que podemos mudar o Mundo: nós podemos mudar o Mundo, mudando atitudes, mudando perceções. Por esta razão, gostaria de prestar-lhe tributo como grande ser humano que elevou o 'padrão' de humanidade", realçou Aung San Suu Kyi.

Mandela e Suu Kyi têm em comum anos passados atrás das grades devido à sua luta contra regimes repressivos, tendo conquistado o reconhecimento internacional como dois dos principais defensores dos direitos humanos no Mundo.

(03h33) Presidente chinês saúda "extraordinário contributo para o progresso humano"

O presidente chinês, Xi Jinping, manifestou esta sexta-feira profundo pesar pela morte de Nelson Mandela e disse que a China "recordará sempre" o seu "extraordinário contributo para o desenvolvimento das relações sino-sul-africanas e a causa do progresso humano".

Numa mensagem ao homólogo sul-africano, Jacob Zuma, Xi Jinping manifestou também as sinceras condolências do governo e do povo chineses à família de Mandela, disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

Saudando Mandela como "um estadista de renome mundial", Xi Jinping salientou que o falecido presidente "liderou o povo da África do Sul através de duras lutas até à vitória do movimento anti-apartheid" e "deu um histórico contributo para a criação e desenvolvimento da nova África do Sul".

Mandela, falecido quinta-feira à noite (madrugada de hoje em Pequim), visitou duas vezes a China, na década de 1990.

Mandela foi "um dos fundadores das relações China-África do Sul e um ativo promotor da amizade e cooperação bilateral", disse o presidente chinês.

Xi Jinping, 60 anos, é também secretário-geral do Partido Comunista Chinês, o cargo político mais importante da China.

Já o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, manifestou hoje profundo pesar pela morte de Nelson Mandela, realçando que o antigo presidente sul-africano era "muito respeitado em todo o mundo".

"Ficámos profundamente desgostosos por saber que Nelson Mandela morreu", disse Li Keqiang, no início de conversações com o homólogo francês, Jean-Marc Ayrault.

(03h23) Governo Timorense diz que humanidade sofreu uma grande perda

O chefe da diplomacia de Timor-Leste, José Luís Guterres, disse esta terça-feira que a morte de Nelson Mandela é uma "grande perda para toda a humanidade" e que o antigo Presidente sul-africano vai continuar a ser uma inspiração.

"É uma grande perda para toda a humanidade e acho que o exemplo de Mandela vai continuar a ser uma inspiração. Foi para as gerações passadas e vai continuar a ser para as gerações futuras", afirmou à agência Lusa José Luís Guterres.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Nelson Mandela foi o primeiro Presidente democraticamente eleito na África do Sul, mas "soube também retirar-se quando sentiu que era necessário dar às novas gerações oportunidade de seguir a luta do povo sul-africano".

"Timor-Leste está solidário com o povo sul-africano e com todo o mundo que neste momento presta homenagem a Nelson Mandela", disse.

Nas declarações à Lusa, José Luís Guterres recordou também a visita que Nelson Mandela fez ao atual primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, em 1997, quando se encontrava preso em Jacarta, Indonésia. "Esse encontro foi extremamente importante para a história da luta do nosso povo", disse.

O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, lembrou também hoje, em comunicado divulgado à imprensa, Nelson Mandela como um "lutador da liberdade" que libertou o mundo da servidão do apartheid.

"Nelson Mandela será para sempre recordado como um lutador pela liberdade que, dedicando a vida à libertação do povo sul-africano, libertou igualmente a humanidade da servidão do apartheid", refere em comunicado a Presidência timorense.

(00h41) Pelé diz que Madiba foi das pessoas mais influentes na sua vida

O antigo futebolista brasileiro Pelé afirmou que Nelson Mandela foi uma das pessoas mais influentes na sua vida, referindo que é preciso "continuar o seu legado".

"Estou muito triste. Nelson Mandela foi uma das pessoas mais influentes na minha vida. Ele foi meu herói, amigo, e também um companheiro para mim na nossa luta pelo povo e pela paz mundial", afirmou Pelé, na rede social twitter.

O antigo futebolista defendeu que todos devem continuar com o legado de Nelson Mandela "com propósito e paixão".

Steven Pienaar, futebolista internacional sul-africano que alinha nos ingleses do Everton, também lamentou a morte de Madiba. "Ainda não consigo acreditar que Madiba morreu. Deus abençoe a sua família", escreveu o futebolista.

(00h39) Merkel recorda líder sul-africano como "exemplo para o mundo inteiro"

A chanceler alemã, Angela Merkel, recordou Nelson Mandela como um "exemplo para o mundo inteiro" e recordou que os anos que passou na prisão não o fizeram desviar-se da mensagem pela reconciliação.

"Os muitos anos que passou na prisão não dobraram Nelson Mandela. Da sua mensagem pela reconciliação surgiu uma África do Sul nova e melhor", afirmou Merkel, num comunicado difundido pelo seu gabinete.

"O exemplo de Nelson Mandela e o seu legado político a favor da liberdade e da não-violência, assim como o seu repúdio por qualquer tipo de racismo ficarão como uma inspiração para o mundo inteiro e por muito tempo", acrescenta a chanceler alemã no comunicado.

(00h37) Óscar Arias destacou apego à paz de Mandela

O ex-presidente da Costa Rica e Prémio Nobel da Paz em 1987, recordou, quinta-feira, que a vida de Nelson Mandela foi um "milagre devido ao seu apego à paz e à sua luta contra a discriminação".

"Morreu Madiba. Tive a honra de conhece-lo, mas talvez tenha sido uma honra maior admirá-lo", disse Óscar Arias, num comentário colocado no seu perfil do Facebook.

Arias elogiou "a luta contra o apartheid", realizada por Mandela na África do Sul, e disse que "a luta contra o "apartheid" era uma causa para a qual ele estava preparado para morrer, mas ao invés disso ele viveu por ela".

(00h12) Keitumetse Matthews: Legado do líder sul-africano é ter "vivido pelo exemplo"

A embaixadora da África do Sul em Lisboa, Keitumetse Matthews, recordou hoje à agência Lusa "a completa compaixão" de Nelson Mandela, considerando que o legado do líder sul-africano é o facto de ter "vivido pelo exemplo".

Afirmando que há muitas memórias de Nelson Mandela e que "é difícil escolher só uma", Keitumetse Matthews, que está em Lisboa desde 2011, evocou "a sua completa compaixão, os seus sentimentos pelo outro, o seu espírito de reconciliação".

"Foi uma pessoa que viveu pelo exemplo, ele percebeu que podemos fazer erros, mas que crescemos e que, se queremos mudar o mundo, temos primeiro de nos mudarmos a nós próprios. É uma lição muito importante para passarmos aos nossos filhos", disse a diplomata.

Keitumetse Matthews, filha do antigo vice-ministro da Segurança Joe Matthews, que serviu no Governo de Nelson Mandela e histórico do Congresso Nacional Africano (ANC), disse ainda que a morte de Mandela é "uma tristeza horrível" para a sua família, uma vez que muitos familiares seus "foram parte da vida" do antigo Presidente sul-africano que hoje morreu.

A embaixadora agradeceu o facto de todo o mundo sentir a perda do líder sul-africano, que era "um pai" para toda a humanidade.

"Ele era um pai para todos nós, para o mundo inteiro. Agradecemos a forma como toda a gente se sente em relação ao nosso líder. Sentimo-nos privilegiados por recebermos esse amor e agradecemos muito", disse ainda a diplomata.

(00h03) Chefe da diplomacia europeia expressou a sua admiração

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, expressou a sua admiração pelo antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, hoje falecido, e assegurou que todos os democratas estão em divida para com ele.

"Nelson Mandela, mais do que ninguém, inspirou a minha geração e o nosso mundo. Hoje choramos a sua morte, mas também celebramos a sua vida", afirmou Ashton.

A alta representante da União Europeia recordou que Mandela "não só derrotou o 'apartheid'" como "mostrou às pessoas de todos os continente que a força moral da democracia podia vencer o poder estéril da tirania".

"Cada vez que me encontrei com ele, a sua força amável e a sua paixão confirmaram a minha convicção de que os democratas de todo o mundo têm para com ele uma grande e duradoura dívida", disse

(23h46) Bill Clinton lamenta morte de "campeão pela dignidade humana e pela liberdade"

O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton, que estava no poder quando Nelson Mandela assumiu a presidência, lamentou a morte de um "campeão pela dignidade humana e pela liberdade".

"Hoje o mundo perdeu um dos seus mais importantes líderes e um dos seus melhores seres humanos", referiu Clinton, em comunicado.

O ex-Presidente dos EUA acrescentou que "a História vai recordar Nelson Mandela como um campeão pela dignidade humana e pela liberdade, pela paz e pela reconciliação".

"Vivemos num mundo melhor graças à vida que Madiba viveu", vincou, acrescentando: "Hillary, Chelsea e eu perdemos um verdadeiro amigo".

(23h42) Blatter relembra "um dos maiores humanistas do seu tempo"

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, manifestou esta quinta-feira, no Brasil, a sua "profunda tristeza" com a morte do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, que classificou como "um dos maiores humanistas do seu tempo".

"É com uma profunda tristeza que digo adeus a uma personalidade extraordinária, provavelmente um dos maiores humanistas do seu tempo, e um amigo sincero", disse Blatter na Costa do Sauipe, onde sexta-feira terá lugar o sorteio do Mundial de futebol de 2014.

(23h40) Lech Walesa recorda "grande símbolo da luta contra o 'apartheid'"

O prémio Nobel da Paz Lech Walesa, chefe histórico do sindicato polaco Solidariedade, homenageou Nelson Mandela, que considerou "um grande símbolo da luta contra o apartheid e o racismo".

"Um grande homem morreu. Com o pastor Martin Luther King e o arcebispo Desmond Tutu, ele era um grande símbolo da luta contra o apartheid e o racismo, pela igualdade. Assim ficará na memória do mundo e na minha", disse Lech Walesa à agência AFP.

Nobel da Paz em 1983, Walesa recordou que graças a Mandela e ao ex-presidente Frederik Willem de Klerk, a África do Sul teve mudanças relativamente pacíficas e pôs fim às divisões entre as pessoas privilegiadas e as outras", sublinhou o antigo presidente polaco.

"Margaret Thatcher acaba de partir. Antes dela foi o papa João Paulo II e hoje Nelson Mandela. Cada um deles trabalhou para quebrar as divisões na Europa ou nas vidas dos povos. Mais um grande opositor das divisões do século XX morreu", lamentou Lech Walesa.

(23h31) Desmond Tutu: Madiba ensinou uma nação dividida a unir-se

O arcebispo emérito da África do Sul, Desmond Tutu, classificou o seu compatriota e Prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela, que faleceu esta quinta-feira, como um homem que ensinou uma Nação dividida a unir-se.

"Ao longo dos últimos 24 anos [depois da sua libertação], Madiba ensinou-nos a sermos unidos e a acreditar em nós mesmos e nos outros. Ele foi um unificador a partir do momento saiu da prisão", escreveu Tutu, também vencedor de um Prémio Nobel da Paz e outro herói da luta anti-apartheid, numa mensagem enviada aos órgãos de comunicação social.

(23h28) Dilma Rousseff : Exemplo vai "guiar os que lutam pela justiça e pela paz"

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que o exemplo de Nelson Mandela "vai guiar os que lutam pela justiça e pela paz", considerando que os brasileiros receberam "consternados" a notícia da morte do ex-presidente da África do Sul.

"Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea -- o fim do "apartheid" na África do Sul", lê-se numa nota de pesar assinada pela Presidente brasileira, Dilma Rousseff, publicada no portal do Governo do Brasil.

A governante brasileira destacou ainda "o combate" de Mandela que se "transformou em paradigma, não só para o continente africano, como para todos aqueles que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade" e que "o exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo".

(23h26) Van Rompuy: "Honremos a sua memória com o compromisso coletivo com a democracia"

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que se deve honrar a memória do antigo Presidente sul-africano e Prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, que faleceu esta quinta-feira, com um compromisso coletivo com a democracia.

Van Rompuy, numa mensagem deixada na rede social Twitter, definiu Mandela como "uma das maiores figuras políticas do nosso tempo". "Honremos a sua memória com o compromisso coletivo com a democracia", referiu o político.

(23h24) François Hollande homenageia resistente orgulho de toda a África

O Presidente francês, François Hollande, homenageou esta noite Nelson Mandela, em quem via "um resistente excecional" e "um combatente magnífico", como afirmou em comunicado.

Nelson Mandela foi "a incarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África", declarou Hollande.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, em Joanesburgo, foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

Líder da luta contra o "apartheid", Nelson Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.

(23h12) Diretora do FMI, Christine Lagarde, "profundamente entristecida"

A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, declarou-se "profundamente entristecida" pelo falecimento de Nelson Mandela, em comunicado divulgado pela instituição.

Lagarde expressou as suas condolências à família e ao povo da África do Sul, "cujas vidas e destino ele transformou através do seu serviço ao seu país".

No texto, Lagarde afirmou que "Mandela foi um líder corajoso e visionário que habilitou o seu país a confrontar o seu passado e inspirou o seu povo a resolver um extraordinário conjunto de desafios".

Termina com a consideração de que "o alcance [a dispersão] extraordinário [a] dos seus admiradores testemunha a sua profunda contribuição para tornar a África do Sul e o mundo um lugar melhor".

(22h53) Ban Ki-moon elogia "um gigante pela justiça"

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou hoje Nelson Mandela como "um gigante pela justiça" que inspirou movimentos de libertação no mundo inteiro.

"Muito no mundo inteiro foram influenciados pela sua luta altruísta pela dignidade, igualdade e liberdade humana. Ele tocou as nossas vidas de uma forma muito pessoal", disse Ban Ki-moon aos jornalistas, em tributo a Mandela, que faleceu hoje.

(22h45) Barack Obama: "Não poderia imaginar a minha vida sem o exemplo de Mandela"

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje "fazer tudo para seguir o exemplo" do ex-líder da África do Sul Nelson Mandela, classificando-o como "um homem corajoso e profundamente bom".

Numa declaração na Casa Branca, a propósito da morte de Nelson Mandela, anunciada na noite de quinta-feira, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos agradeceu ainda à família do primeiro chefe de Estado negro da África do Sul por o ter partilhado com o resto do mundo.

Mandela "sacrificou a sua liberdade em prol da liberdade dos outros", transformando a África do Sul e o mundo inteiro, declarou Obama. "Perdemos um ser humano influente, corajoso e profundamente bom", disse o presidente dos EUA.

(22h39) Laurent Fabius saúda "o gigante carismático que se vai"

O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, homenageou hoje Nelson Mandela, depois de saber da sua morte, saudando "o gigante carismático que se vai" e "o pai da África do Sul".

Em comunicado, Fabius afirmou: "Com Nelson Mandela desaparece o pai da África do Sul, o pilar do combate pela liberdade reconquistada e pela reconciliação". E termina a dizer: "Saúdo o gigante carismático que se vai".

(22h17) David Cameron: "Uma grande luz extinguiu-se do mundo"

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou hoje que se "extinguiu uma grande luz", referindo-se ao falecimento do antigo Presidente Nelson Mandela, e adiantou que a bandeira na sua residência oficial será colocada a meia-haste. "Uma grande luz extinguiu-se no mundo", escreveu Cameron na sua conta oficial na rede social Twitter.

"Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo. Ordenei que a bandeira no n.º 10 [de Downing Street] seja colocada a meia-haste", acrescentou.

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