Uma organização não-governamental timorense defendeu hoje um debate alargado sobre custos, benefícios e riscos, do desenvolvimento dos campos de Greater Sunrise, perante o risco de que a "adrenalina patriótica" ofusque o impacto da medida nas futuras gerações.
Charles Scheiner, da organização não-governamental timorense La'o Hamutuk referiu-se assim, em declarações à Lusa, ao anúncio de Timor-Leste ter chegado a acordo para comprar a participação de 30% da petrolífera ConocoPhillips no consórcio dos poços do Greater Sunrise.
"Ainda que muitos cidadãos sintam orgulho dos seus líderes políticos por persuadirem a Austrália e as petrolíferas a aceitar esta posição, esta questão tem consequências financeiras, económicas, ambientais e sociais que afetam as vidas das pessoas durante muitas gerações e que durarão mais e terão mais consequências do que um aumento temporário da adrenalina patriótica", afirmou.
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