Javali, ganso, faisão, ovas de pescada e de ouriço, guacamole ou cenoura, tudo serve para surpreender.
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Aqui ficam algumas sugestões fáceis de encontrar em qualquer supermercado para surpreender os amigos quando os convida lá a casa. Ah, e com exceção de um bloco de foie gras de ganso ( por 9,95 euros), apresentamos aqui soluções para petiscar muito em conta.
Além do mais, os patês e as terrinas são produtos com grande estabilidade, pelo que se não se consumir tudo de uma vez podemos guardá-los no frigorífico durante alguns dias.
Aqui teremos carnes mais comuns (caso do pato) como carnes difíceis de encontrar no mercado (faisão).
E para os amigos que não tocam em carne, há soluções feitas com ovas de pescada e de ouriço, que têm um sabor muito intenso.
E, ainda, se houver alguém que tenha aderido ao clube dos vegans, também temos uma proposta: pasta de cenoura com amêndoa.
Aqui e ali deixamos dicas sobre as melhores bebidas para cada um dos petiscos.
Estão mesmo a pedir uma cerveja leve
Se a pera abacate é uma oferta que deveríamos agradecer regularmente à natureza, quem se lembrou de criar uma pasta com este fruto (Ahuacati é o nome do fruto e ‘mole’ quer mesmo dizer molho) e coadjuvado por cebola roxa, coentros, tomate, malagueta, azeite e sumo de lima, também não merece poucos elogios.
É que se a receita-base tem os ingredientes acima referidos, na realidade tudo depende da imaginação de cada um, em particular no que diz respeito à intensidade picante.
Certo, certo é que serão sempre necessários uns chips necessariamente crocantes. E como estes costumam ter teores de sal consideráveis, o melhor é temperar pouco o guacamole, que assim o coração agradece.
Nas componentes líquidas, o ideal mesmo é uma cerveja. E de que tipo? Diríamos que uma leve e crepitante. Coisas pesadas e com muito corpo não nos parecem ajustáveis. Desequilibram. Custa 2,38 euros.
Agora para dar um toque mais fino
É certo que a ideia nestas páginas é sugerir uns petiscos para recebermos amigos sem gastarmos este mundo e o outro, mas, como há sempre um ou outro mais finório, cá está o inevitável fígado gordo, neste caso de ganso.
Em virtude do processo produtivo ser bastante oneroso, um foie gras nunca poderá ser barato. É a vida. Mas deu-se o caso de encontrarmos este por um preço mais ou menos em conta e, na realidade, de boa qualidade. Não é mousse de foie, é mesmo um bloco do fígado gordo do bicho. Pedaços aveludados que derretem com finura na boca.
Quanto à bebida de acompanhamento, pois, aqui estamos perante um daqueles casos em que a doutrina se divide mesmo. Há quem diga que o ideal é um vinho de colheita tardia (ou Sauternes, como se imagina) e há quem prefira um espumante (ou Champanhe, pronto).
Nós gostamos mais desta segunda via, porque as sagradas bolhinhas ácidas dão uma ajuda estratégica face à gordura do fígado.
De resto, o que mais há em Portugal são espumantes de grande qualidade a preços aproximados ao desta latinha de foie gras. Custa 9,95 euros.
Uma forma mais em conta para provar faisão
Quando é que temos oportunidade de comer faisão? Pois, quando gastamos uma fortuna nalguns restaurantes ou, numa melhor alternativa, quando temos uma amigo caçador com pontaria afinada. Assim, uma solução pode ser esta terrina de faisão com Armagnac, da marca Arnaud.
É claro que dentro deste frasco não está apenas faisão, porque a coisa ficaria financeiramente elevada, mas, ainda assim, tem sabor intenso. Com um copo de vinho do Porto branco fica impecável. Custa 2,25 euros.
Todo o sabor do mar fechado numa lata
Mas como os ouriços são de época (estão muito bons em março), a solução é socorrermo-nos de alguns produtos de conserva que os nossos amigos espanhóis (para vergonha nossa) apresentam. Este patê da Agromar só precisa de uma tosta pouco salgada e de um copo de Alvarinho (ou dois). Custa 4,99 euros.
Javali e vinho de Jerez fazem bom casamento
Em tempos mais recentes os javalis eram escassos. Agora que até se dão ao luxo de passear na baixa de Setúbal são uma praga (e nalguns casos com problemas sanitários melindrosos).
Ora, o patê de javali é uma forma segura de apreciar a carne deste porco selvagem, sendo que, neste caso, ela é trabalhada com o vinho de Jerez Pedro Ximenez - condimento indispensável num paté ou numa terrina.
É um paté suave e delicado, para quem não gosta de sabores fortes. Custa 1,35 euros.
Para os maluquinhos por ovas de pescada
As ovas da pescada e outros peixes têm fãs que nunca mais acabam, mas convinha que as nossas entidades oficiais dessem mais atenção a esta matéria, visto que o peixe anda escasso.
No caso da pescada, tudo leva a crer que o stock está em boas condições, de maneira que não devemos ter problemas de consciência em papar este patê.
Aqui, e como é delicado, uma tosta mais espevitada fará algum sentido. Isso e um vinho branco feito com a casta Fernão Pires (Maroa Gomes na Bairrada). Custa 1,80 euros.
Neste caso o vinho é nosso - é do Porto
O pato é daqueles bichos que têm aficionados e detratores. Uns apreciam os sabores fortes da ave, outros acham que a sua textura é demasiado rija. Opiniões.
Aqui estamos perante uma mousse que se espalha muito finamente numa tosta de um pão de trigo feito com fermento de massa mãe (pão, portanto).
O facto de ser preparado com vinho do Porto também lhe dá uma textura mais aveludada. Irá bem com um tinto alentejano jovem. A 1,60 euros.
E agora algo bastante diferente - e doce
Quando falamos de patês ou terrinas o nosso cérebro leva-nos sempre para coisas salgadas, mas a a verdade é que o conceito também se pode aplicar a sabores doces.
A Quinta do Arneiro, que é uma referência na agricultura biológica, tem uma equipa de cozinha prendada e muito criativa.
Ora, alguém lembrou-se da ideia de juntar cenoura e amêndoa em pasta. Nada mal. Tanto dá como entrada como sobremesa, com um vinho generoso ou um chá preto de qualidade. Custa 4 euros.
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