Concelho tem uma igreja cujo projeto é do arquiteto Nicolau Nasoni. Templo foi inaugurado em 1762.
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Apesar de ser um concelho recente, e de nunca ter usufruído de autonomia administrativa até 19 de Novembro de 1998 (antes pertencia a Santo Tirso), o percurso histórico da Trofa é longo e anterior à própria constituição da nacionalidade.
O povoamento de todo este território, atualmente conhecido como concelho da Trofa, remonta a milhares de anos. Prova disso são os 34 machados de bronze encontrados em S. Martinho de Bougado. Este povoado fortificado veio a adquirir grande importância quando, depois de conquistada a Península Ibérica, a administração romana decidiu construir aquele que se manteve até hoje como um dos eixos estruturantes do território da Trofa – a estrada que liga o Porto a Braga (Cale a Bracara Augusta).
Localizada num vasto território, da serra da Agrela e do rio Leça ao rio Ave, esta ampla terra, fértil em recursos naturais, foi sendo, ao longo de mais de 160 anos, administrativamente dividida entre os concelhos da Maia, de Vila do Conde, de Santo Tirso e, finalmente, da Trofa.
Quem se deslocar ao concelho não pode deixar de visitar meia dúzia de pontos de paragem obrigatória. É caso disso o Castro de Alvarelhos. Monumento Nacional desde 1910, localiza-se na União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões, na serra de Santa Eufémia. Encontra-se salvaguardado por uma zona especial de proteção, com cerca de 130 hectares, que ultrapassa os limites do concelho da Trofa e se estende para a freguesia de Guilhabreu, concelho de Vila do Conde. Tal perímetro traduz a dimensão desta estação arqueológica, colocando-o entre os maiores do noroeste peninsular. Teve várias épocas de ocupação, desde os finais da Idade do Bronze à Idade Média e delas guarda vestígios materiais e arquitetónicos.
Além do parque de Nossa Senhora das Dores, no centro da Trofa, do Cruzeiro de S. Martinho ou do marco evocativo da passagem das tropas, outro dos locais de interesse é a igreja matriz de Santiago de Bougado, inaugurada em 1762. O projeto da igreja é de Nicolau Nasoni, arquiteto italiano responsável pela Torre dos Clérigos que conquistara as entidades civis e religiosas portuenses. Por impulso de D. Diogo Mourato, personalidade de cultura artística, viu ser-lhe encomendada a obra de edificação da nova igreja.
Jardim conta com 435 esteios e um tronco de castanheiro
O jardim alberto carneiro é outro dos pontos de atração do concelho. Este jardim é composto por 435 esteios de granito e um tronco de castanheiro. O terreno em que se insere, em S. Mamede do Coronado, tem cerca de dois mil metros quadrados.
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