Contra agravamento das condições de trabalho.
Os pilotos da TAP cumprem este sábado um dia de greve contra o agravamento das condições de trabalho e para obrigar o acionista Estado a receber os sindicatos para se discutir a situação da empresa.
A greve teve início às 00h00 e prolonga-se até às 23h59.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), cujo presidente, Jaime Prieto, disse à Lusa que "não restava outra opção" para evitar outro verão "vergonhoso", numa alusão ao cancelamento de muitos voos da companhia.
"Quero deixar claro que estamos a fazer isto [greve] por uma TAP sólida e lamentamos afetar os nossos passageiros, mas compreendam que em função do que tem vindo a acontecer, não nos restava outra opção", afirmou Jaime Prieto.
A TAP já cancelou 36 voos previstos para este sábado, na sequência da reprogramação das viagens de cerca de 27 mil passageiros, dos cerca de 42 mil que, em média, viajam diariamente na companhia.
Os pilotos terão de cumprir os serviços mínimos (CES).
A transportadora aérea deverá assegurar metade da operação, considerados os voos abrangidos pelos serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, os voos realizados pela Portugália (PGA) e a operação de aviões fretados a outras companhias (com a respetiva tripulação).
Os serviços mínimos implicam a realização dos voos de regresso a Portugal (Continente ou regiões autónomas) e de 11 ligações a países lusófonos ou com grandes comunidades emigrantes.
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