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Internamentos sociais sobem 20% num ano

Falta de vagas na rede de cuidados continuados e nos lares motivam mais casos de internamentos inapropriados nos hospitais. Custam mais de 350 milhões de euros ao Estado. Em março, havia 2807 pessoas nesta situação.

23 de abril de 2026 às 01:30

Entre março de 2025 e março deste ano, o número de camas ocupadas por internamentos sociais nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 20%. Ao todo, há 2807 doentes nesta situação (mais 465 do que há um ano). Os dados da 10.ª Edição do Barómetro dos Internamentos Sociais, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), revelam que os internamentos inapropriados (quando um doente fica no hospital após alta clínica e não existe um motivo de saúde para justificar a permanência em ambiente hospitalar) representam quase 14% da população internada em hospitais públicos. Isto representa, para os cofres do Estado, um custo superior a 350 milhões de euros (mais 63 milhões do que no anterior barómetro).

Os serviços do SNS registaram, num ano, 439 871 dias de internamentos inapropriados. Este número representa a soma de todos os utentes, sendo a média de 157 dias por cada um. Só nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte estão 85% dos internamentos inapropriados a nível nacional. A falta de resposta na Rede Nacional de Cuidados Continuados (RNCCI) foi responsável por 45% dos internamentos inapropriados, seguindo-se a falta de vagas em estruturas residenciais para idosos. Entre outras causas, as situações sociais e familiares complexas também têm peso.

Xavier Barreto, presidente da APAH, considera que “os internamentos sociais continuam a pressionar de forma considerável a capacidade de resposta do SNS, com impacto direto na eficiência dos serviços e no acesso aos cuidados”. O responsável acrescenta ainda: “É fundamental apostar no reforço da capacidade instalada fora do hospital e uma agilização dos processos legais, em particular no que toca ao Regime do Maior Acompanhado, que continua a constituir um bloqueio à alta. O investimento no apoio domiciliário e nos cuidadores deve também ser encarado como uma prioridade estrutural.”

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