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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

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Relógios inteligentes e correção digital ameaçam exames nacionais

Novas tecnologias aumentam risco de batota nos exames, com as escolas ainda sem recursos para combater eventuais fraudes. Estreia da correção digital das provas também preocupa diretores.

16 de junho de 2026 às 01:30

A primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário arranca esta terça-feira com a prova de português, a mais concorrida e para a qual estão inscritos 81 225 alunos. No total há 166 339 estudantes inscritos, havendo 93 596 que concorrem ao ensino superior. Este ano os diretores estão especialmente preocupados com as novas formas que permitem copiar e para as quais não têm solução. “Há relógios inteligentes, óculos onde se pode visualizar as respostas, uma espécie de brinco em que ouvem as respostas, uma série de novas tecnologias que as escolas não estão preparadas para detetar”, afirmou ao CM Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep). “Em termos de vigilância, usamos métodos arcaicos do século passado e isto pode dar origem a fraudes. Se forem detetadas, o aluno é penalizado e o teste anulado, se não forem há uma vantagem ilegítima do alunos que usaram esse recurso”.

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