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Presidente da FIFA diz que serão tomadas medidas no escândalo de doping russo

Autoridades russas admitiram doping a larga escala.

28 de dezembro de 2016 às 15:37

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse esta quarta-feira que serão aplicadas "as ações e sanções necessárias" se o escândalo de doping da Rússia afetar o futebol daquele país.

"Se alguma coisa tiver acontecido no que toca a casos de doping no futebol e que foram encobertos e que foram agora revelados, então, tanto a FIFA como a UEFA, dependendo de qual a competência nesses casos particulares, vão aplicar as medidas e sanções necessárias", explicou o dirigente italiano do organismo de cúpula do futebol mundial.

Em causa está o relatório McLaren, cuja segunda parte foi publicada a 09 de dezembro, em que o investigador Richard McLaren encontrou "fortes provas de doping institucionalizado" na Rússia, que envolveram mais de 1.000 atletas de 30 modalidades, no período compreendido entre 2011 e 2015.

Entre as investigações em curso estão inquéritos a vários futebolistas russos com testes de doping suspeitos que foram encobertos, depois de a Agência Mundial Antidopagem (AMA) revelar cinco amostras suspeitas nas equipas masculinas russas de sub-17 e sub-21 em 2013 e 2014.

O então ministro do Desporto russo, Vitaly Mutko, foi acusado de omitir um resultado positivo por doping de um atleta da liga russa, sendo que o dirigente pertence atualmente ao corpo diretivo da FIFA.

Ainda assim, as suspeitas não abalam a confiança de Infantino, que diz estar a "trabalhar em conjunto" com o ex-ministro russo no organismo.

A diretora-geral da agência antidoping da Rússia, Anna Antseliovich, admitiu na terça-feira ter existido um sistema generalizado de "larga escala" no país, mas negou qualquer envolvimento das autoridades estatais.

Em entrevista ao diário norte-americano New York Times, Anna Antseliovich falou de uma "conspiração institucional", mas negou a tese de que a rede de dopagem entre os atletas de elite tenha sido patrocinada pelo Estado.

Infantino reafirma vontade de alargar Mundial

O presidente da FIFA reafirmou ainda a vontade de alargar a fase final do Mundial de futebol de 32 para 48 seleções, mas manifestou-se disponível para debater a proposta e assinalou que não agirá como um ditador.

"Acredito firmemente nesta proposta, mas não sou ditador. As associações já se mostraram esmagadoramente a favor da proposta, ainda que seja necessário discuti-la mais", disse Gianni Infantino.

Infantino pretende que o formato da fase final do Campeonato do Mundo seja composto por 16 grupos de três seleções cada, num total de 48, pretendendo adotar o novo modelo competitivo a partir da edição de 2026.

O dirigente ítalo-suíço vai submeter a proposta de alteração na próxima reunião do órgão de cúpula da FIFA, cujos membros serão notificados por carta das intenções de Infantino, marcada para 9 e 10 de janeiro, em Zurique (Suíça).

Infantino deseja ainda que o Mundial seja organizado por vários países, o que permitirá repartir os custos e evitará a construção de estádios que ficam praticamente abandonados após a realização deste tipo de torneios.

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