Empresas de pronto-socorro sentem que foram excluídas pelo Governo na atribuição de apoios para fazer frente à escalada de preços dos combustíveis. Mais de três mil viaturas podem ficar paradas nas autoestradas.
As empresas de pronto-socorro ameaçam recusar prestar serviços de reboque durante o fim de semana da Páscoa, em todo o País, depois de terem sido excluídas pelo Governo dos apoios para o combustível, atribuído a outras empresas de transporte.
O protesto está previsto acontecer entre sexta-feira e domingo, numa altura em que o trânsito nas autoestradas deverá ser bastante intenso.
Mas se acontecer algum azar, as viaturas podem vir a ficar bloqueadas na via.
As empresas de pronto-socorro sentem que foram ignoradas na atribuição de apoios para fazer frente à escalada de preços do combustível.
"A subida de mais de 40 cêntimos no preço dos combustíveis, nas últimas três semanas, afeta 30% da componente de custos destas empresas. É uma parte essencial e, portanto, quanto menos quilómetros fizerem neste momento, menos dinheiro perdem", referiu ao CM Rodrigo Ferreira da Silva, presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel (ANRA), que defende que é "essencial é que exista um apoio extraordinário a estas empresas, como já aconteceu no passado".
O CM sabe que a Associação Nacional do Ramo Automóvel já alertou os ministros da Economia e das Infraestruturas e alguns grupos parlamentares na Assembleia da República, mas ainda não obteve nenhuma resposta.
Sem apoios, podem vir a ficar parados nas autoestradas e vias rápidas mais de três mil viaturas
"Se não estiver garantido esses apoios não vão ser prestados esses serviços mais longos nas autoestradas e vias rápidas durante o fim de semana da Páscoa. O que calculamos é que haverá mais de 3000 carros parados nas bermas das autoestradas e das vias rápidas, sem acesso a um serviço de pronto-socorro", lamenta Rodrigo Ferreira da Silva.
Caso esse apoio não seja garantido, os reboques começam a recusar serviços a partir das 00h00 de sexta-feira.
O protesto está previsto durar até domingo, mas até pode vir a prolongar-se mais dias caso não seja encontrada uma solução para o problema das empresas de pronto-socorro.
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