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Tetraplégico em protesto em gaiola junto ao parlamento abandona protesto

Eduardo Jorge suspendeu a iniciativa depois da visita do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Lusa 3 de Dezembro de 2018 às 12:19
Tetraplégico em protesto em gaiola junto ao parlamento reúne-se terça-feira com o Governo
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico em protesto em gaiola junto ao parlamento reúne-se terça-feira com o Governo
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico em protesto em gaiola junto ao parlamento reúne-se terça-feira com o Governo
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento
Tetraplégico protesta em gaiola junto ao parlamento

O tetraplégico que esteve em protesto no fim de semana à porta do parlamento suspendeu a iniciativa no domingo à noite e vai reunir-se na terça-feira com o Governo para tentar encontrar uma solução para o problema.

Em declarações à agência Lusa, Eduardo Jorge explicou que foi visitado ao final do dia de domingo pelo Presidente da República (PR), Marcelo Rebelo de Sousa, e pela secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, a quem explicou os motivos do protesto e pediu alterações na legislação para que os problemas detetados fossem resolvidos.

"O Presidente apareceu e disse que estava ali para me ouvir e eu expliquei que tinha também convidado a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência (...). Entretanto, ela chegou, dirigiram-se a mim e eu expliquei aquilo que eram as minhas maiores preocupações, que é a demora da implementação deste projeto de vida independente e o facto de não haver a transição que sempre propusemos para que nós, pessoas institucionalizadas, pudéssemos da melhor maneira optar pela vida independente", explicou à Lusa Eduardo Jorge.

Eduardo Jorge diz que desmobilizou "graças ao PR", que, com a secretária de Estado presente, disse que era preciso "conversar e [ver] se não se poderia alterar o decreto-lei ou fazer uma adenda". "Aí, então, marcou-se esta reunião", sublinhou.

Apontou ainda a dificuldade que têm as pessoas na sua condição, que estão em lares/ERPI (Estrutura Residencial para Idosos), em poder optar por continuar lá, mas, ao contrario do que a lei define, não terem assistência 24 horas/dia no exterior.

"Se eu à noite sair do trabalho, ou da instituição, em posso querer ir para minha casa, ou até, por exemplo, durante um periodo de férias, mas o lar não nos dá esse apoio fora", explicou, apontando igualmente as verbas disponibilizadas para este tipo de apoios.

"Estou inscrito num Centro de Apoio à Vida Independente [CAVI] no distrito de santarém e a grande preocupação é: se houve 1,4 milhões para cada CAVI, uma vez que eles têm outras valências - lares, apoio domiciliário, centros de apoio ocupacional - e têm vários utentes, vão querer disponibilizar a resposta ao maior número possível de utentes (...) e as verbas não vão chegar", afirmou.

Para Eduardo Jorge, todos os que estão em condições idênticas à sua, que por lei teriam direito a até 24h/dia de apoio, não o vão poder ter porque as verbas serão insuficientes.

"Conheço pelo menos quatro CAVI na minha zona que se candidataram a apoio 24h/dia e o dinheiro não vai chegar e, claro, vão ter de optar por um ou dois", lamentou.

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