Todos os seres humanos têm hemorroidas, internas e externas, mas nem sempre estão saudáveis. Há sinais de alerta a que deve estar atento.
"Estás com hemorroidas?": talvez já lhe tenha sido feita esta pergunta, depois de comentar com um familiar ou amigo que numa ida à casa de banho sentiu uma espécie de 'bola' fora do canal anal, ardor, comichão e, em casos mais extremos, sangramento. Embora comum, merece atenção. Todos os seres humanos têm hemorroidas, internas e externas, pelo que, quando se verificam estes episódios e sintomas pode significar que as hemorroidas estão doentes e que precisa de ajuda médica para tratar a doença hemorroidária.
Segundo o médico especialista David Aparício, "as hemorroidas fazem parte da fisiologia do canal anal e são, no fundo, uns saquinhos de tecido da zona do ânus que têm uma artéria e algumas veias a retirar o sangue e que são importantes para o controlo dos gases". Quando as hemorroidas ficam doentes existe "um prolapso - um aumento de um ou de vários sacos" que podem chegar a sair do canal anal.
Causas
Embora não exista uma razão única que leve ao adoecimento das hemorroidas, hábitos de vida pouco saudáveis - uma alimentação desequilibrada e a pouca prática de exercício físico - fatores genéticos, obstipação e problemas de obesidade são algumas das causas mais comuns. Além destas, importa destacar outra que pode achar inofensiva, mas não é. Usar a sanita como uma espécie de banco ou cadeira, quando sente vontade de ir à casa de banho, para ler uma revista ou simplesmente fazer scroll no tablet ou telemóvel pode deixar de ser prazeroso e provocar mau estar. Em todas as situações identificadas, há uma maior pressão intra-abdominal, o que aumenta a "pressão venosa ao nível da zona do ânus" e pode motivar a doença hemorroidária. Os problemas com hemorroidas surgem em qualquer faixa etária, apesar de serem mais frequentes em fase adulta.
Ainda que o sangramento seja um dos sinais de alerta mais frequente, nem sempre tem de existir sangue quando as hemorroidas estão doentes. "Existem outras doenças na zona do ânus, no recto e no intestino grosso que podem levar ao sangramento", afirma o médico de cirurgia geral David Aparício. Da mesma forma que a sensação de ter uma 'bola' na zona do ânus não tem de significar obrigatoriamente que exista uma doença oncológica. Esta sensação de uma 'massa' fora do canal anal pode corresponder ao prolapso das hemorroidas.
Diagnóstico
Havendo a mínima suspeita de que poderá ter algum problema com as hemorroidas, o especialista David Aparício alerta para a importância de procurar ajuda médica e deixar a vergonha de lado: "A doença hemorroidária ainda é um estigma da sociedade. Muito facilmente entram doentes na consulta a dizer que estão com vergonha de vir aqui. Do ponto de vista prático, muitas vezes as pessoas recorrem à farmácia na perspetiva de que sabem que na farmácia não vão ser observados".
Para fazer o diagnóstico correto da doença hemorroidária, é fundamental que um especialista observe o utente e o submeta a um exame objetivo.
Tratamento
O tratamento para este problema de sáude é diverso e pode ser adaptado especificamente a cada doente. Entre as opções possíveis de tratamento encontram-se os comprimidos, "que no caso são os bioflavonoides, concretamente o Daflon", os tratamentos instrumentais como, por exemplo, as "laqueações elásticas" e os cirúrgicos, esclarece o médico.
O diagnóstico é desde já importante para perceber quais são as hemorroidas que estão doentes, as internas ou externas. Enquanto as hemorroidas externas se encontram sempre fora do ânus, as internas estão dentro do canal anal mas, em caso de doença, podem sair. Ao Correio da Manhã, David Aparício explica que o grau de gravidade das hemorroidas externas é "sempre mais ou menos o mesmo", no entanto, o das internas varia "de 1 a 4”. É importante ter em consideração que o grau de dor, não tem de estar diretamente relacionado com o grau de gravidade da doença hemorroidária.
David Aparício aconselha a ter hábitos de vida saudáveis, "praticar desporto e evitar o sedentarismo", assim como "comer adequadamente uma boa carga de fibras e beber muita água, na perspetiva de tornar as fezes consistentes, menos duras e não potenciar fenómenos de obstipação". O especialista acrescenta ainda: "a pessoa só deve ir à sanita literalmente para fazer as suas necessidades".
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