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Mais 15 agentes da PSP e um segurança de discoteca detidos no caso de alegada tortura na esquadra do Rato

Ministro da Administração Interna já tinha anunciado que as autoridades têm esta terça-feira em curso novas diligências de investigação.

Atualizado a 05 de maio de 2026 às 14:49
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Mais 15 agentes da PSP e um segurança de discoteca detidos no caso de alegada tortura na esquadra do Rato

Mais 15 agentes da PSP, um deles é um chefe, e um segurança de uma discoteca, foram detidos esta terça-feira por suspeita de envolvimento no caso da alegada tortura de detidos na esquadra do Rato. Esta é a terceira vaga de detenções do processo. Até ao final do dia pode haver mais.

O ministro da Administração Interna já tinha anunciado que as autoridades têm esta terça-feira em curso novas diligências de investigação.

"Hoje estão a decorrer novas diligências e poderá haver novas detenções no final do dia de acordo com a prova que vier a ser carreada", revelou Luís Neves, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidades Especial de Polícia (UEP) da PSP, em Belas, Sintra.

O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.

Sem deixar de lembrar que há que "ter em conta a presunção de inocência", o ministro com a tutela da PSP reiterou que "os comportamentos desviantes não são a prática habitual" na força policial e sublinhou que foi esta que denunciou o caso, estando a prestar "apoio e suporte total ao Ministério Público na investigação".

Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.

Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

O caso deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.

Publicada originalmente a 05 de maio de 2026 às 13:12

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