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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

Madrasta sem memória de assassinar Lara

Eulália Silva chorou, gritou e quase desmaiou quando percebeu que ia ficar em prisão preventiva. No meio de falhas de memória e de ataques de pânico relatou um quadro de maus-tratos. Está indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

20 de junho de 2026 às 01:30

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Lara foi morta pela madrasta
Lara foi morta pela madrasta Direitos reservados
Eulália Silva à saída do tribunal
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Chora e diz que não se lembra. Não se lembra de matar Lara, a menina de oito anos. Lembra-se apenas de levar a enteada para a serra, mas não sabe o que aconteceu depois. “Depois caiu, morreu e eu entrei em pânico. Fugi”, contou esta sexta-feira Eulália Silva, de 48 anos, à juíza de instrução do Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. A menina terá sido asfixiada quarta-feira, dia em que desapareceu de casa, em Celeirós, Valpaços, e o corpo deixado na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar.

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