O facto de Rui Costa ter o nome na ‘lista negra’ do Banco de Portugal mete em causa questões de idoneidade.
A situação de incumprimento de Rui Costa, registada na ‘lista negra’ do Banco de Portugal, por via das dívidas da empresa 10 Invest (da qual é acionista e avalista) é prejudicial à SAD do Benfica. Isto porque compromete a idoneidade do líder do clube da Luz. A CMVM, questionada pelo Observador sobre a matéria, diz não ter competências para fazer essa avaliação. Mas o penalista Paulo Saragoça da Matta, em declarações ao mesmo órgão de informação, garante que tem de haver esse escrutínio por parte do órgão regulador, sob risco de se cair num ‘vazio legislativo’.
A empresa de investimentos imobiliários de Rui Costa tem encargos vencidos superiores a 660 mil euros (juros de mora e encargos), decorrentes da aquisição de cinco lotes de terreno para construção na Serra de Carnaxide. Em termos globais, a empresa de Rui Costa deve 15 milhões de euros ao Montepio Geral. Este incumprimento coloca dificuldades a Rui Costa para aceder a crédito em instituições financeiras. E isso prejudica, naturalmente, a SAD do Benfica, pois colocam-se aqui questões de idoneidade do seu presidente. Já o advogado Miguel Pereira Coutinho (também citado pelo Observador), refere que a ausência de competências por parte da CMVM não pode ser desculpa para que a SAD do Benfica se escuse a fazer essa avaliação internamente.
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