Comissão coordenadora das comissões de trabalhadores critica anúncio de greve.
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A comissão coordenadora das comissões de trabalhadores do parque industrial de Palmela, que conta com quase duas dezenas de empresas fornecedoras da fábrica Autoeuropa, insurgiu-se esta quinta-feira contra o que considera ser o protagonismo de sindicatos.
Em causa está a manutenção do pré-aviso de greve para 30 de agosto por parte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (Sitesul), que esteve reunido quarta-feira com a administração da empresa do grupo Volkswagen, após o "chumbo" da esmagadora maioria dos trabalhadores do pré-acordo para aumentar horários e turnos com vista à produção de um novo modelo de carro em 2018.
A atual comissão de trabalhadores da Autoeuropa demitiu-se terça-feira na sequência do escrutínio da semana anterior e vai reunir-se para eleger uma comissão eleitoral em 28 de agosto a fim de garantir o processo eleitoral previsto nos estatutos, enquanto o Sitesul convocou uma reunião plenária de trabalhadores para o mesmo dia.
"Os sindicatos sempre estiveram numa posição de segundo plano em relação às comissões de trabalhadores, neste complexo industrial, e a partir do momento em que têm uma oportunidade para ganhar protagonismo o que é colocado ao serviço dos Trabalhadores? Greve! Apelamos a, mais do que esmiuçar divergências, que se esclareçam os trabalhadores e não se confundam. Está muito em causa, mais do que interesses financeiros", lê-se em comunicado.
O referido pré-acordo, negociado entre a comissão de trabalhadores e a administração da fábrica para um dia extra de trabalho (sábados), mediante compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação, só contou com 23,4% de votos favoráveis num universo de 3.472 votantes.
"Estamos disponíveis para apoiar qualquer solução que sirva os interesses dos trabalhadores, mas não estamos disponíveis para alimentar o extremar de posições, que podem representar mais do que servir os interesses dos trabalhadores. Não tem sido para isso que temos desenvolvido o nosso trabalho que, como sabem, na história da indústria automóvel em Portugal serviram para criar deslocalizações, desemprego e crise social", acrescenta a comissão coordenadora das comissões de trabalhadores do parque industrial de Palmela.
O grupo Volkswagen tem justificado a necessidade dos novos horários com a produção de 200 mil unidades do novo modelo "T-Roc", quase triplicando a produção atingida em 2016, o que significa ainda a contratação de "cerca de 2.000 colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de produção".
O entendimento atingido na quinta-feira e rejeitado na sexta tinha já sido aprovado por maioria na comissão de trabalhadores, mas com votos contra dos sindicatos afetos à CGTP, designadamente dos representantes do Sitesul e da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal).A comissão coordenadora das comissões de trabalhadores do parque industrial de Palmela, que conta com quase duas dezenas de empresas fornecedoras da fábrica Autoeuropa, insurgiu-se hoje contra o que considera ser o protagonismo de sindicatos.
Em causa está a manutenção do pré-aviso de greve para 30 de agosto por parte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (Sitesul), que esteve reunido quarta-feira com a administração da empresa do grupo Volkswagen, após o "chumbo" da esmagadora maioria dos trabalhadores do pré-acordo para aumentar horários e turnos com vista à produção de um novo modelo de carro em 2018.
A atual comissão de trabalhadores da Autoeuropa demitiu-se terça-feira na sequência do escrutínio da semana anterior e vai reunir-se para eleger uma comissão eleitoral em 28 de agosto a fim de garantir o processo eleitoral previsto nos estatutos, enquanto o Sitesul convocou uma reunião plenária de trabalhadores para o mesmo dia.
"Os sindicatos sempre estiveram numa posição de segundo plano em relação às comissões de trabalhadores, neste complexo industrial, e a partir do momento em que têm uma oportunidade para ganhar protagonismo o que é colocado ao serviço dos Trabalhadores? Greve! Apelamos a, mais do que esmiuçar divergências, que se esclareçam os trabalhadores e não se confundam. Está muito em causa, mais do que interesses financeiros", lê-se em comunicado.
O referido pré-acordo, negociado entre a comissão de trabalhadores e a administração da fábrica para um dia extra de trabalho (sábados), mediante compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação, só contou com 23,4% de votos favoráveis num universo de 3.472 votantes.
"Estamos disponíveis para apoiar qualquer solução que sirva os interesses dos trabalhadores, mas não estamos disponíveis para alimentar o extremar de posições, que podem representar mais do que servir os interesses dos trabalhadores. Não tem sido para isso que temos desenvolvido o nosso trabalho que, como sabem, na história da indústria automóvel em Portugal serviram para criar deslocalizações, desemprego e crise social", acrescenta a comissão coordenadora das comissões de trabalhadores do parque industrial de Palmela.
O grupo Volkswagen tem justificado a necessidade dos novos horários com a produção de 200 mil unidades do novo modelo "T-Roc", quase triplicando a produção atingida em 2016, o que significa ainda a contratação de "cerca de 2.000 colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de produção".
O entendimento atingido na quinta-feira e rejeitado na sexta tinha já sido aprovado por maioria na comissão de trabalhadores, mas com votos contra dos sindicatos afetos à CGTP, designadamente dos representantes do Sitesul e da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal).
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