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Correio da Manhã

Economia
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Fiequimetal saúda rejeição de acordo por trabalhadores da Autoeuropa e quer nova solução

Volkswagen tem justificado a necessidade dos novos horários com a produção do novo modelo T-Roc.
29 de Julho de 2017 às 18:57
Trabalhadores da Autoeuropa marcam greve
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
Autoeuropa
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
Trabalhadores da Autoeuropa marcam greve
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
Autoeuropa
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
Trabalhadores da Autoeuropa marcam greve
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
Autoeuropa
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A fábrica da Autoeuropa, em Palmela
A federação intersindical Fiequimetal saudou este sábado os trabalhadores da Autoeuropa que rejeitaram o pré-acordo alcançado pela Comissão de Trabalhadores para novos horários por turnos e mostrou-se disponível para encontrar uma nova solução com a empresa.

"A Fiequimetal e o SITE Sul saúdam os trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa, que ontem [sexta-feira] rejeitaram uma nova versão do agravamento dos horários de trabalho, objetivo que está a ser perseguido pela administração da empresa, a pretexto do previsto aumento do volume de produção", lê-se na informação divulgada no portal na Internet da federação sindical ligada à CGTP.

Na sexta-feira à noite, 74,8% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram o pré-acordo alcançado entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa para a implementação dos novos horários por turnos mediante uma compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação, tendo contado apenas com 23,4% de votos favoráveis num universo de 3.472 votantes.

Segundo a Fiequimetal e o SITE, esta votação mostra que "os trabalhadores da Autoeuropa sabem claramente o que querem", que "têm direito a descanso aos fins-de-semana, têm direito a melhor qualidade de vida, têm a preocupação de preservar a saúde".

"A Fiequimetal e o SITE Sul reafirmam que continuam disponíveis para encontrar uma solução que sirva os interesses dos trabalhadores, que são o verdadeiro motor da Autoeuropa", lê-se na informação hoje divulgada.

A federação sindical apela, por fim, a que os trabalhadores "não cedam a chantagens, venham elas de onde vierem, e se mantenham unidos e firmes nesta luta".

O grupo Volkswagen tem justificado a necessidade dos novos horários com a produção de 200 mil unidades do novo modelo T-Roc na fábrica de Palmela.

"A Volkswagen investiu aqui muito dinheiro. A fábrica [de Palmela] foi transformada para que possam cumprir o programa de produção exigido. Isso só será possível com um modelo de turnos contínuos. Para tal a produção aos sábados é inevitável", disse esta semana Jürgen Haase, responsável pelos Recursos Humanos e Produção da Marca Volkswagen, em carta aos trabalhadores da Autoeuropa.

O pré-acordo entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da Autoeuropa sobre os novos horários por turnos foi conseguido na quinta-feira.

O pré-acordo, segundo disse à Lusa fonte da empresa, foi aprovado por maioria na Comissão de Trabalhadores, mas com votos contra dos sindicatos afetos à CGTP, designadamente dos representantes do SITESUL, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, e da Fequimetal, Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas.

Após a rejeição do pré-acordo pela maioria dos trabalhadores, esta sexta-feira, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, Fernando Sequeira, disse à Lusa que os "horários são legais e deverão ser aplicados pela empresa, apesar desta votação".
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