Portugal é a economia mais exposta a catástrofes naturais
O líder da seguradora italiana em Portugal explica que foram reportados mais de 30 mil sinistros, mil dos quais complexos, que exigem uma peritagem. Em 80% dos casos, o relatório de danos, ou seja, desde a participação até à peritagem, foi feito em menos de 15 dias
“Portugal é a economia europeia que mais está exposta a catástrofes naturais, porque a parte do PIB que pode desaparecer por catástrofes naturais é a mais elevada na Europa e é um dos dez países com maior exposição”, referiu o CEO da Generali Tranquilidade, Pedro Carvalho, no programa Economia Sem Fronteiras, do canal Now. Por isso, considera uma imprudência nacional não haver mecanismos de proteção, como existem noutros países europeus, que se revestem de diversas fórmulas. Na sua opinião, “o que não pode voltar a acontecer é Portugal estar sem qualquer tipo de proteção e totalmente dependente do Orçamento do Estado. Além disso, o próprio Estado tem muita dificuldade em avaliar os danos de quem não tem seguro”.
Um exemplo do impacto das catástrofes naturais foram as recentes tempestades, nomeadamente a Kristin, que foi “a mais violenta, cortou comunicações, e julgo que em todo o país houve alguma demora no entendimento do que é que tinha de facto acontecido no terreno”, afirma Pedro Carvalho. Relembra que a rede de mediadores da Generali Tranquilidade está muito presente naqueles 60 concelhos e, como tinham ligações através de meios de telecomunicações alternativos, como a Starlink, rapidamente enviaram peritos para o terreno e tomaram medidas concretas, “junto das nossas delegações, para que as pessoas, mediante a apresentação de algumas fotografias e de alguns dados pessoais, não tivessem de apresentar a caderneta predial, etc. Dispensámos muita burocracia, começámos imediatamente a fazer pagamentos na hora para casos menos complexos”, refere Pedro Carvalho.
Portugal é a economia europeia que mais está exposta a catástrofes naturais.
Pedro Carvalho
CEO da Generali Tranquilidade
O líder da seguradora italiana em Portugal assegura que foram reportados mais de 30 mil sinistros, mil dos quais complexos, que exigem uma peritagem, caso de empresas, instalações fabris, máquinas, chips e tecnologia. Em 80% dos casos, o relatório de danos, ou seja, desde a participação até à peritagem, foi feito em menos de 15 dias. “Atualmente, estamos acima dos 90%, estamos satisfeitos com o nível de serviço. Os nossos clientes particulares ou empresariais não estão necessariamente com problemas de tesouraria ou de liquidez, porque isso é assegurado a partir do momento em que têm um seguro connosco”, concluiu Pedro Carvalho.
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