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No catering e nos eventos, “em tudo o que nos comprometemos, independentemente de haver contratos escritos ou apertos de mão, tem de ser cumprido. É absolutamente dramático se não for. É esta filosofia, a ênfase no drama, que realmente motiva parte do sucesso que temos”
A Casa do Marquês define-se por um serviço chave na mão em que o cliente só tem que trazer os convidados. “Temos um serviço que é 360º. Conseguimos ter o espaço para realizar o evento, tratar do catering, que acaba por ser a parte que nos distingue mais, da decoração do evento e, ainda, dos audiovisuais e da animação. Oferecemos uma experiência relaxante para quem nos contrata; é só escolher tudo e, depois, no dia, trazer os convidados. É como ir ao spa”, explicou Miguel Seijo, CEO da Casa do Marquês, a Miguel Frasquilho, anfitrião do programa Economia Sem Fronteiras, no canal Now.
Fundada em 1989 pelo ex-futebolista e ex-dirigente do Sporting, José Eduardo Sampaio, e por Florbela Bem, a Casa do Marquês começou com apenas 30 metros quadrados em Algés, seguiram-se instalações em Carnaxide, em que o telhado estava no chão, e hoje tem sede no Prior Velho, em Loures, com 6 mil metros quadrados de área coberta e a maior cozinha industrial do setor em Portugal, com 1400 metros.
Esta infraestrutura permite realizar “um serviço diferenciado, ou seja, não só ao nível dos espaços, mas também ao nível da produção de todas as comidas que damos nos eventos”. Nestas instalações há desde a panificação até às massas, sendo “raras as coisas que adquirimos fora, diria praticamente nada”, esclarece Miguel Seijo.
Adianta que, além da cozinha, têm oficinas de serralharia, pintura, carpintaria e costura, para fazer a decoração dos espaços e a mise en scène. “É tudo in-house, o que nos permite acolher todas as sugestões que os clientes pretendem para os eventos e também desenvolver as nossas próprias ideias que fazem com que os nossos eventos sejam únicos.”
Os valores do desporto
A empresa tem espaços exclusivos como a Estufa Fria, o Palácio Conde de Óbidos, o Arriba do Guincho, em Cascais, o Casino Estoril e o Pátio Alfacinha, que pertenceu a Vítor Seijo, avô de Miguel, mas também realiza eventos noutros espaços, incluindo no Protocolo de Estado. Neste âmbito, já serviu líderes mundiais como Angela Merkel, Barack Obama ou o rei Carlos III, entre muitos outros.
Segundo Miguel Seijo, “grosso modo, 50% do negócio é dentro dos nossos espaços e 50% fora. Não existem grandes diferenças, a não ser a coordenação com quem gere o espaço. Gerimos o espaço, as montagens e as desmontagens, as questões operacionais, mas nada que não tenha sido resolvido ao longo destes 37 anos”.
Miguel Seijo considera que a cultura da empresa está impregnada pelos valores do desporto, ou não tivesse sido fundada por José Eduardo Sampaio, que foi jogador e dirigente do Sporting Clube de Portugal, como o trabalho em equipa, “a resistência à frustração, que é o segredo dos campeões, isso são coisas que o meu pai trouxe, transmitiu-nos aos filhos e que eu acho que fazem parte do dia-a-dia de uma empresa vencedora”.
Mas, até pela área de atividade, na Casa do Marquês, líder de mercado no setor de catering e eventos, o compromisso “é absolutamente sagrado, seja com quem for, seja com o cliente, que é o mais óbvio, seja com o fornecedor, seja com o colaborador. Em tudo o que nos comprometemos, independentemente de haver contratos escritos ou apertos de mão, tem de ser cumprido. É absolutamente dramático se não for. É esta filosofia, a ênfase no drama, que realmente motiva parte do sucesso que temos”, assinala Miguel Seijo.
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