Com centros de competência que servem o mundo inteiro, Portugal ocupa hoje um lugar de exceção dentro do grupo Siemens. A presidente executiva, Sofia Tenreiro, revela como a credibilidade na execução dos projetos e a qualidade das universidades transformaram o país num hub tecnológico global
“Hoje Portugal é a sexta maior região tecnológica na Siemens. Os outros cinco países são os Estados Unidos, a China, a Índia, a Alemanha e a Áustria, os quais são muito maiores”, revela Sofia Tenreiro, presidente executiva da Siemens Portugal, durante o programa Economia Sem Fronteiras, no canal Now, de que Miguel Frasquilho é anfitrião.
Explica que a Siemens entendeu que Portugal podia ter um papel muito mais ativo para além do negócio local, com um portefólio muito abrangente, e aponta duas razões para isso. “Temos talento e universidades de grande qualidade. Por outro lado, criámos uma credibilidade muito grande na entrega e execução de projetos”. Esta consistência, a capacidade de execução e a credibilidade levaram a que se instalasse em Portugal um centro de foundation technologies que desenvolve soluções tecnológicas para todo o mundo, em áreas como data analytics, Inteligência Artificial, sensorização, e eletrónica e circuitos integrados.
Sofia Tenreiro referiu ainda que desenvolveram em Portugal um centro de serviços partilhados, com mais de 1300 pessoas, que presta serviços para mais de 60 empresas do grupo Siemens a nível mundial, abrangendo serviços de recursos humanos, de contabilidade, de vendas, entre outras áreas.
A Siemens atua na convergência entre automação, eletrificação e digitalização, que segundo Sofia Tenreiro, são as grandes preocupações atuais dos clientes, porque precisam muito de se modernizar e de se adaptar a um mundo cada vez mais ágil e mais sustentável.
“A nossa grande estratégia desde há muitos anos é juntar o mundo real com o mundo digital. Hoje, o nosso propósito é desenvolver tecnologia que transforme o dia a dia das empresas e das pessoas e acreditamos que, ao fazer esta ponte, extraímos o máximo valor”, salientou Sofia Tenreiro. A líder da Siemens em Portugal salientou que aplicam esta estratégia que ajuda a criar não só edifícios mais inteligentes como mais autónomos, com capacidade de se gerirem. Por outro lado, auxiliam as indústrias a serem cada vez mais ágeis, mais eficientes, porque “com a eletrificação e com a automação, conseguimos contribuir para enormes eficiências energéticas, eficiências de custos”.
Nas infraestruturas, o objetivo passa por tornar as redes elétricas mais resilientes, mais flexíveis, mais eficientes. “Infelizmente há exemplos recentes de que esta resiliência é cada vez mais importante e o facto de conseguirmos ter sistemas de gestão que permitem uma flexibilidade grande das redes também é muito importante para podermos, no fundo, fazer face a estas intempéries e a outros temas de energia, de custos de energia, de picos de energia”, sublinhou Sofia Tenreiro.
Lembrou que os serviços de saúde são uma componente muito importante da oferta da Siemens e o grande objetivo é contribuir para a qualidade desta prestação de serviços, “incorporando inteligência artificial para, por exemplo, obter diagnósticos que auxiliem os médicos e olharmos para os resultados e termos também um maior realismo e uma maior projeção de tendências”. Na mobilidade elétrica, tanto automóvel como na ferrovia, mantém-se a perspetiva de eficiência, de flexibilidade, de sustentabilidade.
Em 2025, a Siemens Portugal tem cerca de 4.300 colaboradores e um volume de negócios de cerca de 435 milhões de euros. Num grupo global, com cerca de 312 mil trabalhadores e receitas próximas de 76 mil milhões de euros, a Siemens Portugal pesa cerca de 1,4% do emprego e cerca de 0,6% das receitas globais. As receitas da Siemens Portugal cresceram nos últimos cinco anos, dos quais 66% são exportações para 80 países. Os resultados líquidos cresceram quase 110%, mais do que dobraram entre 2021 e 2025.
Os principais produtos e serviços exportados são “ofertas complexas que têm dentro muitas tecnologias”, refere Sofia Tenreiro. Um dos exemplos da internacionalização está nos hubs de automação. Existe um de gruas e de portos que implementa projetos em todo o mundo, outro denominado intralogística, a automação ao nível da logística. “São apenas dois exemplos dos muitos que temos, onde a automação permite a digitalização sobre esta componente industrial. Falamos de automação, de inteligência artificial, de dados, de cibersegurança, de sustentabilidade, que são exportados”, considera Sofia Tenreiro.
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