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Iuri confessa morte de Amélia Fialho

A confissão de Iuri Mata sobre a forma como matou Amélia Fialho

Mal o corpo da professora do Montijo foi encontrado, o genro revelou o crime aos investigadores.

27 de março de 2019 às 21:20

Iuri aceitou falar à Polícia Judiciária mal o corpo da sogra  foi encontrado, em Setembro de 2018. Disse estar aliviado. Não conseguia viver com o remorso, queria contar o que tinha feito com a mulher. Como tinham matado Amélia Fialho. O programa Investigação CM, da CMTV divulga esta quarta-feira o que disse o homicida. 

A história contada por Iuri Mata, o genro sem emprego que vivia às custas da professora do Montijo, é uma história de horror. Contou à PJ que mãe e filha discutiram: "A minha sogra teve uma discussão com a Diana. Ela disse-lhe que ia mudar o testamento, que a queria deserdar".

No final da discussão, Diana manteve uma conversa consigo, sem que a sua mãe adotiva ouvisse. Ela já tinha subido para o primeiro andar, que era onde costumava dormir.

A Diana disse-me. "Não aguento mais viver com a minha mãe. Vamos ter de pesquisar na Net maneiras de nos livrarmos dela".  Iuri assegura que de imediato não percebeu o que queria dizer aquilo. As horam passaram e foram-se deitar-se ao final do dia, sem falar daquilo novamente.

No dia seguinte, mãe e filha votaram a discutir acesamente. E Diana voltou a mostrar intenção de matar a mãe. "Voltou a dizer-me que devíamos procurar na net formas de matar a Maria Amélia e de depositar o corpo sem ser encontrado ou reconhecido. Fomos à internet a partir do computador do escritório para a pesquisa, procuramos medicamentos para colocar uma pessoa a dormir e locais ermos próximo de Montijo".

Iuri assegura que a mulher não desistia. Estava decidida. Nesse dia, conta Iuri que Diana foi buscar uma caixa com cerca de 30 medicamentos e colocou numa garrafa que só era usada por Maria Amélia. A Diana sabia-o, porque a mãe adotiva bebia aquele líquido, todos os dias, quando acordava. Era um produto para emagrecer.

Marteladas na cabeça até à morte

"Quando vimos que ela bebeu, esperamos cerca de meia hora até que ela adormeceu", contou Iuri ao investigadores. Subimos ao quarto e a primeira pancada do martelo na cabeça da Maria Amélia fui eu que dei. A Maria Amélia não reagiu sequer, saiu bastante sangue da cabeça.

Ainda pensei que tinha conseguido matá-la com um único golpe de martelo, mas a Diana baixou-se para ver a cara da mãe. Foi aí que disse "ainda está viva, continua a bater".

Iuri diz que tentou ganhar coragem para continuar. Mas não conseguiu, faltaram-lhe as forças.

Não fui capaz de voltar a bater com o martelo. Fiquei sem reação e ela tirou-me o martelo da mão e deu-lhe várias marteladas na cabeça. Não parou mesmo quando se percebeu que estava morta: Parecia frustrada com a mãe. Queria por fim ao problema de uma forma estúpida".