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RTP paga mais de 100 mil euros para mudar imagem

Processo de reformulação das marcas da estação pública está a gerar controvérsia.

05 de abril de 2026 às 01:30
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RTP paga mais de 100 mil euros para mudar imagem

A nova identidade visual da RTP, que unifica as marcas de televisão, rádio e plataformas digitais, custou à empresa pública 89 mil euros (valor sem IVA). A reformulação da imagem corporativa, em que a sigla 'RTP' passa a ser o elemento central da identidade visual do canal público, ficou a cargo da agência Ivity Brand Corp, de Carlos Coelho, com o objetivo de fortalecer a marca de serviço público de media. O valor do contrato foi de 70 mil euros (publicado no Portal Base a 6 de janeiro de 2025), a que se juntam 19 mil euros para a realização da campanha de comunicação da RTP Notícias (publicado no Portal Base a 21 de janeiro deste ano).

A mudança tem motivado protestos por parte dos trabalhadores e foi alvo de críticas por parte da Comissão de Trabalhadores (CT), que esta quinta-feira alertou para "o mal-estar" provocado pela reformulação, "em particular no contexto da rádio", e considerou que tem havido uma "comunicação deficiente e insuficiente envolvimento dos trabalhadores".

"Foi novamente referido o mal-estar provocado pelo processo de reformulação da imagem e das marcas, em particular no contexto da Rádio", indicou em comunicado a CT da RTP, depois de se ter reunido com o Conselho de Administração.

A CT da RTP diz ter alertado para "a forte envolvência emocional associada" à nova identidade visual da estação, bem como para os "receios profissionais que provoca nos trabalhadores", considerando que "tem existido comunicação deficiente e insuficiente envolvimento dos trabalhadores da RTP".

"Segundo o Conselho de Administração, o objetivo é assegurar que, no digital e nas redes sociais, o público identifique claramente a origem dos conteúdos produzidos", lê-se, acrescentando ainda que "o processo está em curso há cerca de um ano e meio".

Segundo a mesma nota, a administração da estação pública disse que "não pretende retirar relevância às marcas da Rádio, mas sim protegê-las no ecossistema digital, com reforço de capacidades e melhores condições técnicas".

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