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Festival decorre de 5 a 7 de junho no Centro Histórico de Ílhavo, com concertos, rádio ao vivo e iniciativas comunitárias.
O Festival Rádio Faneca regressa ao Centro Histórico de Ílhavo de 5 a 7 de junho, para a sua 13.ª edição, afirmando-se como um dos eventos culturais mais singulares da região. Este ano, a programação e a comunicação partem do tema da sorte, cruzando concertos, intervenções artísticas, rádio ao vivo, teatro nos becos, cinema para a infância e projetos com a comunidade.
O cartaz musical distribui-se entre o Jardim Henriqueta Maia e vários espaços do centro histórico. No dia 5 de junho, sobem ao palco Ana Lua Caiano, Bruno Pernadas e Sapatrux. A 6 de junho atuam noiserv e Sérgio Godinho, com participação de Samuel Úria, além do dj set dos Cinéfilos que Ninguém Pediu. O último dia, 7 de junho, recebe Expresso Transatlântico e um concerto especial da Orquestra do Mar com Filipe Sambado, interpretando António Variações.
Os becos do centro histórico mantêm-se como marca identitária do festival, acolhendo atuações em espaços como o Beco das Barreirinhas e a 145 Townhouse. Por estes palcos passam Asa Cobra, Sofia Leão e o projeto A Quatro Mãos, de André Barros e Tiago Ferreira. O programa inclui ainda encontros da plataforma PRAIA, dedicada a artistas ilhavenses, juntando nomes como Designer Tiago, Luna Jacome, Núria Mandane, Hugo Marques, Luana Torrão e Sekai.
A criação artística estende-se também à escrita e às artes visuais, com o dramaturgo David Calão e o artista Alexandre Martins a desenvolverem letras originais e uma peça multimédia a partir dos encontros, que será apresentada posteriormente.
Um dos elementos centrais do festival é a rádio Rádio Faneca, que emite em 103.9 FM, online e ao vivo. Conduzida por Marta Rocha e Maria Inês Santos, inclui discos pedidos, programas especiais e concertos de Rita Cortezão, Inês Marques Lucas e A Sul. O palco rádio recebe ainda emissões especiais, como o programa Logo Se Vê, em parceria com a Antena 3, o podcast Os Cinéfilos que Ninguém Pediu e conversas sobre identidade, fé e memória.
A comunidade volta a desempenhar um papel essencial. O projeto Casa Aberta, orientado por Teresa Coutinho, convida moradores a receber desconhecidos para jantar e assistir a pequenas performances, num gesto de partilha. Nos becos, a atriz Cecília Henriques, com Maurícia Barreira Neves, Nuna e Roxana Ionesco, apresenta criações inspiradas em mitos, superstições e histórias locais.
O festival expande-se ainda por instalações e percursos artísticos. A Garagem dos Vizinhos acolhe “Moinhos Estrambólicos”, uma instalação sobre alterações climáticas. Já o projeto “Oito Cartas”, de Francisco Calisto, envolve o comércio local, com ilustrações ligadas à sorte e à mística, organizadas num percurso-jogo com caderneta própria.
Para os mais novos, há o ciclo de cinema “Sorte, acasos e coisas estranhas”, na Sala Estúdio Cinema, com curadoria da associação SUNO. No Jardim Henriqueta Maia, decorrem atividades familiares, incluindo jogos tradicionais da Almeidart. O programa inclui ainda o Mercado Audiovisual “45 Rotações e Imagem”, a Garagem Aberta e um minimercado de trocas.
Com entrada livre, o Rádio Faneca volta a transformar Ílhavo num espaço de experimentação artística e encontro, onde a sorte serve de ponto de partida para cruzar música, histórias e comunidade.
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