Vítor Sobral é um dos chefs Europeus que apoia o guia e autor da receita que representa Portugal na publicação.
Lisboa, 14 outubro - A WWF apresenta hoje, dia 14 de Outubro, pelas 12h, no restaurante Peixaria da Esquina, do chef Vítor Sobral, em Lisboa, o Guia WWF para consumo de pescado ‘Histórias por detrás do seu prato’ e a instalação ‘Nem tudo o que vem à rede é peixe para comer. Há muitas histórias por detrás do seu prato’: um barco com três secções que constituem a base das recomendações da WWF presentes no guia – ‘o tamanho conta, há mais peixe no mar e as etiquetas são nossas amigas’ (tamanho, diversidade e rotulagem).
‘Este lançamento acontece dois dias antes da celebração do Dia Mundial da Alimentação, no próximo dia 16 de outubro, e responde ao problema da sobre-exploração dos recursos marinhos e dos impactos e consequências das opções de consumo de pescado para as pessoas e para a natureza. ‘ diz Angela Morgado da WWF.
‘A WWF através deste guia alerta para a diferença que os consumidores portugueses e europeus podem fazer com uma escolha responsável de peixe e marisco, ajudando a repor os níveis equilibrados nos ecossistemas e a proteger os oceanos’, afirma.
Segundo dados da WWF, em termos globais, cada um de nós consome uma média de 20kg de pescado por ano
– quase o dobro de há 50 anos atrás; 93% dos stocks de peixe no Mediterrâneo estão sobre-explorados e 31% dos stocks globais estão sobre-explorados. O problema é mais relevante ainda se considerarmos que 800 milhões
de pessoas dependem do peixe como uma fonte essencial de proteínas.
A União Europeia é o principal importador mundial de pescado e mais de metade é importado de países asiáticos, africanos e outros em desenvolvimento, onde muitas comunidades locais dependem da pesca para sobreviver.
Este Guia vem ajudar a encontrar soluções para a forma como estamos a consumir o pescado, recomendando aos consumidores mais atenção no momento da escolha e da compra destes produtos.
O guia para consumo de pescado da WWF apresenta três recomendações simples para um consumo sustentável de pescado (ter atenção ao tamanho mínimo legal dos peixes, variar a dieta de peixe e verificar os rótulos, optando por produtos com selos que confirmam a sustentabilidade da pescaria e o respeito pelo meio ambiente, como o MSC e o ASC - para a pesca selvagem e aquacultura, respetivamente).
Ao mesmo tempo oferece 10 receitas de 10 chefs europeus que apoiam o guia da WWF. A receita que representa Portugal no guia é da autoria do Chef Vitor Sobral - Bacalhau confitado com tomate seco e alperces.
O guia apresenta ainda um sistema de cor simples (azul para produtos certificados, verde para boa opção, amarelo para pense duas vezes e vermelho para pescado a evitar) para uma lista de 15 espécies marinhas mais consumidas em Portugal (Atum Patudo, Atum Bonito, Pescada, Bacalhau, Salmão, Dourada, Carapau, Camarão de Moçambique, Sardinha, Robalo, Polvo, Cavala, Amêijoa-Boa, Berbigão e Mexilhão), permitindo ao consumidor perceber em que estado se encontram estas espécies e fazer a opção de consumo mais responsável.
Na versão online - http://guiapescado.wwf.pt - a lista é mais alargada e será atualizada com novas espécies e novas informações sobre o seu estado. Esta versão tem ainda a vantagem de poder ser usada sem ser descarregada.
A versão impressa vai ser distribuída em locais onde ações desenvolvidas pela WWF em Portugal estão a ser programadas, muitas delas no contexto de outras ações ligadas ao mar. Todas elas serão anunciadas previamente nas nossas redes sociais e website. Ou pode ser descarregada uma versão em PDF que se encontrará nos sites wwf.pt e fishforward.eu.
A primeira acontece já no próximo dia 17 de Outubro, pelas 12h, no Time Out Market Lisboa, no Mercado da Ribeira, onde vai ser distribuído o Guia WWF para consumo de pescado ‘Histórias por detrás do seu prato’; o ponto de encontro é junto à nossa instalação ‘Nem tudo o que vem à rede é peixe para comer. Há muitas histórias por detrás do seu prato’.
Esta instalação, da autoria da Ogilvy&Mather, foi criada como parte do projeto ‘Fish Forward – por um consumo responsável de peixe e marisco e um futuro para os oceanos’, que incentiva o consumo responsável de peixe e marisco, junto dos consumidores, das empresas e autoridades, em Portugal e na Europa de forma a permitir a recuperação das unidades populacionais de peixe, atualmente sob pressão, e promover a sustentabilidade dos oceanos.
Notas para os Editores
Para descarregar o Guia WWF para consumo de pescado
http://guiapescado.wwf.pt
Para descarregar o Guia WWF para consumo de pescado, vá a: http://guiapescado.wwf.pt
Os Chefs que apoiam o Guia da WWF e suas sugestões de receitas:
Chef Ana Grgíc da Croácia, que apresenta mexilhões com chouriço e açafrão
Chef Francois Pasteau da França, que apresenta Filete de Taínha com legumes crocantes e chá verde
Chef Elias Mamalakis da Grécia, que apresenta Sardinhas enroladas em folha de videira
Chef Lisa Casali da Itália, apresenta Pescada ala chitarra
Chef Geert vanSoest da Holanda, apresenta Pangasius com Espinafre, quinoa e curgete
Chef Vitor Sobral de Portugal, apresenta Bacalhau Confitado com tomate seco e alperces
Chef Uros Stefelin da Eslovénia, apresenta Filete de dourada com camarões em creme de rábano
Chef Ángel León de Espanha, apresenta Carapau com cominho e cenoura
Chef Mounir El Aarem da Tunísia, apresenta Gamba Kerkénaise
Chef Mustafa Eris da Turquia, apresenta Macua com batatas e verduras da época
O problema
O estado das populações de peixes ameaça a segurança alimentar humana devido ao sério declínio em que estas se encontram por todo o mundo, sendo que algumas apresentam um risco sério de colapso como refere a WWF no relatório ‘Living Blue Planet Report‘ (Setembro de 2015) onde se conclui também que, em média, a nível global e nas últimas quatro décadas, as populações de mamíferos marinhos, aves, répteis e peixes foram reduzidas para metade. Algumas espécies de peixes chegam a apresentar um declínio de 75 por cento. Estas revelações representam problemas para todas as nações, especialmente para as pessoas que vivem em países em desenvolvimento.
Cerca de 90 % dos recursos marinhos mundiais encontram-se sobre explorados ou totalmente explorados. Três mil milhões de pessoas dependem do peixe enquanto fonte essencial de proteína. A subsistência e a vida de mais de 800 milhões de pessoas depende da pesca; a maioria destas pessoas vive em países em desenvolvimento. "Tudo o que fazemos enquanto consumidores tem um efeito – positivo ou negativo – no estado do ambiente marinho".
Fish Forward é um projeto da WWF de sensibilização dos consumidores, empresas e autoridades à escala europeia e é cofinanciado pela União Europeia. O Projeto desenvolve e implementa atividades de marketing, comunicação e investigação ao longo de três anos (de 2015 a 2017). Foi lançado durante o Ano Europeu para o Desenvolvimento 2015 em 11 países: Áustria, Bulgária, Croácia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal, Roménia, Eslovénia e Espanha.
O projecto Fish Forward tem o apoio de uma lista de membros que integra a Comissão de Honra do projecto: Ana Paula Laborinho (Presidente do Camões IP); Catarina Grilo (Iniciativa Gulbenkian Oceanos), Gonçalo Carvalho (Coordenador da PONG-Pesca), Henrique Cabral (Professor Auxiliar da FCUL e Coordenador do MARE); Joana Seixas (actriz e embaixadora da WWF), Mário Franco (modelo e embaixador da WWF), Miguel Miranda (Presidente do IPMA) e Tiago Pitta e Cunha (Consultor do Presidente da República para os Assuntos do Mar). Já em 2016 vieram juntar-se a esta Comissão de Honra dois outros Chefs de cozinha bem conhecidos no nosso país – Vitor Sobral e Miguel Rocha Vieira. Todos os membros da lista têm em comum as preocupações ambientais e aceitaram o convite depois de conhecerem e demonstrarem vontade em apoiar o projecto.
A WWF é uma das maiores e mais respeitadas organizações independentes de conservação do mundo, com mais de 5 milhões de apoiantes e uma rede global activa em mais de 100 países. A missão da WWF é travar a degradação da natureza e construir um futuro no qual os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, através conservação da diversidade biológica do mundo, garantindo que a utilização dos recursos naturais renováveis seja sustentável, e promovendo a redução da poluição e do desperdício.
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