Touradas em risco no Campo Pequeno
Rui Bento Vasques diz estar disponível para negociar subarrendar da praça lisboeta.
O empresário Álvaro Covões, que já detém o Coliseu de Lisboa, assina esta semana o contrato de compra do Campo Pequeno. No entanto, ao contrário do que costuma ser habitual nesta altura do ano, a realização da temporada tauromáquica na centenária praça da capital continua a ser uma incógnita.
Até agora, o promotor de espetáculos pouco falou sobre o futuro daquele espaço, mas não escondeu que os touros e as touradas não são a vocação da sua empresa, a Everything is New.
"O meu negócio é a música, não as touradas", afirmou. O mesmo discurso teve quando se reuniu com Rui Bento Vasques, atual diretor de atividades tauromáquicas do Campo Pequeno. Ao CM, este não esconde o seu receio quanto ao futuro: "Estou apreensivo e preocupado. O que o Álvaro Covões já me transmitiu é que não será promotor de corridas", avança Rui Bento Vasques, que se mostra, contudo, disponível "para subarrendar o espaço e realizar as corridas ainda este ano".
"Se não começar em abril, a temporada começa em maio. Estamos um bocadinho fora do tempo, mas estou de braços abertos", adianta o diretor, que, ainda assim, já recebe a garantia de que "os postos de trabalho estão assegurados".
SAIBA MAIS
1892
A 18 de agosto foi inaugurada a praça, três anos após ter começado a sua construção.
Construção e restauro
Obras foram pagas pela Empreza Tauromachica Lisbonense. Casa Pia cedeu-lhe a concessão por 90 anos. Foi restaurada no início do séc. XXI. Reabriu em 2006. Sociedade de Renovação está insolvente desde 2014.
Sala polivalente
Praça recebe touradas, concertos, feiras e exposições. Tem espaço para 10 mil pessoas.
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