A música de Maria Guinot calou-se aos 73 anos

Cantora e compositora estava retirada da vida artística desde 2010. Brilhou no Festival da Eurivisão, em 1984.

04 de novembro de 2018 às 01:30
A cantora e compositora Maria Guinot Foto: Direitos Reservados
Maria Guinot num concerto na Aula Magna, em 1988 Foto: Direitos Reservados
Maria Guinot Foto: Direitos Reservados
Maria Guinot Foto: Direitos Reservados
Maria Guinot Foto: Direitos Reservados

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Inesquecível: Maria Guinot sentada ao piano, a cantar com a sua voz marcante e a postura de quem tinha muito para dizer. A cantora e compositora que venceu o Festival RTP da Canção em 1984, com o tema ‘Silêncio e Tanta Gente’, morreu este sábado, aos 73 anos.

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Retirada da vida artística desde 2010, após ter sofrido o terceiro Acidente Vascular Cerebral (AVC), deixa discografia notável, que começou a gravar em 1968, com 23 anos, e da qual se destacam temas como ‘Homenagem às Mães da Praça de Maio’ (que evoca os desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina) e ‘Saudação a José Afonso’.

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Este último tema foi recusado pelo júri do Festival da Canção de 1986. Era a terceira vez que a artista tentava a participação no concurso, após ter ficado em terceiro lugar em 1981, com ‘Um Adeus, Um Recomeço’, e de ter vencido o evento, em 84.

Nascida em Lisboa a 20 de junho de 1945, Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno iniciou a sua formação musical clássica com cinco anos. A canção atraiu-a, sobretudo o modelo dos baladeiros que então emergia, mas destacou-se também como mulher de causas. Integrou, por exemplo, o movimento pela despenalização do aborto e condenou a política de não admissão de mulheres em bancos privados portugueses.

O velório da artista realiza-se hoje a partir das 17h00 na Igreja da Parede, em Cascais, e as cerimónias fúnebres estão marcadas para as 10h45 de segunda- -feira, seguindo depois o funeral para o cemitério de Barcarena.

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Qualidade merece elogios e distinções

‘Silêncio e Tanta Gente’ ficou em 11º lugar na Eurovisão, mas o júri elogiou a qualidade da canção. Em 2011, a artista recebeu Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

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