Animação cria novas estrelas
'Pinguins de Madagáscar' é exemplo recente de personagens que ganham filme em nome próprio. 'Minions' de 'Gru – O Maldisposto' estreia no verão do próximo ano.
Ávidos de êxitos de bilheteira, os grandes estúdios estão a dar a volta às sagas de animação e a escolher figuras secundárias de produções célebres para lhes dar honras de protagonismo em novos filmes. Com problemas de liquidez para resolver, a Dreamworks tem sido perita na estratégia e o exemplo mais recente é 'Os Pinguins de Madagáscar', já em exibição no cinema.
Figuras carregadas de humor, mas secundárias nos três filmes da série 'Madagáscar', os quatro pinguins lideram agora uma aventura em nome próprio. Sem perderem o carisma e o jeito para o disparate, Capitão, Rico, Kowalski e Soldado integram a equipa ultrassecreta ‘Vento do Norte’ e vão fazer de tudo para protegerem animais. 'Os Pinguins de Madagáscar' rendeu 28 milhões de euros na primeira semana em exibição nos EUA, ficando só atrás de outra saga, mas em imagem real, 'Os Jogos da Fome – A Revolta (Parte 1)'.
Antes, a Dream-works já tinha tido bons resultados com 'O Gato das Botas' (2011), isolando o felino, inspirado no clássico literário infantil de 1697, escrito por Charles Perrault, que teve grande sucesso em três filmes de 'Shrek'. A ideia resultou e a Dreamworks obteve receitas globais de 450 milhões de euros. A estratégia também não é nova para a Disney, embora personagens secundárias tenham ganhado mais espaço em séries de televisão. É o caso, por exemplo, de Timon e Pumba, eternos amigos de 'O Rei Leão' (1994).
A Universal vai também apostar em grande: 'Os Minions', criaturas amarelas que ajudam 'Gru – O Maldisposto' em dois filmes (de 2010 e 2013), prometem fazer rir no verão de 2015. O primeiro trailer, revelado há cerca de um mês, já teve 18 milhões de visitas só no YouTube.
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