António Costa planta oliveira para homenagear José Saramago
Primeiro-ministro esteve no arranque das celebrações do centenário do escritor.
No dia em que José Saramago faria 99 anos, o primeiro-ministro António Costa ajudou a plantar, esta terça-feira, a 99ª oliveira das 100 que ficarão a ladear uma rua da Azinhaga (Golegã), aldeia natal do escritor. O gesto marcou o arranque das celebrações do centenário do nascimento do Nobel, que só terminam a 16 de novembro do próximo ano.
Antes da cerimónia, no entanto, António Costa assistiu, numa escola em Rio Maior, à leitura do conto ‘A Maior Flor do Mundo’, iniciativa que decorreu em simultâneo em 300 escolas de norte a sul do País. O líder do Governo realçou a “mensagem muito atual” do conto, a necessidade de “regar cada flor para que cada flor seja preservada”, desejando que cada um “saiba fazer o que Saramago fez”, uma “obra maior que ele próprio”, que “perdura para além da sua vida na terra”, multiplicando-se “por diversas línguas por todo o mundo”.
À noite, António Costa compareceu na sessão oficial de abertura do Centenário no Teatro São Luiz, em Lisboa, já com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A escritora Irene Vallejo leu um ‘Manifesto pela Leitura’, tendo-se seguindo um concerto pela Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Cada uma das 100 oliveiras plantadas receberá nomes de personagens dos livros de Saramago. A 100ª, a plantar daqui a um ano, terá o nome da avó Josefa.
Além de Portugal, a leitura de ‘A Maior Flor do Mundo’ decorreu também noutras escolas nas Canárias (Espanha) e em vários pontos da América Latina.
Saramago morreu a 18 de junho de 2010 aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote, onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica.
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