Artistas portugueses vendem objetos para vencerem a crise da pandemia
Loja com itens icónicos já rendeu 780 euros para ajudar setor.
O vestido vermelho que Ana Bacalhau usou no último concerto dos Deolinda, nos coliseus de Lisboa e Porto; a guitarra Fender Telecaster que acompanhou Paulo Furtado em Wraygunn e Legendary Tigerman; a roupa que Kalú vestiu na capa do álbum ‘Dados Viciados’, de 1997, ou as sapatilhas de pontas utilizadas por Sofia Escobar no ‘Fantasma da Ópera’, em Londres, são alguns dos objetos à venda na Loja do Artista. Trata-se de um espaço online criado pelo músico Renato Júnior "para ajudar a classe num momento de crise tão difícil motivado pela pandemia", diz ao CM
"Aqui artistas, técnicos, entidades, mas também anónimos podem colocar à venda peças únicas ou simbólicas e ajudar quem precisa", avança. A condição é apenas uma: "No mínimo 5% do valor da venda tem de reverter para uma instituição ligada à cultura."
O valor, por sua vez, é fixado pelo atual dono da peça. O site alojadoartista.pt abriu no dia 22 de março com 28 produtos, dos quais sete já foram vendidos (entre eles uma tarola de Kalú, quatro t-shirts de Tim e uma cadeira do Teatro Tivoli antes da remodelação), num total de 780 euros. "Mas há mais objetos para entrar nos próximos dias", avisa Renato.
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