"Às vezes ouvia a realizadora a rir” (COM TRAILER)
Penélope Cruz, actriz espanhola, regressa hoje com ‘Elegia’, adaptação de um livro de Philip Roth em que é alvo do desejo de um professor interpretado por Ben Kingsley.
Correio da Manhã – ‘Elegia’ é uma viagem de sentimentos e emoções, mas também um filme difícil devido à exposição seu do corpo. Como encarou a experiência?
Penélope Cruz – A Isabel Coixet [a realizadora de ‘Elegia’] criou uma atmosfera que me fez sentir como se não estivesse lá. Às vezes ouvia-a chorar ou a rir. Ela acabava por ser o nosso termómetro.
– Teve dúvidas antes de fazer as cenas de nudez?
– As cenas de nudez foram sempre filmadas em estúdio fechado. Era só eu, o Ben [Kingsley] e o director de fotografia. Às vezes, apenas nós os três. Senti uma liberdade fantástica por poder trabalhar assim.
– O ciúme que a personagem de Ben Kingsley sente pela sua pode ter algo de positivo ou entende que esse é sempre um sentimento negativo?
– No filme, o Ben está louco de ciúmes. Quando vemos a cena de fora é dramático, porque ele está obcecado pelas fantasias. O ciúme ocupa uma grande parte deste filme.
– Como recorda a experiência de trabalhar com Woody Allen em ‘Vicky Cristina Barcelona’?
– Foi uma aventura excelente. Espero voltar a trabalhar com ele. Mas também com o Pedro Almodóvar. São ambos muito diferentes, mas sinto-me privilegiada por ter trabalhado com ambos.
– Pensa que ‘Elegia’ lhe poderá abrir novos horizontes nos EUA?
– Actualmente não me posso queixar do material que estou a receber. Trabalhei com Woody, fiz ‘Elegia’ e o filme do Pedro [‘Los Abrazos Rotos’, que vai estrear em Portugal a 10 de Setembro]. E vou participar em ‘Nine’, baseado num dos meus filmes preferidos, o ‘8 1/2’, de Fellini.
– Vamos vê-la a dançar em ‘Nine’?
– Terei de dançar e de cantar. Tive já alguns meses de treino. Logo eu, que treinei dança durante 17 anos. Fiz quatro audições para este filme e quando recebi a confirmação de que tinha conseguido o papel fiquei histérica. Estou muito ansiosa.
PERFIL
Penélope Cruz, a madrilena de 35 anos começou em grande, com Bigas Luna, em ‘Jamon, Jamon’, mas seria Pedro Almodóvar a moldar-lhe o perfil de estrela em ‘Tudo Sobre a Minha Mãe’ e ‘Volver’. Ganhou o Óscar de Melhor Actriz Secundária por ‘Vicky Cristina Barcelona’.
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