Bastidores, milhões e polémicas de 'Melania': o documentário sobre a primeira-dama dos EUA
Filme tem estreia mundial amanhã em várias cidades à volta do globo.
Poder, imagem, bastidores e espetáculo, mas também milhões, polémicas e semanas de gravações caóticas. É sob enorme expectativa e atenção do mundo que estreia dia 30 de Janeiro, o documentário 'Melania', sobre Melania Trump, a primeira dama dos EUA. O lançamento envolve uma estratégia concertada em várias cidades à volta do globo (em Portugal estreia nos cinemas Nos), sendo que a própria Melania Trump e o presidente Donald Trump vão assistir à estreia em Washington no recém-rebatizado Donald J. Trump and John F. Kennedy Center for the Performing Arts.
O filme, o mais caro de sempre para um documentário do género, que custou 37 milhões de euros à Amazon, promete revelar, pela primeira vez, os bastidores mais reservados da Casa Branca durante os dias que antecederam a posse do segundo mandato Donald Trump e o papel de Melania durante esse período. A narrativa mostra a primeira dama no centro das decisões, da organização da cerimónia de posse até à condução da mudança da família de volta a Washington. “Nunca se teve esse tipo de proximidade com uma primeira-dama. O público verá reuniões, conversas privadas e ambientes que jamais foram mostrados", garante o produtor Marc Beckman. O espírito de todo o documentário pode ser resumido numa das falas de Melania. "O mundo inteiro quer saber, então aqui está".
Mas nem tudo foi simples para se fazer ao documentário. Para o realizar foram destacadas três equipas diferentes para as filmagens, na Flórida, Washington D.C. e Nova York, com os envolvidos a garantirem que foram semanas de gravações caóticas para conseguir seguir a primeira dama dos EUA, até porque obrigava sempre a grande coordenação com os serviços secretos. Os envolvidos afirmam, contudo, que a pior parte foi mesmo trabalhar com o realizador Brett Ratner, acusado de ser predador sexual. 'Melania' é mesmo o primeiro filme que Ratner - conhecido por ter assinado 'A Hora do Rush' e 'X-Men: O confronto final' - faz desde que foi acusado publicamente de assédio e agressão sexual por seis mulheres em 2017. De acordo com a Rolling Stone, cerca de dois terços dos membros da equipe que trabalharam no filme em Nova York solicitaram mesmo não ter seus nomes formalmente creditados no filme.
Falta dizer que o documentário 'Melania' já foi visto na Casa Branca num encontro restrito e privado que reuniu, entre outros, o CEO da Apple, Tim Cook, a Rainha Rania da Jordânia e o ex-campeão dos pesos-pesados Mike Tyson . Os convidados foram recebidos por uma banda militar, que tocaram temas da banda sonora original, incluindo a valsa Melania’s Waltz.
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