Bordalo II acusado de plágio

Artista criou obra inspirada no jogo do Monopólio, ideia que já tinha sido usada por uma outra artista em 2023.

08 de maio de 2025 às 16:18
Bordalo II Foto: Sérgio Lemos
JOGO MONOPÓLIO criado por Bordalo II Foto: Bordalo II/ Instagram
A artista Fartadaa Foto: Fartadaa/Instagram

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O artista Bordalo II está a ser acusado de plágio. Em causa está a instalação feita no chão da Praça Duque da Terceira, no Cais do Sodré, em Lisboa, no dia 2, onde reproduzia, em formato gigante, o tabuleiro do jogo Monopólio. Ora, a obra, ‘Provoc’, feita como objetivo de lançar uma crítica aos preços da habitação em Lisboa, está, no entanto, a ser comparada com uma outra instalação criada em 2023 pela artista portuguesa Fartadaa, em concreto o projeto ‘Lisbonopoly: O Jogo da Crise Habitacional’, apresentado, na altura, na associação Prisma Estúdio já com objetivo de criticar a crise habitacional em Lisboa através de uma adaptação satírica do jogo Monopólio.

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Se é verdade que vários elogiaram Bordalo II pela ideia, o facto é que outros não deixaram passar em claro as semelhanças entre as duas obras. “É triste que outro artista plagie o trabalho de outra pessoa e que chame como seu”, escreveu uma internauta. “Os protegidos recebem louros e holofotes, e os Artistas continuam a rapar o fundo ao tacho”, acusa outro. “Muito triste artistas com mais fama roubarem os trabalhos dos outros”. Reconhecendo que utilizar o jogo do Monopólio para abordar a crise habitacional numa cidade ou país não é nova (já Banksy, por exemplo, o tinha feito em 2012), Fartada, em declarações à SIC Notícias, condenou “a atitude” de Bordado II “enquanto artista conceituado”. “Em vez de me dar a mão e perguntar se eu queria colaborar com ele no seu projeto, ou, de alguma forma, mencionar o meu nome, o que fez foi passar por cima”.

Publicamente, a equipa de Bordalo II já veio negar as semelhança entre as duas obra.  

Recorde-se que, entretanto, a Câmara de Lisboa já removeu a obra de Bordalo II, tendo-a classificado como “atentado ao património”, argumentando ainda que a instalação, em lona, terá danificado a calçada portuguesa. 

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